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Novidades LIVRO

As informações constantes nesta página encontram-se em http://www.fnac.pt
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263.

De bicicleta ou de Google Earth, dar voltas em Portugal constitui um modo de (re)conhecimento perfeito para preencher curiosidades ou estranhamentos acerca da exótica geografia da terra dos portugueses. Dizem-nos e demonstram-no de maneira variada que tal terra existe mesmo, que tem um certificado de nascimento, um corpo, uma alma, uma identidade. Não tem nem tem de ter. Muito se insistiu no Portugal dos marinheiros, dos fados ou da bola no jardim à beira mar plantado - um território, o nevoeiro dos antepassados, os mitos, o império, a língua, a saudade e a ruína, aquele que os deuses amam e visitam, o bom povo cosmopolita ou burro de trabalho repartido pelo mundo. Pode ser tudo isso e muito mais e mudar no dia a seguir ou perder-se no caminho; pode dar um execrável programa na televisão, um elaboradíssimo ensaio, um solene discurso patriótico ou uma frenética crepitação nas redes socias.
Se existe, pode-se-lhe tirar o retrato, variar a pose e os humores do seu território, a sua casa comum. É um caleidoscópio dos cumes do Pico ou da Estrela até aos lodos da ria que é formosa. Não há como congelar tudo numa imagem e as palavras estão cheias de ecos. Não há um fio condutor, um roteiro. Vai-se pela terra fora. Convocam-se palavras de muitas vozes e tempos. Alguma lhe servirá melhor que outras. 


262.

Depois das leves e coloridas Histórias que não cabem na cabeça de ninguém, o autor apresenta-nos o muito mais sombrio Psicadélico. Um mergulhar na mente de um escritor e poeta promissor, focado nas grandes questões humanas.
Psicadélico conta uma história, enquadrando simbióticamente prosa e poesia, oscilando entre o estilo frenético e impulsivo e os tons mais pausados e reflexivos. Cada página surge viva diante do leitor como uma performance. Através da sua narrativa, o autor personifica algumas personagens, dá voz aos seus lamentos e até aos seus pensamentos mais ridículos. A ironia constante surge como que um veneno à denunciada estupidez possível do ser humano. O foco recai, muitas vezes no vazio que é viver cada dia como se de menos um se tratasse para a morte.
Psicadélico apresenta-nos uma forma inovadora de fazer poesia, recheado de metáforas ricas e mensagens profundas assim como um constante pensamento filosófico e, como seria de esperar em Partidário, muita crítica social. Com uma linguagem acessível, este livro inaugura o Psicadelismo no autor, inspirado no rock dos anos 60 e 70, nos devaneios de Jim Morrison e na musicalidade dos PinkFloyd.


261.

Os sentimentos e dúvidas dos adolescentes são muitas vezes desprezados e desvalorizados, esta obra pretende demonstrar que, por muito ambíguos que sejam, as dúvidas são reais, o desespero existe e provoca muitas vezes sofrimento nas pessoas que estão em crescimento físico, psicológico e social.
Poesia Adolescente expressa tudo o que caracteriza esta fase da vida. Os amores e desamores fatais, os sentimentos confusos, bem como os sonhos, desilusões e dramas.
Na Poesia encontra-se um abrigo, uma forma de perceber os sentimentos, este livro pretende essencialmente comunicar com os jovens adolescentes que sentem. Todas as dúvidas, toda a tristeza ou alegria, as paixões que sentem são reais, não são menores por serem adolescentes. Os erros, ou as perdas vão continuar a acontecer, e o sofrimento é parte da vida. A poesia transforma sofrimento em beleza e melodia, e ajuda quem lê a entender que não é o único.
Esta obra é composta por poemas escritos em várias fases da vida da poetisa, e expõe o crescimento de uma personalidade, as suas vivências e reflexões.


260.

A obra de Fernando Pessoa é um património valioso da cultura literária portuguesa. Lê-la, estudá-la e interpretá-la é um desafio exigente e aliciante, que te é lançado pelos teus docentes, durante o percurso escolar. Neste livro, Diogo Piçarra vai mais além e lança-te um repto diferente: uma abordagem ímpar à obra de Pessoa. Numa procura incessante de auto e heteroconhecimento, Diogo encontra-se em Pessoa, selecionando e reconstruindo 20 dos seus poemas, revisitando, igualmente, a sua heteronímia (Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis). Fá-lo tendo como alicerce as próprias vivências e, tal como Pessoa, torna-se plural, revelando três dos seus heterónimos e respetivas histórias de vida (Luna Thea, Walter Ego e Ingenuo Garcia). Estes, ao longo do livro, confrontam-se com os heterónimos de Pessoa, resultando, desse confronto, a edificação de diálogos estimulantes, acompanhados por ilustrações interpretativas, que te auxiliarão na descoberta e análise da obra de Pessoa.
No livro, encontrarás espaços de criação, que o Diogo Piçarra libertou, para que possas também executar este exercício de reconstrução da obra pessoana. Assim o faz, na expectativa de que também tu te encontres em Pessoa.


259.

A juventude é cheia de ignorância, de sonhos, de loucuras, e qualquer suspiro ou brisa a perturba. É cheia de paixões perigosas e de ilusões arrogantes. Estas são palavras do tutor da Vanina, a jovem veneziana que se alimenta dos próprios sonhos até ser despertada…
O Colar é uma peça de teatro que tem como cenário a cidade de Veneza e apresenta a história da jovem Vanina, que se apaixona por Pietro, um fidalgo arruinado que ganha a vida a (en)cantar pelos canais da cidade. 


258.

O que levou os seres humanos a criar culturas, esse conjunto impressionante de práticas e instrumentos onde se incluem a arte, os sistemas morais e a justiça, a governação, a economia política, a tecnologia e a ciência?
A resposta habitual a esta pergunta remete para a excecional inteligência humana, auxiliada por uma faculdade ímpar: a linguagem. Em A Estranha Ordem das Coisas, António Damásio proporciona uma resposta diferente. Ele afirma que os sentimentos - de dor, sofrimento ou prazer antecipado - foram as forças motrizes primordiais do empreendimento cultural, os mecanismos que impulsionaram o intelecto humano na direção da cultura. Além disso, propõe que os sentimentos monitorizaram o sucesso ou o fracasso das nossas invenções culturais e permanecem, ainda hoje, envolvidos nas operações subjacentes ao processo cultural, para o melhor e para o pior.
A interação favorável e desfavorável de sentimento e razão deve ser reconhecida se quisermos compreender os conflitos e as contradições que afligem a condição humana, desde os dramas humanos pessoais até às crises políticas.


257.

KL, Konzentrationslager, designa o sistema dos campos de concentração nazis. É também o título da primeira história geral desta realidade trágica que importa conhecer.
Nesta notável obra de referência histórica, Nikolaus Wachsmann oferece o primeiro relato, sem precedentes, dos campos de concentração nazis, desde a sua concepção, em 1933, até ao seu encerramento, na primavera de 1945.
O Terceiro Reich é o período mais estudado da História, e no entanto faltava até agora escrever uma história geral do amplo sistema de campos de concentração, bem como das experiências quotidianas dos seus habitantes - perpetradores, vítimas, e todos aqueles que viviam naquela área que Primo Levi designou como «zona cinzenta».



256.

Edgar Allan Poe é um dos autores mais publicados do mundo, conhecido pela genialidade expressa também nos seus famosos contos de terror e em algumas das histórias de detetives mais macabras jamais escritas, como A Queda da Casa de Usher, Os Crimes da Rua Morgue ou O Escaravelho de Ouro. Notável mestre do suspense, Poe também era poeta e, como demonstram os seus contos sobre hipnotismo e viagens no tempo, foi um pioneiro da ficção científica.
A presente edição reúne todos os contos deste autor clássico da literatura universal e decorre da edição ilustrada anteriormente publicada em dois volumes.


255.

Tudo se passa há muitos, muitos anos, num local de fronteiras bem diferentes das actuais e marcado por grandes extensões de solo árido. Nalgumas zonas, os aldeões viviam em abrigos, parte dos quais cavados na encosta dos montes, ligados uns aos outros por passagens subterrâneas. Era num sítio assim que habitava o casal de idosos que tem lugar central nesta história: Axl e Beatrice. Um dia os dois decidiram ter chegado a hora de procurar o filho que há muito não viam e de quem pouco se recordavam. Naquele tempo longínquo esta era uma viagem que, previsivelmente, traria perigos. Mas aquela proporcionou muito mais do que isso. Uma amnésia colectiva parecia ter-se instalado naquela zona, como uma névoa que descera à terra para fazer esquecer em parte o passado, individual e colectivo. Mas a viagem de Axl e Beatrice revela-se um regresso à lembrança. E esta nem sempre deixa um rasto feliz.
Esta é uma história sobre memórias perdidas, amor, vingança e guerra. É ainda uma história que recua ao passado, transportando o leitor para terrenos percorridos por cavaleiros do rei Artur e monges, ogres e dragões. Um dragão em particular - Querig - é o foco das atenções. E, em relação a ele, as missões dividem-se. A diferença entre poupá-lo ou tirar-lhe a vida pouco tem de fantasia. Depois de dez anos sem publicar ficção de fôlego, Ishiguro apresenta-se agora com uma história inesperada que, por certo, fica na memória.


254.

Uma investigação detalhada, rigorosa e atual sobre a polícia secreta de Hitler.
A Gestapo tornou-se uma lenda. Descrita popularmente como uma espécie de Big Brother todo-poderoso do estado policial totalitário nazi, tinha como objetivo declarado a perseguição dos inimigos do povo. Mas, de todas as histórias que se construíram à volta deste tão importante braço das SS, quais serão verdade?
Baseando-se numa investigação detalhada de documentos até hoje não publicados, este livro debruça-se sobre as histórias fascinantes, vívidas e frequentemente perturbadoras de todos aqueles que na Alemanha se opuseram ao regime de Hitler.
Conta também as narrativas dos seus vizinhos, amigos e familiares, que tantas vezes se viram apanhados na teia da Gestapo, como informadores ou mesmo trabalhando diretamente com a agência.
Ao questionar a versão oficial, expondo as limitações de pessoal que a Gestapo tinha, e que tornavam impossível vigiar a totalidade da população, ficamos finalmente a conhecer os métodos e as técnicas que a polícia política do regime usava de facto na sua insidiosa missão.


253.

