quinta-feira, 13 de dezembro de 2018


"O desafio pelo conhecimento", da Porto Editora, dirigido a 6 turmas do 7º ano na área da Leitura  e a 6 turmas do 8º ano, no Inglês.

Decorreu entre 26 e 30 de novembro.

Aguardamos os resultados.

OPINIÕES DOS ALUNOS SOBRE AS SESSÕES DE PROMOÇÃO DA LEITURA

A, E, F; 8º A, B, C, D, E, F; 10º A, B, E, F, H
Novembro 2018
“Esta palestra ajudou-me a entender que ler vai além de um gosto. É também um benefício para a saúde.”

“Abriu-me a mente aos livros. Definitivamente irei ler hoje.”

“Quando a paixão pela leitura é o motor que nos comanda, podem surgir atividades motivantes como aquela a que assistimos hoje, na nossa biblioteca escolar. Obrigada.”

“Ler é um caminho para a cultura. Nesta apresentação pudemos verificar em estudos os benefícios da leitura. Achei as informações transmitidas essenciais. Parabéns.”

"Apresentação bastante interessante: imagens pertinentes; frases e cotações interessantes; não muito longa. Gostei muito!”

“Esta sessão foi muito inspiradora, divertida e fiquei muito inspirada para ler mais. Aprendi imenso com esta sessão. Gostava que tivesse assistido à mesma nos anos anteriores. Ler é muito importante e graças à sessão descobri o meu tipo de livros. Um agradecimento especial aos indivíduos maravilhosos que tiveram a ideia de realizar esta sessão. Muito obrigada, por mim voltamos para o próximo período!!!”

“Eu gosto de ler e a biblioteca é o meu lugar favorito da escola. Adorei a visita.”

“(…)despertou o meu interesse pela leitura e o conteúdo deu-me mais conhecimento sobre a importância de ler.”

“Eu acho que esta visita foi pertinente, pois fiquei mais interessada em ler e percebi a sua importância! Deve continuar-se a fazer!”

“Eu gostei da apresentação, achei que tinha imagens engraçadas e não foi secante.”

"A sua inspiração tocou-me no 💚 Muito obrigada!"

“Acho que conseguiu incentivar muito os alunos a ler mais.”

“(…) Também conheci novos livros e coleções.”

“Eu gostei, inspirou-me a ler um livro.”

“Eu gostei desta atividade porque aprendi que ler é importante para sermos alguém na vida e para sermos cultos. Também me senti mal porque leio pouco e sei que a partir de agora vou fazer um esforço para ler.”


“Acho que esta apresentação foi uma boa ideia e ajuda para nós procurarmos e descobrirmos os livros de que gostamos. Obrigado!”

quarta-feira, 26 de setembro de 2018



O grupo, constituído pela Carolina Castro, Joana Vaz e Tomás Fandinga, foi o vencedor da edição Apps for Good 2018, com "1936".


Os alunos desenvolveram uma aplicação para telemóvel, com  dois roteiros baseados na obra de José Saramago, O ano da morte de Ricardo Reis, romance de leitura obrigatória na disciplina de português, no 12º ano.





   Na obra de Saramago, Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa, regressa do Brasil depois de um exílio de vários anos.
   Instala-se no Hotel Bragança, na Baixa lisboeta, e percorre as  ruas da cidade dando-nos uma visão das condições sociais,
      políticas e culturais da época  (1936).

       A App vencedora apresenta dois roteiros pela cidade de Lisboa, de acordo com os percursos da personagem.

       O leitor da obra pode, assim, com a ajuda da tecnologia, conhecer os locais por onde Ricardo Reis vagueou.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Na sexta-feira, 18 de maio, decorreu na BE um colóquio dinamizado por três alunas do 11º ano, turma F que, no âmbito da disciplina de Geografia A, apresentaram o seu estudo de caso, sob a orientação da professora Paula Faísca




O objeto de estudo foi a Casa da Pesca, na Quinta do Marquês de Pombal, aqui em Oeiras. 

