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LIVRO DO MÊS

Livro do Mês é uma atividade da BE, que pretende divulgar obras de referência e sugerir a sua leitura aos nossos alunos. 

São livros que nos contam histórias, que nos fazem pensar, que nos divertem ou nos comovem. São janelas abertas para o mundo, que nos mostram muitas realidades e que nos ensinam a nos conhecermos melhor a nós próprios e aos outros. 


LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS fevereiro 2020

Pouca gente sabe misturar ciência e literatura como  
Alan Lightman, investigador nas áreas da Astronomia e da Física desde há duas décadas, cadeiras que lecionou em Harvard e no Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Os Sonhos de Einstein, um best-seller mundial traduzido para 30 idiomas, é uma obra de realismo fantástico.
No relógio de parede passam dez minutos das seis horas; minuto a minuto, novos objetos ganham forma. Na luz fraca da manhã, um jovem está sentado com a cabeça apoiada sobre a secretária. Nos últimos meses tem sonhado muito com o tempo e esses sonhos têm dominado todo o seu trabalho. Chama-se Albert Eisntein: quando sonha, imagina outros mundos onde o tempo ora é circular, ora anda para trás, ora é lento, ora toma a forma de um rouxinol...
Tendo por fonte de inspiração a teoria da relatividade, o autor cria uma obra onírica de espantosa simplicidade, na qual a literatura se entrelaça com a ciência e a exatidão poética se casa com o rigor teórico.


"Um livro maravilhosamente escrito, intelectualmente estimulante e cheio de sensibilidade e humor."
Salman Rushdie

"Nenhum outro escritor, físico ou filósofo apresentou uma tão bela visão daquilo que o Tempo é ou pode ser."
 James Gleic


"Um romance brilhante sobre o Tempo e a sua extraordinária trajetória."
 
Book Week











LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO 
    
 janeiro 2020

   No mês em que se assinala o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, faz todo o sentido que Memórias do Silêncio, de Richard D. Rosen seja o nosso livro do mês.


Sinopse

   As vidas das crianças que sobreviveram escondidas ao Holocausto.

   Através dos testemunhos reais de três meninas judias - Sophie, Flora e Carla - Richard D. Rosen, transporta-nos para a dura e tocante realidade daquela que é, para muitos, a página mais negra da história da Humanidade.
   Sophie, que sobreviveu ao extermínio nazi graças a uma identidade falsa, durante anos acreditou que era católica e antissemita. Esta mentira, alimentada pela mãe para sua proteção, foi o seu passaporte para a vida. Tornou-se oncologista nos EUA.
   Flora, órfã vítima do genocídio, foi entregue aos cuidados de freiras católicas e andou de família em família, sem nunca conhecer ao certo as suas origens. Depois de ter sido adotada, chegou aos EUA em 1959, onde se tornou psicóloga.
   Carla, que passou a sua infância escondida em sótãos e divisões dissimuladas, carrega a culpa de ter sobrevivido, sabendo que um terço das crianças judias desse tempo não tiveram a mesma sorte. Já nos EUA, tornou-se terapeuta.
 
    Este livro é mais do que um relato histórico dos horrores do Holocausto. É um tributo a milhares de crianças assassinadas e uma homenagem a todas as que escaparam, conseguindo reconstruir as suas vidas e recuperar das suas infâncias traumáticas mesmo sem nunca as esquecerem.


LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRODOMÊS LIVRO DO MÊS LiVRO 

Primo Levi, 1919-1987, judeu italiano, foi um dos poucos sobreviventes de Auschwitz,  o campo de concentração onde milhões de prisioneiros, judeus como ele, foram assassinados pelos nazis. Sobreviveu para regressar a Turim, a sua cidade-natal e escrever um dos mais extraordinários e comoventes testemunhos dos campos de extermínio nazi.
Dedicou o resto da sua vida à procura incessante da resposta para a pergunta essencial de Auschwitz: “O que é um homem?” Químico por formação, mas escritor por força do destino, Levi escreveu dezena de títulos, entre memórias, ensaios, ficção e poesia. A sua obra é frequentemente vista como uma ponte entre dois mundos: antes e após Auschwitz. Primo Levi é, às vezes, lembrado por ter dito que quem passou por campos de concentração nazis divide-se em duas categorias “os que calam e os que falam”. Foi justamente a necessidade de falar, de curar as suas feridas espirituais, que o levou a construir uma das obras fundamentais sobre os horrores criados por este regime. A sua obra é uma penosa interrogação sobre a natureza humana. Um testemunho sobre o “mal absoluto” e de como seres humanos conseguiram preservar a sua humanidade intacta em face deste mal.
Se  isto  é  um  homem

   Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da  resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado.
   Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objetividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta.
  Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus.

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junho 2018

E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?


Da autoria de José Saramago, Prémio Camões em 1995 e Prémio Nobel da Literatura 1998.