A partir de 1933, Portugal e a Alemanha desenvolveram um relacionamento muito próximo que não foi interrompido nem pela distância geográfica, nem pela neutralidade portuguesa durante a II Guerra Mundial. Este foi um período repleto de intercâmbios e de encontros, que beneficiaram do facto de os dois regimes partilharem características ideológicas comuns. A diplomacia nazi em Portugal apostou na cultura enquanto instrumento para difundir a mensagem do Partido Nacional-Socialista e das suas políticas. Berlim deu a conhecer aos Portugueses os seus cientistas, laboratórios e institutos, a sua arte, as suas revistas e até o seu idioma.
Foram anos de uma intensa e visível propaganda, que passou pela visita de centenas de elementos da Juventude Hitleriana a Portugal e da entrada festiva, no estuário do Tejo, de navios da Kraft Durch Freude - a célebre Força pela Alegria. Passou ainda pela organização de excursões ao Reich, conferências, exposições, receções oficiais, intercâmbios juvenis e académicos, que visaram promover a imagem do regime nazi junto das elites portuguesas e, por intermédio delas, influenciar a própria orientação diplomática do governo de Salazar, tentando afastá-lo da Grã-Bretanha.
Este livro fala-nos dos diplomatas e dos jornalistas, dos académicos e dos ministros, das instituições públicas e das organizações do Estado Novo que se deixaram deslumbrar pela imagem poderosa do III Reich. A partir de documentação alemã inédita, revela-nos o papel de instituições nazis portuguesas no relacionamento entre os dois regimes e as tensões que se verificaram entre elas, em especial entre a Legação Alemã e o Grupo Local do Partido Nazi em Lisboa.


252.

As Schutzstaffel surgiram da obsessão de Adolf Hitler e de Heinrich Himmler de impedir a repetição do que eles consideravam ser a perfídia da capitulação da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Constituídas enquanto um corpo de elite de soldados politicamente evoluídos, o seu objectivo principal era prevenir o enfraquecimento do Partido Nazi através da neutralização dos seus inimigos.
Esta obra perturbadora de Robert Lewis Koehl revela não apenas a forma como estes soldados pretensamente superiores combateram ao lado da Wehrmacht na Segunda Guerra Mundial (tendo sofrido mais de um milhão de mortos), mas também como constituíram a principal força de ocupação em vários territórios conquistados, dirigiram o sistema de campos de concentração, atuaram no interior do Reich enquanto polícia secreta e eram os artífices de um projeto cultural sem precedentes que incluía desde escavações arqueológicas na Alemanha até expedições no Tibete.


251.

Destinado a tornar-se o livro favorito de todas as famílias, Não Abras Este Livro foi criado pela celebridade australiana, Andy Lee. Comediante, ator, músico e colaborador regular de rádio, escreveu o seu primeiro livro por ocasião do primeiro aniversário do sobrinho, George, mas assim que tentou imprimir uma cópia, foi-lhe imediatamente proposta a publicação.
As ilustrações fortes e vibrantes captam desde a primeira página. Não Abras Este Livro é interpretado por um personagem cheio de humor, que implora aos leitores que não virem a página.
Hilariante e cativante, do início ao fim, para leitores de todas as idades.


250.

Durante um passeio pelo campo, após trinta anos de serviço em Darlington Hall, Stevens, o mordomo perfeito, reflecte sobre o passado, num esforço de se convencer de que serviu a Humanidade servindo um «grande homem», Lord Darlington. Mas as recordações suscitam-lhe dúvidas quanto à verdadeira «grandeza» de Lord Darlington e dúvidas ainda mais graves quanto à natureza e ao sentido da sua própria vida...
Os Despojos do Dia é um estudo psicológico magistral e um retrato de uma ordem social e de um mundo em extinção, insular, pós-Segunda Guerra Mundial.


249.

Em Nocturnos, Kazuo Ishiguro explora os temas do amor, da música e da passagem do tempo, das piazze italianas às colinas de Malvern,de um apartamento londrino à zona «Reservada» de um luxuoso hotel de hollywood, encontramos nestas páginas uma singular galeria de personagens - de jovens sonhadores a músicos de café e a vedetas em declínio - num momento particular de reflexão e de reavaliação das suas vidas.Terno, íntimo e cheio de humor, este quinheto de histórias é marcado por um motivo recorrente: o esforço para preservar o sentido do romance na vida. É um livro para quem se recusa a perder a esperança e teima em ver o lado positivo de tudo o que de bom e mau sucede. Lições de vida e a vida em lições de mestria narrativa.


248.

Incapaz de vencer Afonso Henriques nos campos de batalha, o seu primo direito e imperador da Hispânia, Afonso VII, lança contra ele uma intriga infame. Nascido com deficiências nas pernas e aleijadinho, Afonso Henriques teria sido trocado à nascença por outro menino. Assim, o verdadeiro filho do conde Henrique e de Dona Teresa não é o usurpador que usa o seu nome, mas talvez um dos filhos de Egas Moniz, que terá inventado um milagre de Nossa Senhora para encobrir a sinistra troca das crianças.
A primeira a conhecer esta tenebrosa malícia é Chamoa Gomes, eterna paixão de Afonso Henriques, que por amor começa a investigar a história, ao mesmo tempo que Egas Moniz e outros notáveis portucalenses a tentam afastar da corte, pois não querem que ela seja a primeira rainha de Portugal.
Ao longo de sete anos, Chamoa Gomes e Lourenço Viegas, o filho mais velho de Egas Moniz e narrador da história, vão tentar descobrir o que passou trinta e tal anos antes, aquando do nascimento de Afonso Henriques e também no dia da morte de seu pai, o conde Henrique.
Enquanto o mistério se adensa, o reino de Portugal cresce no norte e no sul, em lutas permanentes contra os leoneses de Afonso VII e os muçulmanos da Andaluzia. Apesar de falhada uma primeira tentativa de tomar Lisboa aos mouros, Afonso Henriques é reconhecido rei em Zamora, casa com Mafalda de Sabóia e conquista ainda a cidade de Santarém. Mas é só durante o segundo cerco a Lisboa, durante o qual os portucalenses contam com a fundamental ajuda dos cruzados vindos do Norte da Europa, que a vil intriga de Compostela se virá a esclarecer.


247.

Em Guimarães, depois de se reconciliar com Afonso Henriques, uma aterrada Chamoa Gomes descobre que está grávida de outro homem, o que enfurece o príncipe de Portugal, que a expulsa do castelo.
A atribulada paixão entre ambos vai viver uma nova provação, dolorosa e duradoura, mas nunca se extinguirá ao longo de mais de uma década onde as guerras são permanentes em duas frentes.
Na fronteira sul do Condado Portucalense, enquanto os templários procuram a sagrada relíquia da Terra Santa, os muçulmanos vão lançar violentos ataques e os cristãos vão recusar a proposta pacificadora da princesa Zaida, que deseja casar-se com Afonso Henriques para unir a Andaluzia ao novo reino de Portugal.
Numa convulsão sangrenta, Leiria e Tomar são destruídas pelo emir de Córdova, o príncipe Ismar, e a guerra contra este atingirá o seu auge na famosa batalha de Ourique, onde um milagre divino abençoa os portucalenses, que aclamam Afonso Henriques como o seu rei.
Entretanto, e na fronteira norte, acima do rio Minho, há muito que prossegue a bélica e vingativa campanha do nobre galego Fernão Peres de Trava, repleta de tortuosos estratagemas e combates intensos, travados em Celmes, Tui e Cerneja e liderados pelo próprio rei de Leão e Castela, Afonso VII. O poderoso e sagaz primo direito de Afonso Henriques, além de se coroar imperador da Hispânia, tudo faz para derrotar o príncipe de Portugal, incluindo tentar seduzir a bela Chamoa...


246.

Por amor a uma mulher A história de D. Afonso Henriques. Na Páscoa de 1126, em Viseu, o príncipe Afonso Henriques conhece Chamoa Gomes, uma bela rapariga galega por quem se apaixona perdidamente. Contudo, sua mãe, D. Teresa, regente do Condado Portucalense, proibirá o casamento, pois Fernão Peres de Trava, seu amante, não admite o enlace com a sua sobrinha Chamoa. A fúria de Afonso Henriques é imensa. Zangado com a mãe, arma-se a si próprio cavaleiro, na Catedral de Zamora; recusa prestar vassalagem ao novo rei de Leão, de Castela e da Galiza, o seu primo Afonso VII; e começa a liderar os portucalenses de Entre Douro e Minho, que vivem revoltados com a influência do Trava e as decisões de Dona Teresa. Cresce a convulsão no Condado Portucalense, todos são arrastados por ela e envolvem-se num conflito sangrento, que terminará com a inevitável Batalha de São Mamede, em Guimarães. Em Coimbra, a moira Zulmira e suas filhas Fátima e Zaida, prisioneiras de D. Teresa, agitam-se com a notícia de que um guerreiro sarraceno as virá resgatar, enquanto um assassino implacável as tenta matar, a mando do califa almorávida de Marraquexe, que teme que aquelas três mulheres possibilitem a ressurreição do antigo califado de Córdova.


245.

Com estas Histórias de adormecer para raparigas rebeldes, as raparigas mais apaixonadas, independentes e decididas poderão adormecer embaladas pelas histórias de vida inspiradoras de 100 mulheres que mudaram o mundo. Com a sua inteligência e determinação, estas mulheres extraordinárias ficaram na história da Humanidade por terem tido a audácia de sonharem com um mundo onde o género não define fronteiras e onde ser mulher é ter uma voz e a força necessária para a erguer.
Do talento de Frida Kahlo à liderança de Cleópatra, passando pelo activismo de Malala e pelo génio visionário de Ada Lovelace, estas são as vidas que entusiasmam raparigas no mundo inteiro e nos reforçam a esperança num mundo mais justo, igualitário e belo.


244.

Artur César, subinspector da PJ, tem um caso estranho entre mãos: um advogado, morador da Quinta da Marinha, depois de ter sido atingido por um tiro na nádega, sofre um grave acidente de viação e fica em coma. Quem o poderá desejar morto? Quem o agrediu com um taco de golfe? Onde se passou o crime? Nas suas investigações, Artur César é acompanhado pela inspectora Regininha, uma mulher cujos desejos não incluem o prosseguimento das vontades de Deus sobre a Terra. Pelo caminho, encontram algumas personagens bizarras: Ester, a mulher do advogado; Vasco, o irmão do baleado que partilhava com ele a paixão pelo sushi; Branca, a secretária que usa quimono. Entretanto, o melhor amigo da vítima, Tomás, mais conhecido por Doutor Vodka, desapareceu…
O Fanático do Sushi é um policial escrito como uma comédia. Começou por ser um folhetim publicado no semanário
O Independente, durante o Verão de 1999. Com mais cenas e mais personagens transformou-se em livro, que agora é reeditado em formato de bolso.