O edifício e sua envolvente, classificado como monumento nacional há 70 anos, encontra-se em lamentável estado de degradação.

A convite das alunas, estiveram presentes o presidente da Câmara, Dr. Isaltino Morais, representantes da Direção Geral do Património Cultural e do INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e ainda o historiador José Meco.

A Câmara de Oeiras está disposta, há muitos anos, a reabilitar todo o espaço da Casa da Pesca, mas o Ministério da Agricultura tem dificultado o processo e, entretanto, o espaço está em abandono e ruína, sujeito a deterioração e vandalismo

O historiador José Meco sublinhou a riqueza patrimonial da Casa da Pesca no que respeita à arquitetura e azulejaria.

É urgente uma decisão da parte do Ministério da Agricultura, para que os valores culturais em causa sejam recuperados.




terça-feira, 24 de abril de 2018

   DIAS DO LIVROLEITURA E LIBERDADE


18 de abril

À conversa com Miguel Partidário (escritor e ator)




11:45-13:15 

11ºF (prof. José A.  Silva)
12ºF (prof. Conceição Dias)



Miguel Partidário é um jovem ator e escritor com experiência em Teatro e Cinema. Estreou-se aos 13 anos no Teatro Independente de Oeiras, onde trabalhou regularmente, tendo-se fixado, mais tarde no Intervalo Grupo de Teatro. É conhecido do público português, sobretudo, pelo papel do Metaleiro Sérgio na série "1986", criada por Nuno Markl, assim como "Morangos Com Açúcar", "Virados do Avesso", entre outros. Com dois livros escritos, de prosa e texto poético, tem também trabalho desenvolvido no âmbito da poesia tendo sido Diseur do Templo da Poesia no verão de 2017, aquando dos projetos Poéticas e Poeiras.  





Psicadélico conta uma história, enquadrando simbioticamente prosa e poesia, oscilando entre o estilo frenético e impulsivo e os tons mais pausados e reflexivos. Cada página surge viva diante do leitor como uma performance. Através da sua narrativa, o autor personifica algumas personagens, dá voz aos seus lamentos e até aos seus pensamentos mais ridículos. A ironia constante surge como que um veneno à denunciada estupidez possível do ser humano. O foco recai, muitas vezes, no vazio que é viver cada dia como se de menos um se tratasse para a morte.

Psicadélico apresenta-nos uma forma inovadora de fazer poesia, recheado de metáforas ricas e mensagens profundas assim como um constante pensamento filosófico e, como seria de esperar em Partidário, muita crítica social. Com uma linguagem acessível, este livro inaugura o Psicadelismo no autor, inspirado no rock dos anos 60 e 70, nos devaneios de Jim Morrison e na musicalidade dos Pink Floyd.
                 DIAS DO LIVROLEITURA E LIBERDADE


Leitura de poemas em português, espanhol, inglês e francês

10:00-10:45 – 9ºB (prof. Julieta Lopes)
                       9ºE (prof. Salomé O.)
                       9ºF (prof. Susana X.)
                          
10:45-11:30 – 9ºC (prof. Salomé O.)
                      9ºD (prof. Susana X.)


Transcrevemos aqui alguns dos poemas que foram partilhados nas línguas que os alunos estudam:

AUTOPSICOGRAFIA
Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

AUTOPSICOGRAFÍA

Fernando Pessoa

El poeta es un fingidor. 
Finge tan completamente 
que llega a fingir que es dolor 
el dolor que de veras siente.

Y los que leen lo que escribe, 
en el dolor leído sienten bien, 
no los dos que él tuvo
pero sólo el que ellos no tienen.

Y así en los raíles 
gira, entreteniendo la razón, 
ese tren de cuerda 
que se llama el corazón.


Traducción: Miguel Ángel Sepúlveda Espinoza


AUTOPSYCHOGRAPHY

The poet is a faker
Who’s so good at his act
He even fakes the pain
Of pain he feels in fact.