MAIO 2018
com a colaboração dos professores de geografia


O país que o geógrafo Álvaro Domingues nos mostra não está nos postais.

Com esta Volta a Portugal, o autor mata os clichés, apresenta fotografias muito curiosas, muito improváveis, mas igualmente muito feias.

Acaba com o país de postal ilustrado, com as imagens nostálgicas de um país que já só existe no turismo rural.

Como refere o autor: “…olhamos para esses territórios e dizemos que as pessoas vivem do que o campo lhes dá. Qual quê! Onde é que isso vai. (…) A realidade é muito confusa, é muito opaca.”


ABRIL 2018

SINOPSE

Os sentimentos e dúvidas dos adolescentes são muitas vezes desprezados e desvalorizados.
Esta obra pretende demonstrar que, por muito ambíguos que sejam, as dúvidas são reais, o desespero existe e provoca muitas vezes sofrimento nas pessoas que estão em crescimento físico, psicológico e social.

Poesia Adolescente expressa tudo o que caracteriza esta fase da vida. Os amores e desamores fatais, os sentimentos confusos, bem como os sonhos, desilusões e dramas.

Na Poesia encontra-se um abrigo, uma forma de perceber os sentimento. Todas as dúvidas, toda a tristeza ou alegria, as paixões que sentem são reais, não são menores por serem adolescentes. Os erros, ou as perdas vão continuar a acontecer, e o sofrimento é parte da vida. A poesia transforma sofrimento em beleza e melodia, e ajuda quem lê a entender que não é o único.

Esta obra é composta por poemas escritos em várias fases da vida da jovem poetisa, e expõe o crescimento de uma personalidade, as suas vivências e reflexões.
É fortemente influenciada por Florbela Espanca e Fernando Pessoa.





E PORQUE ESTE MÊS SE COMEMORA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER, MARÇO APRESENTOU UM DESAFIO AOS ALUNOS:

“É na corrente do estudo formal da história das mulheres que se insere esta série de 6 volumes (…) sempre contextualizado historicamente, (…) Anabela Natário revela não só o trajeto de mulheres na História como desvenda a vida de mulheres com História.
Irene Pimentel, 2008



Neste 1º volume, encontramos a história de 27 

mulheres, narrada numa prosa leve e bem-humorada.

Desafio de Março: quem foi Dona Maior Dias?

Deixa a tua resposta na BE e recebe um prémio.

E o Livro de Mês de fevereiro de 2018 é...


LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS


Uma proposta diferente para este mês de fevereiro! Um livro de banda desenhada que é muito mais do que um simples livro. É um clássico, um livro de culto, uma marca na história da BD europeia. Chama-se A Marca Amarela, e se estiveres a passar os olhos por estas linhas e nunca tiveste o prazer de o ler, então chegou o momento exato de o fazeres. Vais ver que não te arrependerás!



Vem conhecer as famosas personagens criadas pelo génio de Edgar P. Jacobs

Francis Blake,Philipe Mortimer e o temido Coronel Olrik!





Já agora: sabes identificar cada uma das personagens que se encontram por cima desta linha?





LIVRO DO MÊS DE JANEIRO LIVRO DO MÊS DE JANEIRO LIVRO DO MÊS DE JANEI
janeiro 2018

O DIÁRIO DE ANNE FRANK, - Diário Gráfico,  Ari Folman e David Polonsky, Porto Editora, Porto, 2017

Amesterdão, 1942. A Alemanha nazi invade a Holanda.

Uma família judia de origem alemã - pai (Otto Frank), mãe (Edith Frank), filhas (Anne Frank, 13 anos e Margot Frank, 16 anos)-  interrompe a sua vida normal e vai viver até à sua prisão, em 1944, num anexo da empresa familiar. A eles junta-se outra família, pai, mãe e filho adolescente e, ainda, um dentista, todos eles judeus. Anne conta a uma amiga imaginária, Kitty, em forma de diário, as suas vivências antes do esconderijo e durante os longos anos que todos passaram fechados, só tendo contacto com o mundo exterior através de um número restrito de funcionários da empresa e do rádio e jornais diários.
Em virtude de uma denúncia, o anexo vai ser descoberto e todos são presos e deportados para campos de concentração. Só o pai de Anne sobrevive. É ele que vai publicar em 1947, pela primeira vez, o diário da filha.

O Diário de Anne Frank é a obra mais publicada e mais conhecida em todo o mundo sobre a perseguição nazi aos judeus.

O que tem esta nova edição de especial?

Os seus autores, um realizador de cinema e um ilustrador, revisitaram o texto e deram-lhe uma vida nova, em forma de diário gráfico/banda desenhada. O resultado é de grande qualidade. Os sonhos, os medos, as incertezas, o primeiro amor, os conflitos diários, a fome, a falta de higiene, o carácter de cada ocupante do anexo e, sobretudo, o humor, muitas vezes sarcástico, de Anne... tudo ganha nova vida através do desenho.
Aconselho vivamente a leitura desta obra. Os autores não adulteraram a história, mas enriqueceram-na com o seu cunho criativo. Partes houve em que entenderam reproduzir o texto original na íntegra, por o considerarem de tão grande qualidade, que não ousaram transformá-lo em ilustrações. A combinação do texto intacto com a “magia” da imagem dá ao leitor momentos de verdadeira evasão.