243.

Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis.
De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casa caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.


242.

Amadeo relata o percurso do pintor Amadeo de Souza-Cardoso, entre as terras de Amarante e Paris dos inícios do século XX. Esta obra presente ou o escritor, em 1984,com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.









241.

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia...
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.


240.

História de amor, saga familiar, mistério policial, retrato de um mundo que ameaça resvalar da corda bamba, Três Vidas é um dos mais importantes romances de João Tordo, tendo-lhe valido o Prémio Literário José Saramago.
António Augusto Milhouse Pascal vive longe do mundo, num velho casarão alentejano, com os três netos pouco dados a regras e um jardineiro taciturno. O isolamento é quebrado pelas visitas de clientes abastados que procuram ajuda do velho patriarca, em tempos um importante espião e contra-espião, testemunha activa das grandes guerras do século XX. O nosso narrador - um lisboeta de origens modestas - entra na história quando Milhouse Pascal o contrata como arquivista dos segredos que envolvem os seus clientes. Não poderia adivinhar o rapaz, ao aceitar o trabalho, que este acabaria por consumir a sua própria vida. A partir do momento em que se apaixona por Camila, neta do patrão com sonhos de ser funambulista, que desaparece após uma viagem a Nova Iorque, o destino do narrador enreda-se irreversivelmente nos mistérios da família, partindo a sua existência em três.


239.

Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.
Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano.


238.

Em A Rapariga Que Inventou um Sonho estão reunidos os vinte e quatro melhores contos de Haruki Murakami, escritos entre 1981 e 2005, onde a mestria do autor do best-seller Kafka à Beira-Mar envolve a fantasia com a mais natural das realidades. Do surreal ao mundano, estas histórias exibem a sua habilidade de transformar o curso da experiência humana na mais pura e surpreendente arte literária.
Há corvos animados, macacos criminosos, um homem de gelo… Há sonhos que nos moldam e coisas que sempre sonhámos ter… Há reuniões em Itália, em exílio romântico na Grécia, umas férias no Havai… Há personagens que se confrontam com perdas dolorosas, outras que se deparam com distâncias inultrapassáveis entre os que querem estar o mais próximo possível.
Quase todas as histórias são melancólicas, com personagens submersas pela solidão. Murakami junta os seus temas favoritos: os acontecimentos inexplicáveis (o tal toque de fantástico que provoca por vezes a sua inclusão na corrente do realismo fantástico), as coincidências, o jazz, os pássaros e os gatos. Tal como foi escrito no Los Angeles Times Book Review, "Murakami abraça o fantástico e o real, cada um com a mesma envolvência de intensidade e luminosidade." 


237.

Texto polémico e agitador de consciências, A Vida sem Princípios destila em cada uma das suas páginas, como gotas de «orvalho da verdade fresca e viva», a essência da filosofia rebelde de Henry David Thoreau. Proferida pela primeira vez em 1854, esta palestra de puro tom transcendentalista, que se cravava como um espinho na sociedade industrial e na vida sem princípios dos concidadãos de Thoreau, ecoa num presente em que o progresso desenfreado equivale a uma desumanização generalizada. Sem darem tréguas a falsas necessidades materiais, e pondo-nos de sobreaviso contra todas as instituições, estas linhas, tão breves quanto centrais no pensamento do autor, são uma leitura essencial para que não sejamos «casca e concha, sem nada de tenro e de vivo dentro de nós».


236.

Inspirado nas memórias verídicas de uma heroína da Segunda Guerra Mundial, este romance conta-nos uma história de amor, redenção e de segredos que estavam escondidos há décadas. Vivendo na alta sociedade de Nova Iorque, Caroline Ferriday não tem mãos a medir com o seu cargo no consulado francês e um novo amor no horizonte.
Mas o seu mundo muda para sempre quando o exercito de Hitler invade a Polónia em setembro de 1939 - e começa a ameaçar a França. No outro lado do oceano, Kasia Kuzmerick, uma adolescente polaca envolvida no movimento clandestino da resistência, pressente que a sua vida de adolescente despreocupada está a chegar ao fim. Num ambiente tenso e alerta, com vizinhos desconfiados, um passo em falso pode ter consequências terríveis.
Para a jovem médica alemã, Herta Oberheuser, um anúncio governamental parece-lhe a melhor oportunidade para construir a sua carreira e deixar a sua vida destruída para trás. No entanto, assim que é contratada dá por si aprisionada num universo de homens, dominado por segredos e pelo poder nazi.
As vidas destas três mulheres entram em colisão quando o impensável acontece e Kasia é enviada para Ravensbrück, o conhecido campo de concentração nazi para mulheres. As suas histórias atravessam continentes - de Nova Iorque para Paris, Alemanha e Polónia - enquanto Caroline e Kasia lutam para trazer justiça àqueles que foram esquecidos pela História.


235.

Novo álbum das aventuras de Astérix (o nº 37), assinado pela nova dupla de autores que já foi responsável pelos dois álbuns anteriores ("Astérix entre os Pictos" e "O Papiro de César").
Quarto título da série em mirandês, será lançado em novembro de 2017 após o lançamento mundial, no dia 19/10/2017, da versão original e de algumas outras versões linguísticas, entre as quais a portuguesa (sob o título Astérix e a Transitálica).





234.

Esta peça de teatro para crianças e jovens (com um enredo em muitos aspectos semelhante ao de "Rei Lear", de Shakespeare) foi buscar a sua base a uma narrativa popular. Um pai decide repartir o reino pelas filhas e põe-nas à prova, acabando, contudo, por deserdar a mais nova. Esta vem a revelar-se, afinal, a única que era merecedora da sua generosidade. Vítima do próprio orgulho e castigado pela sua cegueira, o rei expia as culpas mergulhando na miséria, até ser finalmente salvo e perdoado pela filha mais nova entretanto reencontrada. (A partir dos 11/12 anos.)




233.

Robert Langdon, professor de simbologia e iconologia religiosa da universidade de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbau para assistir a um grandioso anúncio: a revelação da descoberta que «mudará para sempre o rosto da ciência.» O anfitrião dessa noite é Edmond Kirsch, bilionário e futurista de quarenta e dois anos cujas espantosas invenções de alta tecnologia e audazes previsões fizeram dele uma figura de renome a nível global.
Kirsch, um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, duas décadas atrás, está prestes a revelar um incrível avanço científico… que irá responder a duas das perguntas mais fundamentais da existência humana. No início da noite, Langdon e várias centenas de outros convidados ficam fascinados com a apresentação tão original de Kirsch, e Langdon percebe que o anúncio do amigo será muito mais controverso do que ele imaginava. Mas aquela noite tão meticulosamente orquestrada não tardará a transformar-se num caos e a preciosa descoberta do futurista pode muito bem estar em vias de se perder para sempre.
Em pleno turbilhão de emoções e em perigo iminente, Langdon tenta desesperadamente fugir de Bilbau. Tem ao seu lado Ambra Vidal, a elegante diretora do Guggenheim que trabalhou com Kirsch na organização daquele provocador evento. Juntos, fogem para Barcelona, com a perigosa missão de localizarem a palavra-passe que os ajudará a desvendar o segredo de Kirsch.
Percorrendo os escuros corredores de história oculta e religião extremista, Langdon e Vidal têm de fugir de um inimigo atormentado que parece tudo saber e que parece até de alguma forma relacionado com o Palácio Real de Espanha… e que fará qualquer coisa para silenciar para sempre Edmond Kirsch.
Numa viagem marcada pela arte moderna e por símbolos enigmáticos, Langdon e Vidal vão descobrindo as pistas que acabarão por conduzi-los à chocante descoberta de Kirsch… e a uma verdade que até então nos tem escapado e que nos deixará sem fôlego.


232.

É uma obra equilibrada, com enredo conciso, sem episódios dispersivos, sem um número excessivo de personagens, quase sem considerações do autor, com uma linguagem adequada, substancialmente romântica, na correspondência trocada entre Simão e Teresa, mas saborosamente popular em João da Cruz, franca, viva, cheia de conceitos populares, e, por outro lado, intencionalmente irónica, caricatural, entre as freiras do convento, a anunciar já o escritor de transição para o realismo.





231.

John le Carré arrasta-nos, uma vez mais, para o seu mundo secreto e faz dele o nosso. Em Moscovo, Leninegrado, Londres e Lisboa, numa ilha da costa do Maine que pertence à CIA, e no coração do próprio Barley Blair, Carré desenvolve não apenas uma história de espionagem, mas uma alegoria do amor individual confrontado com atitudes colectivas de beligerância.






230.

Este é um livro de homenagem a Bento de Jesus Caraça, personalidade que marcou profundamente o universo científico português do século xx. Nos dias que passam, em que o saber cientifico parece ter perdido a nitidez e a estabilidade de contornos que o caracterizavam, o exemplo humano de uma figura com a dimensão ética de Bento de Jesus Caraça tornou-se precioso, vital até. Através dele e do seu percurso, encontramos com mais clareza o fulcro dessa relação ainda hoje incontornável entre "Ciência e cidadania".
A obra compõe-se de duas partes distintas. Uma primeira, em que Bento de Jesus Caraça e apresentado ao publico contemporâneo, reunindo textos que revelam o seu percurso intelectual, politico e humano. Ai se torna patente por que a que o ilustre matemático, tão precocemente falecido, se tornou uma figura tutelar no debate sobre a relação entre Ciência e sociedade em Portugal. João Caraça, Paulo Almeida, Helena Neves e Alberto Pedroso escrevem sobre o brilhante cientista e notável cidadão. Os ensaios reunidos na segunda parte abordam a temática "Ciência e cidadania" a partir de distintas perspectivas. Sessenta anos após a sua morte, a questão continua premente, emergindo agora em novas áreas e sob novos olhares. No mundo em que vivemos, a Ciência penetra o nosso quotidiano, chegando a esconder-se por trás da sua omnipresença. Urge construir visões mais informadas da sua presença na polis. Em resposta a este desafio, foi possível reunir uma colecção de ensaios de grande actualidade de Fernando Gil, Hermínio Martins, João Arriscado Nunes, Luísa Schmidt, Maria Eduarda Gonçalves, Nuno Crato, Ruy de Carvalho e Viriato Soromenho-Marques.