And those who read his words
Will feel in his writing
Neither of the pains he has
But just the one they’re missing.

And so around its track
This thing called the heart winds,
A little clockwork train
To entertain our minds.


AUTOPSYCHOGRAFIE
Fernando Pessoa
Le poète est un simulateur
Il simule si totalement qu’il arrive
À simuler comme une douleur
La douleur qu’il ressent vraiment.
Ceux qui lisent ce qu’il écrit
Sentent sous la douleur qu’ils ont lue,
Non pas les deux que lui a ressenties
Mais celle qu’eux ne ressentent pas.
Ainsi les rails tourne
En rond, pour occuper la raison,
Ce petit train mécanique
Qu’on appelle le cœur.



ISTO
Fernando Pessoa
Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo, 
O que me falha ou finda, 
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda. 
Essa coisa que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir! Sinta quem lê!




ESTO
 Fernando Pessoa


Dicen que finjo o miento 
todo lo que escribo. No. 
Yo simplemente siento 
con la imaginación. 
No uso el corazón.

Todo lo que sueño o vivo, 
lo que me falla o termina, 
es como una terraza 
sobre otra cosa aún. 
Esa cosa es la que es bella.

Por eso escribo en medio 
de lo que no está cerca, 
libre de mi titubeo, 
serio de lo que no es. 
¿Sentir? ¡Sienta quien lee!




THIS
Fernando Pessoa
They say that I fake or lie
All that I write. Not so.
I simply feel
With the imagination.
I don't use the heart.
 
Everything that I dream or I pass,
That fails or finishes me,
Is like a terrace
Above another thing still.
That thing which is beautiful.
 
Because of that I write in between
What is not at my foot,
Book of my entanglement,
Serious of what is not.


CECI
Fernando Pessoa
Ils disent que je feins ou mens,
En chacun de mes écrites. Non.

C’est que moi simplement je sens
Par l’imagination.
Le cœur, jamais je ne m’en sers.

Tout ce que je rêve ou ressens,
Toutes mes failles, mes acquis,

S’élancent comme une terrasse
Vers autre chose encore.
Et cette chose-là est belle.
C’est pourquoi j’écris au milieu
De ce qui près de moi n’est pas,
Et me délivré de mon trouble,
Sérieux quand n’est pas.
Sentir ? Au lecteur de sentir!




Still I Rise
(By Maya Angelou & f.v. dust)
You may write me down in history
With your bitter, twisted lies,
You may trod me in the very dirt
But still, like dust, I’ll rise.
 
Does my sassiness upset you?
Why are you beset with gloom?
'Cause I walk like I’ve got oil wells
Pumping in my living room.
 
Just like moons and like suns,
With the certainty of tides,
Just like hopes springing high,
Still I’ll rise.
 
Did you want to see me broken?
Bowed head and lowered eyes?
Shoulders falling down like teardrops,
Weakened by my soulful cries?

...



The Road Not Taken
(By Robert Frost)
 
Two roads diverged in a yellow wood,

And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
 
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
 
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
 
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.





Recuerdo infantil

Antonio Machado


Una tarde parda y fría
de invierno. Los colegiales
estudian. Monotonía
de lluvia tras los cristales.

Es la clase. En un cartel
se representa a Caín
fugitivo, y muerto Abel,
junto a una mancha carmín.

Con timbre sonoro y hueco
truena el maestro, un anciano
mal vestido, enjuto y seco,
que lleva un libro en la mano.








Y todo un coro infantil
va cantando la lección:
«mil veces ciento, cien mil;
mil veces mil, un millón».

Una tarde parda y fría
de invierno. Los colegiales
estudian. 
Monotonía
de la 
lluvia en los cristales.















 

"O desafio pelo conhecimento" , da Porto Editora, dirigido a 6 turmas do 7º ano na área da Leitura   e a 6 turmas do 8º ano , ...