A leitura deste livro será uma boa forma de nos prepararmos para as atividades da Semana em Memória das Vítimas do Holocausto, que se vai realizar na Escola de 22 a 26 de janeiro, da responsabilidade da Associação de Estudantes, do Grupo de História e da BE/CRE.

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dezembro 2017
Sinopse:

«Souad tinha dezassete anos e estava apaixonada. Na sua aldeia da Cisjordânia, como em tantas outras, o amor antes do casamento era sinónimo de morte. Tendo ficado grávida, um cunhado é encarregado de executar a sentença: regá- -la com gasolina e chegar-lhe fogo. Terrivelmente queimada, Souad sobrevive por milagre. No hospital, para onde a levam e onde se recusam a tratá-la, a própria mãe tenta assassiná-la.
Hoje, muitos anos depois, Souad decide falar em nome das mulheres que, por motivos idênticos aos seus, ainda arriscam a vida. Para o fazer, para contar ao mundo a barbaridade desta prática, ela corre diariamente sérios perigos, uma vez que o “atentado” à honra da sua família é um “crime” que ainda não prescreveu.

Opinião crítica:
Este livro leva o leitor a refletir sobre os atropelos constantes aos direitos humanos, nomeadamente a liberdade de escolha e o direito à vida. É um livro importante, para que nunca se perca a coragem para lutarmos por um mundo melhor e mais justo para todos (homens, mulheres e crianças)...
A história de Souad mostra-nos a triste realidade que se vivencia, ainda hoje, em algumas partes do planeta, lugares onde não há espaço para o amor, onde tudo se faz em nome da "moral", onde as mulheres assumem papéis de pouca relevância e onde a violência praticada contra elas sai impune.
Queimada Viva é um testemunho arrepiante, mas sobretudo um aviso para acabar com o silêncio criminoso que encobre a morte de mulheres, vítimas das leis dos homens.

Para refletir:
“Há pelo menos cinco mil mulheres por ano vítimas de “crimes de honra”.


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novembro 2017

                Este é um livro de homenagem a Bento de Jesus Caraça, personalidade que marcou profundamente o universo científico português do século XX. Nos dias que passam, em que o saber científico parece ter perdido a nitidez e a estabilidade de contornos que o caracterizavam, o exemplo humano de uma figura com a dimensão ética de Bento de Jesus Caraça tornou-se precioso.

 A obra compõe-se de duas partes distintas:

     apresentação de Bento de Jesus Caraça ao público contemporâneo, reunindo textos que revelam o seu percurso intelectual, político e humano e relevando o motivo por que o ilustre matemático, tão precocemente falecido, se tornou uma figura tutelar no debate sobre a relação entre Ciência e sociedade em Portugal. João Caraça, Paulo Almeida, Helena Neves e Alberto Pedroso escrevem sobre o brilhante cientista e notável cidadão.

 Os ensaios reunidos na segunda parte abordam a temática "Ciência e cidadania" a partir de distintas perspetivas.

Sessenta anos após a sua morte, a questão “Ciência e cidadania” continua prementeemergindo agora em novas áreas e sob novos olhares. No mundo em que vivemos, a Ciência penetra o nosso quotidiano, chegando a esconder-se por trás da sua omnipresença. Em resposta a este desafio, foi possível reunir uma coleção de ensaios de grande atualidade de Fernando Gil, Hermínio Martins, João Arriscado Nunes, Luísa Schmidt, Maria Eduarda Gonçalves, Nuno Crato, Ruy de Carvalho e Viriato Soromenho-Marques.

LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS DE NOVEMBRO DE 2017

LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊS LIVRO DO MÊSLIV
OUTUBRO 2017 


Como um romance

Obra muito original, em que, com humor, mas também seriedade, Daniel Pennac, romancista, professor e pai, descreve as perplexidades dos pais e dos filhos no conflito surdo que é o do interesse e do prazer da leitura, que muitos dos jovens teimam em não reconhecer. De facto, tem de se gostar de ler e, por isso mesmo, os leitores usufruem de direitos, que o autor enuncia como “Os direitos inalienáveis do leitor”.

Escritor francês de sucesso internacional. Tem, como destaque, o Prémio Renaudot de 2007, que ganhou pelo seu romance autobiográfico Mágoas da Escola,obra traduzida em 24 países.
Em 2008, Daniel Pennac obteve, pelo conjunto da sua obra, o Prémio Metropolis Bleu, anteriormente atribuído a escritores como Margaret Atwood, Carlos Fuentes, Paul Auster ou Norman Mailer.



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