229.

Meia centena de poetas, ao longo de 88 poemas escolhidos pelo autor, exaltam a poesia em português numa rima fonética, baseada numa partícula.








228.

Têm os tradutores demasiada noção de que é quase impossível uma tradução de A Tempestade que respeite os valores estilísticos do texto original, como aliás acontece com toda a grande poesia. Ao que parece Fernando Pessoa terá tentado e desistiu. Mas A Tempestade é também, como todas as peças de Shakespeare, grande teatro. E ainda que esta tradução não consiga recriar toda a sua qualidade poética, tentámos que, pelo menos, permitisse a recriação da sua poesia dramática na voz de actores portugueses.




227.

Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro de 1935. Fica até setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: «Aqui onde o mar se acaba e a terra principia»; o virar ao contrário o verso de Camões: «Onde a terra acaba e o mar começa.» Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.


226.

«Cidadela» é impossível de inserir num género específico, pois é composta por um léxico próprio, de vocábulos iluminados por um sentido outro. O sentido do que é autêntico, sincero e participado, pois, para Saint-Exupéry, só quem colabora é. E «Cidadela» é, porque reflete o coração do homem simultaneamente singular e universal que procura e se pacifica ao considerar o silêncio como uma das respostas possíveis. Ao longo de uma narração de ordem aparentemente aleatória o autor indicia, assim, com uma sensibilidade notável, o reconhecimento dos limites próprios, dos outros e das coisas. Nas suas palavras: "a pedra não tem esperança de ser outra coisa que não pedra. Mas ao colaborar, ela congrega-se e torna-se templo" ainda que de abóboras imperfeitas, porque livres.


225.

A releitura lúcida da documentação relativa a Camões, completada por novos textos e informações até hoje desperdiçados, permite reconstituir uma vida do poeta ignorada dos nossos eruditos. Através de uma investigação histórica rigorosa e bem documentada, o autor refuta, uma a uma, das lendas acumuladas e estabelece as linhas básicas de uma nova biografia de Camões. O vulto que nos surge, crucificado entre remorsos e ambições frustradas, é tragicamente humano mas muito diferente do que as superficiais interpretações românticas nos apresentavam.
Obra capital nos estudos camonianos, este livro, publicado pela primeira vez em 1978, veio alterar de modo irreversível a leitura e a valoração dos versos de Camões. Nesta 3.ª edição, profundamente ampliada, o autor leva mais longe as suas análises e estabelece, pela primeira vez, a cronologia da lírica camoniana.


224.

As Cidades Invisíveis apresenta-se como uma série de relatos de viagem que Marco Polo faz a Kublai Kan, imperador dos tártaros. [...] A este imperador melancólico, que percebeu que o seu poder ilimitado conta pouco num mundo que caminha em direção à ruína, um viajante visionário fala de cidades impossíveis, por exemplo, uma cidade microscópica que se expande, se expande até que termina formada por muitas cidades concêntricas em expansão, uma cidade teia de aranha suspensa sobre um abismo, ou uma cidade bidimensional como Moriana. "[...] Creio que o livro não evoca apenas uma ideia atemporal de cidade, mas que desenvolve, ora implícita ora explicitamente, uma discussão sobre a cidade moderna. [...] Penso ter escrito algo como um último poema de amor às cidades, quando é cada vez mais difícil vivê-las como cidades."


223.

Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado.
Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objectividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta.
Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus.


222.

Histórias Extraordinárias é uma coletânea de contos publicados entre os anos de 1833 e 1845,considerados clássicos da literatura de horror e policial. É um livro magnífico, tanto para quem gosta de contos de horror e mistério, quanto para quem deseja conhecer um dos mestres nesse estilo literário. Da primeira à última página, Edgar Allan Poe colocou todo o seu pessimismo e espírito macabro que possuía em vida, e que, apesar de às vezes causar calafrios nos leitores, mostra na perfeição a sua genialidade como escritor.




221.

Cândido, ou o Optimismo foi pela primeira vez publicado em 1759. Sabendo à partida que o livro seria proibido, Voltaire optou por uma edição clandestina que rapidamente atingiria níveis de vendas extraordinários para a época. Seguir-se-iam centenas, senão milhares, de edições ao longo dos séculos XIX e XX. A presente tradução, a partir de um exemplar da primeira edição guardado na Biblioteca Nacional de França, procura reabilitar o texto na sua versão inicial, preservando as características típicas do discurso de Voltaire nos seus «contos filosóficos»: frescura, liberdade de forma e imaginação. A ideia é que, apesar de traduzido, o leitor possa ler Voltaire e não os seus editores e fixadores de texto dos quase 250 anos que entretanto passaram. As notas e o posfácio desta edição ajudam a compreender mais profundamente os sentidos e as referências de Cândido, bem como a sua relação com Portugal no tempo do Grande Terramoto. Os belíssimos desenhos de Vera Tavares acrescentam um encanto muito especial ao texto de Voltaire, enriquecendo a sua leitura.


220.

Viagens, de Marco Polo, é o nome usual para o livro de viagens de Marco Polo, Il Milione (O Milione, abreviação para Emilione, o apelido de família de Marco). O livro é um diário de suas viagens ao longo da Rota da Seda até à China, que ele chama Cathay (norte da China) e Manji (sul da China). Polo ditou o livro a um escritor de romances, Rustichello da Pisa, enquanto estava preso em Génova, de 1298-1299. É conhecido ainda pelos títulos de "O Livro das Maravilhas" ou simplesmente "As Viagens".
Viagens, de Marco Polo, é dividido em quatro livros. O primeiro livro descreve as terras do Oriente Médio e Ásia Central que Marco encontrou em seu caminho para a China. O segundo livro descreve a China e o tribunal de Kublai Khan. O terceiro livro descreve algumas das regiões costeiras do Leste: Japão, Índia, Sudeste Asiático, a costa leste da África. Por último, o quarto livro descreve algumas das guerras recentes entre os Mongóis e algumas regiões do Norte, como a Rússia.
Viagens era um raro sucesso popular numa era anterior à impressão. Os livros foram traduzidos em muitas línguas europeias durante a vida de Marco Polo, mas os manuscritos originais foram perdidos.


219.

Cyrano de Bergerac (1619-1655), espadachim e aventureiro tornado célebre pela peça homónima de Edmond Rostand (1897), cuja vida inspirou Alexandre Dumas n' Os Três Mosqueteiros, é o autor deste extraordinário romance, na boa tradição francesa de Rabelais: a natureza do herói de aventuras maravilhosas que pertencem à fábula, é desacreditada pelo seu lado cómico, não deixando de interrogar com notável pertinência os grandes temas da atualidade, adverso da autoridade e do absolutismo, defensor da liberdade intelectual. Como verdadeiro racionalista, põe em causa a imortalidade da alma e a Providência, os dogmas da Génese, a existência dos milagres.
Mas Viagem à Lua, publicada postumamente em 1657, é, sobretudo, uma notável antecipação das maravilhas da técnica: vai do aeróstato ao pára-quedas, descreve o mundo dos cheiros e dos extraterrestres, numa viagem imaginária plena de recursos geradores de uma verdadeira utopia.

218.
O romance que inspirou As Aventuras de Tom Sawyer.

Em 1869, Thomas Bailey Aldrich apresentou à literatura americana o «rapaz mau» - aquele que prega partidas inofensivas, engendra aventuras emocionantes, sofre as penas de um amor não correspondido, que se aborrece aos domingos e de quem a maior parte das pessoas gosta muito. Apesar de se ter tornado familiar sobretudo devido às obras de Mark Twain, a verdade é que foi em A História de um Rapaz Mau que este tipo de personagem apareceu pela primeira vez.


A História de um Rapaz Mau é um clássico da literatura americana do século XIX. Através desta obra, é possível redescobrir a imagem de uma América intemporal, conservadora, mas tolerante, em que as pequenas cidades rústicas vão sendo progressivamente suplantadas pelas grandes metrópoles, como Boston e Nova Iorque, e onde se assiste, consecutivamente, a uma poderosa mudança de valores e atitudes sociais. De resto, esta progressão narrativa representa os traços fundacionais da própria identidade americana novecentista.

217.

Cartas a um jovem poeta não é uma obra escrita e estruturada pelo seu autor com vista à edição em livro. É uma colectânea de peças irregularmente intervaladas no tempo (seis ao longo de 1903, três em 1904 e uma em 1908), organizada por Franz Xaver Kappus muito depois de as ter recebido.




216.

Banda desenhada humorística com a Guerra de Secessão como pano de fundo, a série Os Túnicas Azuis foi criada em 1968 por Cauvin (argumento) e Salvérius (desenho).
Após a morte deste último, em 1972, o desenho foi entregue a Lambil, que desde então assegura, juntamente com Cauvin, o sucesso de mais uma das séries incontornáveis da BD franco-belga.
Esta coleção especial, que resulta da parceria ASA/Público, é composta por uma seleção de 15 títulos assinados pela dupla Cauvin/Lambil.


215.

«A partir de Marlowe dá-se realmente a transformação das histórias de cordel do Doutor Fausto na história trágica do homem, ainda explicitamente historizado, do Renascimento, frente às limitações que quer e vai superar. O preço da "vontade de poder" desse primeiro Fausto literário é ainda o Inferno; mas a importância de Marlowe vem-lhe do facto de ele ter realizado uma obra de rotura. Com Goethe, dois séculos mais tarde, é a grande obra de síntese que surge: a história tradicional sofre uma inflexão e uma elaboração que a faz ascender ao lugar de "tragédia" do género humano (e com isso lhe retira desde logo a possibilidade de ser uma tragédia de caráter, como mandam as leis do género na sua forma moderna). Em Goethe, Fausto assume um recorte universal, alargam-se imenso as suas potencialidades significativas e ele passa a ter, na consciência coletiva ocidental (metonímica, e talvez abusivamente, tomada por universal), a dimensão simbólica própria dos mitos.» Da Introdução de João Barrento



214.

Como se Desenha uma Casa é o último livro de poemas inéditos de Manuel António Pina, galardoado com o Prémio Camões 2011.

A este livro foi atribuído, já a título póstumo, o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes.







213.

Estamos em Paris, em plena Idade Média. A sombra da catedral, a bela bailarina Esmeralda desperta paixões. Mendigos e vadios, o poeta Gringoire e o capitão dos guardas Phoebus rodeiam-na e admiram-na e o temível arquidiácono Claude Frollo é levado ao crime. Suspeita e votada ao suplício, Esmeralda é salva pelo sineiro de Nossa Senhora de Paris, Quasimodo, que a protegerá e adorará até que a morte os una.




212.

Casa Velha é um romance de Machado de Assis, cuja ação se desenvolve no Brasil do séc. XIX, durante o reinado do Imperador D. Pedro II. 
Machado de Assis descreve genialmente uma sociedade e uma época inundadas por intrigas pessoais e imperiais, tragédias e jogos de interesses que corrompem o seio da aristocracia de D. Pedro II e a Igreja.




211.

Depois de O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca, que inaugurou a nova coleção, o Planeta Tangerina publica Irmão Lobo, com texto de Carla Maia de Almeida e ilustrações de António Jorge Gonçalves.

Numa narrativa a duas vozes, esta é a história de uma família obrigada a mudar de vida e de uma viagem por um país que se desmorona. Nela se cruzam a voz de Bolota, 8 anos, quando parte «em expedição pela estrada fora, em direção ao fogo e ao centro da Terra»; e a da mesma personagem, já adolescente, recordando a estranha aventura passada na infância.

210.

Joe, Nick e Kevin Lucas são os membros dos JONAS e transformaram-se em superestrelas internacionais. As fãs adoram-nos, têm uma estilista pessoal e uma limusina para se deslocarem por toda a cidade. É uma vida de sonho. Contudo, quando a Sr.ª Lucas suspeita de que a fama está a subir à cabeça dos seus filhos, decide estabelecer algumas regras. Terão os irmãos de renunciar a algumas festas dos famosos e ficar em casa? A situação piora quando Joe, Nick e Kevin decidem preparar algo especial para os anos da sua mãe, porque acidentalmente…arruinaram os vídeos familiares da sua infância! Acham que as coisas vão voltar a ser como antes?


209.

Novo livro de uma das poetisas mais reconhecidas de Angola. Os referentes temáticos são africanos, mas são tratados de uma forma universal e intimista, através de uma escrita delicada, depurada, imagética.






208.

Nós Matámos o Cão-Tinhoso é um livro de sete contos da autoria do escritor Luís Bernardo Honwana, publicado em 1964 e considerado uma obra fundacional da literatura moçambicana moderna. 
Os contos incluídos no livro são “Nós Matámos o Cão-Tinhoso”, “Dina”, “Papa, Cobra, Eu”, “As Mãos dos Pretos”, "Inventário de Imóveis e Jacentes”, "A Velhota" e "Nhinguitimo".

Quando Honwana tinha vinte e dois anos, foi preso pela polícia política. Foi durante o tempo passado na prisão que escreveu o seu único livro, Nós Matámos o Cão-Tinhoso, com o objetivo de demonstrar o racismo do poder colonial português. O livro chegou a exercer uma influência importante na geração pós-colonial de escritores moçambicanos. Muitos dos contos, escritos em português europeu padrão, são narrados por crianças. O universo social e cultural moçambicano durante a época colonial é o centro da análise das narrativas de Nós Matámos o Cão-Tinhoso. De acordo com Manuel Ferreira, “Os contos de Nós Mátamos o Cão-Tinhoso apresentam-nos questões sociais de exploração e de segregação racial, de distinção de classe e de educação”. Cada personagem em cada conto representa uma diferente posição social (branco, assimilado, indígena e/ou mestiço).


207.

Leon Leyson tinha apenas dez anos quando os nazis invadiram a Polónia em 1939 e a sua família foi forçada a viver no gueto de Cracóvia.
Neste seu livro de memórias, Leon começa por nos descrever uma infância feliz, na sua aldeia natal e, felizmente para a família, o seu caminho cruzar-se-ia com o de Oskar Schindler que os incluiu na célebre lista dos trabalhadores da sua fábrica. Na altura com apenas 13 anos, Leon era tão pequeno que tinha de subir para cima de um caixote de madeira para chegar aos comandos das máquinas. Ao longo desta história, que reproduz com autenticidade o ponto de vista de uma criança, Leon Leyson deixa-nos entrever, no meio do horror que todos os dias enfrentavam, a coragem, a astúcia e o amor que foram necessários para poderem sobreviver.


206.

Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente dos destinos do clube de jazz e que tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona. Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever. Os treinos diários, a sua paixão pela música, a consciência da passagem do tempo, os lugares por onde viaja acompanham-no ao longo de um relato em que escrever e correr se traduzem numa forma de estar na vida.
Diário, ensaio autobiográfico, elogio da corrida, de tudo um pouco podemos encontrar aqui. Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre esse ser bípede em permanente busca de verdade que é o homem


205.

Todas as personagens deste livro parecem estar empenhadas numa confrontação com o Tempo: o tempo dos acontecimentos que viveram ou estão a viver e o tempo da memória ou da consciência. Mas é como se uma tempestade de areia se tivesse levantado nas suas clepsidras: o tempo foge e detém-se, gira sobre si próprio, esconde-se, reaparece a pedir contas. Do passado emergem estranhos fantasmas, as coisas que antigamente eram incompatíveis agora parecem harmonizar-se, as versões oficiais e os destinos individuais não coincidem.
Um-ex agente da defunta República Democrática Alemã que durante anos espiou Bertold Brecht, vagueia sem destino por Berlim até ir ter ao túmulo do escritor para lhe confiar um segredo. Numa localidade de férias da ex-Jugoslávia, um oficial italiano da ONU que durante a guerra do Kosovo sofreu as radiações do urânio empobrecido ensina a uma miúda a arte de ler o futuro nas nuvens. Um homem que engana a sua solidão contando histórias a si próprio torna-se protagonista de uma aventura que inventara numa noite de insónia.
Sensível às convulsões da História recente, Antonio Tabucchi mede-se com o nosso Tempo «desnorteado», em que se os ponteiros do relógio da nossa consciência parecem indicar uma hora diferente daquela que vivemos.



204.

Existe alguém que te habita, enquanto um outro te acompanha; este porém não és tu, é apenas sombra tua.











203.
O Prémio Nobel da Literatura 2006 traça um retrato magistral da cidade onde habita. De uma forma intimista e ao mesmo tempo muito visual, o autor recria um engenhoso modo de evocar a sua cidade de eleição. Neste livro, Orhan Pamuk fala sobre as primeiras impressões de melancolia que invadem os habitantes de Istambul e os unem nas memórias colectivas de um povo: o de viverem sobre as ruínas das glórias imperiais num país a tentar modernizar-se e permanentemente a receber influências do cruzamento entre este e oeste. Esta elegia a Istambul é-nos revelada pelas personagens criadas por Pamuk, escritores e pintores, artistas na generalidade que através dos olhos do criador vêem e descrevem a cidade. E é também a partir da sua própria história de vida, desde menino até à fase adulta que o nobelizado nos transmite os seus pensamentos, crenças e ideologias sempre com Istambul como pano de fundo. Ao combinar memórias e fotografias com reflexões sobre arte, história e a civilização em geral deixa ao leitor um legado único sobre aquela que é a sua cidade.


202.
A Turma inspira-se no dia-a-dia tragicómico de um professor de Francês colocado numa escola pública da cidade de Paris. Neste romance escrito encostado à realidade, François Bégaudeau evidencia os problemas de expressão e compreensão nas salas de aula da língua que, na turma, nem todos dominam. E convida-nos a entrar na escola de hoje, problemática e multicultural. A realidade francesa afinal tão próxima da realidade portuguesa, e quem sabe de tantas outras. Este romance foi adaptado ao cinema num filme realizado por Laurent Cantet, com a participação do próprio autor como actor principal. Recebeu a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2008.



201.
Retrato da vida quotidiana e da sociedade intelectual portuguesa num período marcante da sua história recente.











200.
Um homem, o Homem ("Celebro-me e canto-me" - velho e jovem, idiota e sábio, criança e homem), um país - a América ("Nação de muitas nações"). Um homem em comunhão com a natureza. Um homem em comunhão com os outros homens. A humanidade. "Walt Whitman, um cosmos". "Pretendi compor um conjunto de poemas que representassem a natureza física, emocional, moral, intelectual e espiritual de um homem. A título de exemplo, este homem sou eu mesmo." 





199.
Um dos mais famosos casos de Hercule Poirot. A tranquilidade de um cruzeiro ao longo do Nilo é ensombrada pela descoberta do cadáver de Linnet Ridgeway. Ela era jovem e bela; e tinha tudo... até perder a vida! Hercule Poirot apercebe-se de que, a bordo do navio, todos os passageiros são possíveis assassinos: pelas mais diversas razões, todos tinham algo a apontar a Linnet. Mas quem terá sido levado ao acto extremo de a alvejar? Ainda que tudo aponte para a mesma pessoa, o detective cedo descobre que naquele cenário exótico nada é exactamente o que parece. "Morte no Nilo" (Death on the Nile) foi originalmente publicado em 1937, na Grã-Bretanha. A edição americana veria a luz do dia em 1938. O filme homónimo, de 1978, conta com um elenco de luxo, de onde se destacam os nomes de Peter Ustinov (naquela que seria a sua primeira interpretação de Hercule Poirot), David Niven, Bette Davis, Angela Lansbury e Maggie Smith. A adaptação para teatro, feita pela própria autora, estreou em Londres em 1946 e subiu aos palcos americanos no mesmo ano, sob o título Hidden Horizon.


198.
O grande clássico de José Régio, obra maior da literatura portuguesa, que integra entre outros a bandeira poética Cântico Negro. Com este livro Régio define todo um programa de uma estética e assume-se como um dos mais incontornáveis autores do século XX.








197.
Estão aqui reunidas as cinco «Histórias de Petersburgo», «Avenida Névski» (1834), «Diário de um Louco» (1834), «O Nariz» (1836), «O Retrato» (1841) e «O Capote» (1841). Acrescentou-se «A Caleche» (1836), pequeno conto que alguns autores integram neste ciclo. Trata-se do chamado «segundo período» da obra do autor, que se seguiu ao período das histórias ucranianas, «Noites na Granja ao pé de Dikanka» e «Mírgorod».
Estes contos do fantástico-real (ou real-fantástico?), integrando o humor e a sátira inconfundíveis de Gógol, tiveram grande influência no ulterior desenvolvimento da prosa literária russa e, também, no de todas as literaturas ocidentais. A modernidade das propostas de Gógol continua mais viva do que nunca nestas histórias em que a personagem principal é a cidade de Petersburgo: mesquinha, sufocante, ridícula, irrisória e ilusória.


196.
Considerado um dos livros-monumento e de maior sucesso, dentro e fora de portas, da nossa literatura moderna, A Selva, notável epopeia sobre a vida dos seringueiros na selva amazônica durante os anos de declínio do ciclo da borracha, foi lida e amplamente elogiada por nomes que vão desde Jaime Brasil (Livro único na literatura de todo o mundo) a Agustina Bessa-Luís: (obra-prima) e Jorge Amado (clássico do nosso tempo), não passando igualmente despercebida a grandes figuras da literatura internacional, como Albert Camus (estilo sinuoso e sugestivo, como uma vegetação exuberante de termos estranhos e maravilhosos. Livro inesquecível), Blaise Cendars (brilhante e ardente estilista), seu tradutor francês ou Ztefan Zweig (admirável romance).


195.
No regresso de uma longa peregrinação à Palestina, o Cavaleiro tem apenas um desejo: voltar a casa a tempo de celebrar o Natal com a sua família.
Nessa viagem, maravilha-se com as cidades de Veneza e Florença, e ouve histórias espantosas sobre pintores, poetas e navegadores. São muitas as dificuldades com que se depara, mas uma força inabalável parece ajudá-lo a passar essa noite tão especial com aqueles que mais ama… 




194.
Em sete breves lições, Carlo Rovelli, físico italiano, guia o leitor, com admirável clareza e surpreendente poesia, numa viagem pela Física moderna, iluminando as suas descobertas mais marcantes e deixando entrever tudo aquilo que aquela ciência ainda desconhece.









193.
A história é contada, em finais do primeiro quarte do séc. XVI, pelo físico e astrólogo Mestre João, que regressa, velho e doente, a Portugal, depois de muitos anos no Oriente, e que, à passagem do Cabo da Boa Esperança, recorda os acontecimentos de que fora, aí, testemunha muitos anos antes.
A acção narrada por Mestre João passa-se no mar, em 1501, no interior de uma nau da frota de Pedro Álvares Cabral, que o mesmo Mestre João acompanhara na sua viagem, primeiro, ao Brasil e, depois, pela rota de Vasco da Gama à Índia.
Regressando à Índia, a nau recolhera então na Angra de S. Brás, perto do Cabo da Boa Esperança, onde fazia aguada, um náufrago (Manuel) que contou uma história fantástica e terrível.


192.
Israel é um país pequeno e relativamente recente no concerto das nações, mas a sua história conturbada colocou-o, desde a fundação, no centro do palco do mundo, embrenhado numa luta contínua pelo direito a existir. Durante mais de dois mil anos, os judeus, dispersos na diáspora, rezaram por um regresso a Sião. E se até ao século XIX este sonho parecia uma fantasia, no final deste mesmo século surgiu um movimento secular sionista, dando início a um fluxo, tímido a princípio, de judeus para a Palestina, que viria a tornar-se num imenso caudal com as perseguições na Europa, os pogroms e, finalmente, a abominação nacional-socialista e o extermínio. Em 1948, Israel autoproclama-se um Estado. A partir daqui, a novel nação vê-se mergulhada em conflitos, entre eles três guerras para assegurar o seu direito a existir, a crise do Suez, a invasão do Líbano e a intifada. Recorrendo a documentos coevos, a material de arquivo e baseando-se, ainda, no seu conhecimento enciclopédico deste país e do seu povo, Martin Gilbert tece uma narrativa cativante e aprofundada da história deste país.


191.
No final do século XV, um velho mestre flamengo introduz num dos seus quadros um enigma que pode mudar a história da Europa. No quadro, o duque de Ostenburgo e o seu cavaleiro estão embrenhados numa partida de xadrez enquanto são observados por uma misteriosa dama vestida de negro. Todavia, à época em que o quadro foi pintado, um dos jogadores já havia sido assassinado.
Cinco séculos depois, uma restauradora de arte encontra a inscrição oculta: uis necavit equitem? (Quem matou o cavaleiro?) Auxiliada por um antiquário e um excêntrico jogador de xadrez, a jovem decide resolver o enigma. A investigação assumirá contornos muito singulares: o seu êxito ou fracasso será determinado, jogada a jogada, através de uma partida de xadrez constantemente ameaçada por uma sucessão diabólica de armadilhas e equívocos. 

190.

É sabido que a juventude é o tempo dos grandes ideais, das grandes lutas, mas também do pensamento positivo, das noitadas de copos com os amigos e da inquietação sentimental. Os jovens sul-americanos da década de 1970 não foram exceção. Nestas histórias romanceadas, Luis Sepúlveda relata o passado e os sonhos de uma geração, mas através da lente do amor e dos afetos, assim diluindo as tensões e trazendo a lume, intactas, as paixões avassaladoras e o entusiasmo de uma juventude militante. 
Com um misto de divertimento e nostalgia, estas páginas farão reviver «o belo sonho de sermos jovens, sem ter de pedir licença».




189.
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 1839, no Rio de Janeiro, onde viveria sempre até à morte em 1908. Pouco se sabe da sua infância, mas vários factores concorreram para criar dele a ideia do indivíduo excepcional destinado cedo a ser esmagado pelo sofrimento e pela discriminação: os pais pobres - ele filho de mulatos forros, pintor de profissão, ela uma lavadeira açoriana —, a epilepsia, a gaguez, até a timidez, decerto representavam enormes obstáculos numa sociedade assente na escravatura e na discriminação racial. No entanto, parece que as dificuldades e os sofrimentos do jovem Machado de Assis não foram muito avassaladores, ou pelo menos não o impediram de aprender, bem e depressa, e de cedo se orientar na carreira literária com sucesso aparentemente fácil. Publicou o primeiro poema em 1855, no jornal A Marmota Fluminense. Ingressou como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional. Foi revisor de provas e redactor do Diário do Rio de Janeiro. A colocação no Ministério de Comércio e Indústria iniciou uma carreira segura e monótona de funcionário público, que manteve toda a vida.
Como jornalista e homem de letras, Machado de Assis conquistou cedo enorme reputação e até autoridade no Rio de Janeiro. A sua actividade literária, que se iria exercer em praticamente todos os géneros - romance, conto, poesia, teatro, crítica literária e teatral, crónica — teve duas etapas, antes e depois de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881). Depois do Brás Cubas, apareceriam quatro romances e cinco reuniões de contos que contêm dezenas de obras-primas do género em qualquer língua. Já em vida considerado o maior escritor brasileiro de sempre, fundou em 1896 a Academia Brasileira de Letras, de que foi o primeiro presidente.


188.

Nestas incursões, K. Mansfield retrata os cenários tristes com um toque de crueldade e de compaixão muito próximos de J. Joyce em Gente de Dublim. Com a sagacidade sarcástica e perturbadora, a personagem central, uma inglesa que está de visita, narra a ação, da qual também faz parte (mesmo nos pequenos contos em que está ausente, o tom inconfundível da voz narrativa prevalece).






187.
Um angustiado imperador chinês questiona o sentido da vida. Encontra um velho Sábio que, de forma inesperada, lhe ensina que o medo, a tristeza e a emoção fazem parte da evolução humana. Com estas orientações, o imperador aprenderá a viver cada momento, deixando-se guiar pela intuição e utilizando o mundo que existe dentro de si. Uma história maravilhosa que nos ensina que o essencial está no interior de cada um de nós.



186.
Situado em Maycomb, uma pequena cidade imaginária do Alabama, durante a Grande Depressão, o romance de Harper Lee, vencedor do Prémio Pulitzer, em 1961, fala-nos do crescimento de uma rapariga numa sociedade racista.
Scout, a protagonista rebelde e irónica, é criada com o irmão, Jem, pelo seu pai viúvo, Atticus Finch. Ele é um advogado que lhes fala como se fossem capazes de entender as suas ideias, encorajando-os a refletirem, em vez de se deixarem arrastar pela ignorância e o preconceito.
Atticus vive de acordo com as suas convicções. É então que uma acusação de violação de uma jovem branca é lançada contra Tom Robinson, um dos habitantes negros da cidade. Atticus concorda em defendê-lo, oferecendo uma interpretação plausível das provas e preparando-se para resistir à intimidação dos que desejam resolver o caso através do linchamento. Quando a histeria aumenta, Tom é condenado e Bob Ewell, o acusador, tenta punir o advogado de um modo brutal.
Entretanto, os seus dois filhos e um amigo encenam em miniatura o seu próprio drama de medos, centrado em Boo Radley, uma lenda local que vive em reclusão numa casa vizinha.


185.
Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.

Cidades de Papel é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

184.
A escrita encantatória de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda.

Entre a confiança e o receio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o receio estabelecemos as entregas e a prudência de que precisamos para construir a felicidade.





183.
Jean Louise Finch -  Scout -  a inesquecível heroína de Mataram a Cotovia, regressa de Nova Iorque a Maycomb, a sua cidade natal no Alabama, para visitar o pai, Atticus. 
Decorre o turbulento  período  de meados de 1950, numa nação dividida em torno das dramáticas questões raciais. É com  este pano de fundo que Jean Louise descobre verdades perturbadoras acerca da sua família, da cidade e das pessoas de quem mais gosta, o que a leva a interrogar-se sobre os seus valores e princípios, e a confrontar-se com complexos  problemas de ordem pessoal e política.

Vai e Põe Uma Sentinela, romance inédito de Harper Lee, cujo manuscrito  se havia  perdido, mas  descoberto em 2014, foi escrito antes de Mataram A Cotovia e apresenta-nos muitos dos personagens dessa mítica obra,  agora vinte anos mais velhos. Um livro magnífico, comovente e de grande fascínio de um dos maiores vultos da ficção contemporânea.


182.
Daniel Goleman serve-nos de guia numa jornada através da visão científica das emoções de alguns dos mais confusos momentos das nossas próprias vidas e do mundo que nos rodeia. 
O fim da jornada é compreender o que significa trazer inteligência à emoção, e como fazê-lo: Em Ética a Nicómaco, a investigação filosófica de Aristóteles sobre a virtude, o carácter e a boa vida, o desafio que ele nos faz é gerir a nossa vida emocional com inteligência. As nossas paixões, quando bem exercidas, têm sabedoria. Guiam o nosso pensamento, os nossos valores, a nossa sobrevivência. Mas podem facilmente desgovernar-se, e fazem-no com frequência. 
Tal como Aristóteles bem viu, o problema não é a emocionalidade, mas o sentido da emoção e das suas expressões. A questão é: como trazer inteligência às nossas emoções, e civismo às nossas ruas e solicitude à nossa vida em comunidade?»


181.
O livro das coisas surpreendentes!
Nesta edição o leitor encontrará as clássicas secções sobre Seres Humanos em acção, Animais, Feitos Extremos, Desporto... junto com o mais novo e recente nos assuntos da atualidade juvenil como YouTube, Minecraft, videojogos, Lego, Star Wars, Hacking, ciência forense, etc. 
Há recordes para todos os gostos.




180.
Novo álbum das aventuras de Astérix (o nº 36), assinado pela nova dupla de autores que já foi responsável pelo álbum anterior (Astérix entre os Pictos).

Os pormenores sobre este novo álbum estiveram (e em grande parte continuam) envoltos no mais rigoroso sigilo.





179.
Poucos autores brasileiros foram tão conscientes no exame da própria obra como Carlos Drummond de Andrade. 
O poeta mineiro era organizado, cioso do seu ofício e sabia exatamente o seu tamanho na trajetória da poesia brasileira do século XX. Prova disso é a Antologia Poética, reunida e organizada pelo próprio Drummond em 1962 - quando o poeta completava 60 anos de idade e 30 de intensa atividade literária -, e uma das melhores portas de acesso para quem deseja conhecer a imensa obra do itabirano. Completa o volume um esclarecedor ensaio do poeta Antonio Cicero.
E ninguém melhor que o próprio Drummond para reunir desde poemas clássicos de seu percurso até outras peças menos conhecidas. O amor, a morte, a memória, a família e o passado brasileiro comparecem neste alentadíssimo conjunto de poemas, organizados em nove secções. Completa o volume um esclarecedor ensaio do poeta Antonio Cicero. 


178.
Apesar da sua brilhante defesa, Sócrates é condenado à morte. 
Na véspera da sua execução, o filósofo é visitado na cadeia por Críton, discípulo devotado, que lhe vem apresentar um plano seguro de evasão. Entre os dois amigos trava-se um diálogo dramático, o mais importante de todos aqueles em que, ao longo do 70 anos, Sócrates participou, porque nele se debate um problema de vida ou de morte.







177.
Este Atlas Histórico da Segunda Guerra Mundial, de Martin Gilbert, apresenta graficamente a história política, militar, económica e social do conflito de 1939-1945 de forma pormenorizada e acessível.
Ao longo de mais de 250 mapas esclarecedores, o conceituado historiador analisa os principais acontecimentos do conflito mundial desde a invasão alemã da Polónia em setembro de 1939 à derrota do Japão em agosto de 1945.
Os mapas abordam pormenorizadamente uma série de factos históricos, dos mais conhecidos do grande público até aos planos que nunca chegaram a ser postos em prática.


176.
No fim da Primeira Guerra Mundial, assistiu-se ao desaparecimento dos velhos impérios e à oportunidade de construção de uma sociedade melhor a partir das ruínas que o conflito deixou. No entanto, o resultado foi a divisão política e ideológica e banhos de sangue numa escala sem precedentes.
Esta obra de Mark Mazower conta-nos a história de um século de divisão, descrevendo as lutas de três ideologias rivais - a democracia liberal, o comunismo e o fascismo - para criarem uma nova ordem mundial para a humanidade. 
O Continente das Trevas derruba radicalmente o mito da Europa como refúgio da democracia e reformula drasticamente a nossa visão do século XX.


175.
Quem não conhece a História está condenado a repeti-la. Setenta anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a leitura desta obra nunca foi tão fundamental.
Os Médicos da Morte é um documento histórico consagrado aos horrores da medicina nazi perpetrados durante a Segunda Guerra Mundial. Do contexto social e ideológico que permitiu corromper em absoluto o papel do médico, aos responsáveis no terreno pelos atos mais hediondos, esta é uma obra baseada em testemunhos de sobreviventes, confissões de médicos SS e em milhares de documentos que os nazis não conseguiram destruir antes da derrota final.
Milhares de crianças, deficientes, homossexuais, ciganos, judeus e até alemães dissidentes, prisioneiros de uma ideologia que os renegava da própria condição humana, foram alvo de atrozes experiências médicas com o objetivo de aniquilar as "raças inferiores" ou ajudar no esforço de guerra. Foi o apogeu da crueldade do Terceiro Reich, um delírio científico que choca e repugna. E que deve ser lido para nunca ser esquecido. 
Os médicos nazis tinham rédea solta para fazer as experiências que quisessem nos campos de concentração. Incineraram, castraram, congelaram, sufocaram homens, mulheres e crianças sem misericórdia. Retiravam órgãos e membros, transfundiam sangue de uns para outros em experiências macabras... este livro prova quão monstruoso pode ser o ser humano.


174.
Descobre a luta da pequena Vanessa contra os estereótipos da sociedade nesta divertida peça de teatro escrita numa linguagem jovem e atual.








173.
A mulher que prendeu a chuva reúne 14 contos que partem da vida quotidiana mas se abrem, insensivelmente, a outros mundos - oníricos, fantásticos, terríveis ou absurdos - que nem por isso deixam de nos pertencer e de ser o lugar onde habitamos.






172.
Existirá algum modo de conferir sentido aos tempos que vivemos, repletos de guerra e destruição? 
Na sua análise, Hannah Arendt refere que a glorificação da violência não se restringe a uma pequena minoria de militantes e extremistas. A sensação de repulsa pública pela violência que se sentia após a Segunda Guerra Mundial dissipou-se, assim como as filosofias de não-violência dos primeiros movimentos de direitos civis. Como sucedeu esta mudança? Aonde nos irá levar?



171.
Louis P.Pojman defende que a globalização implica a necessidade de uma maior cooperação à escala mundial, baseada em legislação internacional eficaz. A melhor forma de fazer cumprir as promessas da globalização é criar um Governo Mundial.
Numa prosa clara, Pojman começa por nos expor as ameaças do terrorismo internacional, de que ninguém está livre, comparando-o com as antigas formas de terrorismo essencialmente direcionadas para alvos específicos, examinando, ao mesmo tempo, os vícios e virtudes do nacionalismo. Por fim, defende que leis internacionais eficazes, que combatam o terrorismo e promovam a paz exigem um "nacionalismo moderado" o qual, em última instância, será compatível com um governo mundial.
Pojman conclui com uma nota positiva e defende uma vez mais que, com as estratégias que propõe, será possível derrotar o terrorismo internacional.


170.
«Rómulo de Carvalho veio recordar-nos, mais uma vez, como a Física também é quotidiana. A sua obra de divulgação científica, agora em reedição, ocupa um lugar destacado na história da divulgação em Portugal.»









169.
Levarei por diante o prazo da existência
com ventura, esse ganho apressado de uma perda,
porque estar aqui na verdade é muito — e tudo
o que é daqui precisa de nós, da efemeridade
que nos identifica a nós, os efémeros.








168.
«As histórias que aqui se contam são reais. Nada do que aqui é posto na boca destas mulheres é inventado, nem mesmo as expressões ou os comentários.
[...] Por outro lado, todas as histórias estão relacionadas com a condição feminina, conduzindo muitas vezes a situações dramáticas na vida das mulheres, que são nossas contemporâneas.»







167.
O grande tema da atualidade internacional e europeia é a crise dos refugiados sírios. Nuno Rogeiro apresenta as causas e consequências desta catástrofe humanitária, e o que ela significa para os portugueses. Detalhes nunca antes revelados integram este livro, que é o primeiro a ser publicado sobre o tema.




166.
Assim começa a inesquecível narrativa de Marco Stanley Fogg - órfão e aventureiro por natureza. Palácio da Lua é a sua história - um romance que atravessa três gerações, desde o início do século XX à chegada à Lua, e serpenteia entre os desfiladeiros de betão de Manhattan e a beleza cruel do Oeste Americano.
Como Marco Polo rumo ao Extremo Oriente e Phileas Fogg nos seus 80 dias à descoberta do mundo, Marco enceta uma viagem de etapas essenciais marcada pela exultação e pela tragédia, por estranhas coincidências e maravilhosos rasgos de lirismo e erudição.


165.
Entre Lisboa e o Estoril, nos lobbies de entrada e nos bares dos hotéis como o faustoso Hotel Palácio ou o Hotel Atlântico, circulavam, durante a II Guerra Mundial, espiões dos principais campos beligerantes, Alemanha e Grã-Bretanha, mas não só. Também os serviços secretos italianos, franceses, norte-americanos, e ainda polacos, checos e romenos, e até soviéticos, atuaram em Portugal,  nas suas Ilhas atlânticas e nas suas colónias de África, na Índia e em Timor.
Enquanto o resto da Europa estava a ferro e fogo, Portugal, durante a II Guerra Mundial, foi «terra franca» para os serviços de propaganda e espionagem e palco de alguns episódios verdadeiramente novelescos, como a tentativa de rapto dos duques de Windsor pelo SS Walter Schellenberg, dos serviços secretos alemães. 
A historiadora Irene Flunser Pimentel, autora do livro Os Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial, traz-nos uma investigação única, baseada em documentos inéditos até agora mantidos em segredo, que nos revelam como o nosso país foi, graças à sua neutralidade e situação geográfica, um local importante de plataforma de negociações políticas, bem como de trocas de informações, comerciais, económicas e financeiras, entre os dois lados beligerantes. A situação atlântica, quer de Portugal, quer das suas ilhas e colónias, fez com que a principal espionagem, de ambos os lados, fosse a deteção de comboios de navios, para serem objeto de bombardeamentos aéreos ou de submarinos. 
Pelo nosso país passaram agentes secretos como os agentes duplos, do XX Comiittee, Juan Pujol, mais conhecido por «Garbo» e Dusko Popov, nome de código «Tricycle», que conseguiriam enganar os alemães sobre o verdadeiro destino do desembarque aliado na Europa, em junho de 1944, desviando as suas atenções das praias da Normandia, onde ele ocorreu realmente, para a zona do Pas-de-Calais. Popov terá ainda fornecido informações aos serviços britânicos do possível ataque a Pearl Harbour. Também o escritor e agente secreto inglês Ian Lancaster Fleming se alojou no Estoril ao serviço do Naval Intelligence Department, e terá sido neste ambiente de guerra e espionagem que se inspirou para criar a figura de James Bond. Mas também os portugueses, quer os elementos da Legião Portuguesa quer os da PVDE, se viram envolvidos nas teias da espionagem estrangeira, chegando mesmo a estar ao serviço, à vez ou em simultâneo, dos dois campos beligerantes.


164.
Uma viagem histórica pelos 365 dias do ano, em que se revisitam alguns dos eventos mais significativos de Portugal e do mundo.

A execução de Inês de Castro por ordem de D. Afonso IV, pai de D. Pedro, foi um dos momentos mais marcantes da História de Portugal. A descoberta de quatro luas de Júpiter por Galileu e o estabelecimento da primeira ligação telefónica transatlântica, que reduziu a distância de Nova Iorque para Londres, são eventos determinantes na História Universal. O que têm em comum estes acontecimentos tão diferentes, separados por séculos? A data em que ocorreram: 7 de janeiro.
Tem curiosidade em saber que episódios históricos fundamentais ocorreram nas datas especiais da sua vida?
Com Este Dia na História poderá descobri-lo. Resultado de uma investigação cuidada do jornalista João Bonifácio, e escrito numa linguagem acessível, este livro mostra-lhe factos admiráveis ocorridos no mesmo dia e que juntam protagonistas tão diferentes como, por exemplo, Sophia de Mello Breyner, Charlie Chaplin, D. Afonso Henriques e Cristiano Ronaldo.


163.
Como sobreviver a um campo de concentração? Estaria essa sobrevivência condicionada ao acaso do destino? 
Num emocionante relato, Nanette Blitz Konig conta a história de um período em que ela e milhões de judeus foram entregues à própria sorte com a mínima chance de sobrevivência. Colega de classe de Anne Frank no colégio, Nanette teve a juventude roubada e perdeu a crença na inocência humana quando esteve diante da morte diversas vezes situações em que fora colocada em virtude da brutalidade incompreensível dos nazistas. Hoje, aos 86 anos, Nanette vive no Brasil e expõe suas lembranças mais traumáticas aos leitores. As cenas vivenciadas por ela fizeram os mais experientes oficiais de guerra, acostumados a todos os horrores possíveis, chorarem ao tomar conhecimento. 
Numa luta diária pela sobrevivência, Nanette deveria suportar o insuportável para manter-se viva. Através de um depoimento ao mesmo tempo sensível e brutal, ela questiona a capacidade de compaixão do ser humano, alertando o mundo para a necessidade urgente da tolerância entre os homens.


162.
Obra premiada, há muito esgotada, da autoria de um dos nossos mais importantes escritores contemporâneos.
Biografia ficcionada de Guilhermina Suggia e de Pablo Casals, duas referências do panorama cultural, em nova edição cuidada e revista pelo autor, com extra-textos.







161.
Um livro que celebra os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.
Em 1945, no rescaldo do fim da Guerra e da libertação dos campos de concentração pelas forças aliadas, o exército soviético pediu a Primo Levi e a Leonardo de Benedetti, seu companheiro de campo, que redigissem uma relação detalhada das condições de vida nos Lager. O resultado foi um dos primeiros relatórios alguma vez realizados sobre os campos de extermínio. Chocante pela objectividade e detalhe, tocante pela precoce e indignada lucidez, é um testemunho extraordinário daquela que viria a ser uma das vozes mais relevantes da antologia de memórias sobre o Holocausto.
Assim foi Auschwitz recolhe esse relatório e vários outros textos de Primo Levi – inéditos até hoje - sobre a experiência coletiva do Holocausto, compondo um mosaico de memórias e reflexões críticas de inestimável valor histórico e humano, tão relevantes hoje, 70 anos volvidos sobre o fim da Segunda Guerra, como no tempo em que foram escritos.



160.
Um dia o padre Nunes me falou de Luarmina, seus brumosos passados. O pai era um grego, um desses pescadores que arrumou rede em costas de Moçambique, do lado de lá da baía de S. Vicente. Já se antigamentara há muito. A mãe morreu pouco tempo depois. Dizem que de desgosto. Não devido da viuvez, mas por causa da beleza da filha. Ao que parece, Luarmina endoidava os homens graúdos que abutreavam em redor da casa. A senhora maldizia a perfeição de sua filha. Diz-se que, enlouquecida, certa noite intentou de golpear o rosto de Luarmina. Só para a esfeiar e, assim, afastar os candidatos. Depois da morte da mãe, enviaram Luarmina para o lado de cá, para ela se amoldar na Missão, entregue a reza e crucifixo. Havia que arrumar a moça por fora, engomá-la por dentro. E foi assim que ela se dedicou a linhas, agulhas e dedais. Até se transferir para sua atual moradia, nos arredores de minha existência.


159.
Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado.
O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria. Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe como a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outros tempos, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem.
Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por trás de uma grande utopia.Considerado em França o livro do ano 2013 


158.
Aprender a Rezar na Era da Técnica  conta a história de um cirurgião, Lenz Buchmann, que abandona a medicina para se dedicar à política. Tem a ilusão de poder salvar muitas pessoas ao mesmo tempo, em vez de salvar uma pessoa, de cada vez, no seu ato médico. A sua subida impiedosa no Partido do poder só é interrompida por um acontecimento surpreendente e definitivo. A mão forte que segurava no bisturi e nos comandos da cidade começa, afinal, a tremer.






157.
Estão reunidos, neste volume, três pequenos livros do autor, que representam temas recorrentes na sua obra, uma espécie de ruído de fundo que o acompanha: contos interrompidos, situações sem saída, sonhos próprios ou alheios, equívocos e coincidências.
Em Os Três Últimos Dias de Fernando Pessoa, Antonio Tabucchi descreve, numa narrativa imaginária, a morte de um dos maiores escritores do século XX.



156.
A Pirata é uma biografia ficcionada da célebre Mary Read, uma das poucas mulheres-pirata de que há memória. 
Conhece-se a história de Mary Read pela breve descrição que dela faz o capitão Charles Johnson na História Geral dos Piratas. Sabe-se que nasceu em Inglaterra, que foi soldado na Flandres e que foi capturada na Jamaica com a tripulação do famoso capitão Calico Jack Rackam e a sua amante, a terrível Anne Bonny. Condenadas à morte na forca, Mary Read e Anne Bonny viram a sentença adiada por estarem grávidas. Mary Read veio a morrer na prisão, em Abril de 1721.



155.
As crónicas que compõem este livro foram publicadas no jornal "Público" de 1992 a 1995 e tinham por título genérico "Da Terra dos Mitos". Poderia ser até um bom título para manter. Mas as crónicas tinham sido escritas na altura em que, depois do processo de pacificação e eleições do ano de 1992, altura em que tudo de bom parecia possível de realizar em Angola, se seguiu a desilusão do fracasso coletivo que significou a continuação da guerra civil, até em muito mais larga escala de sofrimento e destruição. Como se destinavam a um público estrangeiro, uma parte importante dele sem referências sobre o país, pouco se falava de guerra ou assuntos diretamente políticos, mas antes do dia-a-dia e do despontar de pequenas notas de esperança, por vezes mesmo alguma ficção. No entanto, a guerra estava presente e o seu batuque ecoava por toda a parte, abafando a esperança. Talvez ainda se encontrem ecos nestas crónicas. Daí o título do atual livro. 
Quase vinte anos passados depois de escritas, apresentam ainda eventualmente situações semelhantes às do presente. Alguns aspetos estão ultrapassados, para melhor ou para pior, dependendo dos pontos de vista. Preferimos não peneirar, mantendo mesmo as que nitidamente se encontram demasiado datadas. Essas valerão pelo testemunho de um tempo que não queremos que volte. Com esta publicação em livro abre-se também a oportunidade de as apresentar a um público angolano, o qual, espero, perceberá não ter sido o alvo inicial, embora nelas esteja exclusivamente representado.


154.
Luuanda é um conjunto de três estórias, «Vavó Xíxi e seu neto Zeca Santos», «Estória do ladrão e do papagaio» e «Estória da galinha e do ovo», com que o autor, de forma sublime, retrata as diversas facetas da vida angolana da altura.








153.
Corria o ano de 2001 quando a Assírio & Alvim publicou a primeira edição da Poesia Reunida, de Manuel António Pina. Pouco depois escrevia Eduardo Prado Coelho no Público: «Talvez agora, no momento em que a Assírio & Alvim publica a Poesia Reunida de Manuel António Pina, estejamos em condições de poder afirmar que nos encontramos perante um dos grandes nomes da poesia portuguesa atual. Uma extrema delicadeza pessoal, uma discrição obsessiva, uma cultura ziguezagueante e desconcertante, mas sempre subtil e envolvente, um sentido profundo da complexidade da literatura, e também, sobretudo, da complexidade da vida, têm talvez impedido a descoberta plena e mediática deste jornalista e homem de letras também voltado para os jogos mais leves e embaladores da literatura infantil. Contudo, torna-se imperioso dizê-lo agora: «este tom deliberadamente menor sustenta uma obra maior da literatura portuguesa». A edição que agora se apresenta, numa belíssima edição encadernada e substancialmente ampliada, inclui todo o trabalho poético do autor de 1974 a 2011.


152.
Este livro conta a história de Nazneen, uma jovem bengali de origem humilde, que é arrastada para Londres com a promessa de um futuro melhor para o seu marido de conveniência, e de Hasina, sua irmã, que decide casar-se por amor, mas a quem o destino não aligeira o caminho. As duas irmãs iniciam uma correspondência que iludirá a distância física que as separa...






151.
Na história do continente, o império de Hitler foi o maior, o mais brutal e mais ambicioso na sua pretensão de reformular a Europa.
Inspirado em legados imperiais como o do Império Britânico, o III Reich projetou a sua sombra desde as Ilhas do Canal ao Cáucaso, num território onde viviam centenas de milhões de pessoas. E contudo, como nos mostra o autor, este império fundava-se numa ilusão. Dos planos de Hitler para a construção de auto-estradas que cruzariam o continente, aos sonhos delirantes de construir nos territórios ocupados uma potência económica que rivalizasse com os EUA, Mark Mazower revela a fusão, mortífera, de assassínio em massa, métodos de gestão moderna, burocracia e incompetência que sustentavam a Nova Ordem nazi. 
Numa análise abrangente, que abarca as várias vertentes da ocupação nazi na Europa - os pormenores administrativos da ocupação, as transferências de populações, a organização do extermínio, economia dos territórios ocupados e o seu contributo para o Reich e a relação entre as Forças Armadas e o Partido - O Império de Hitler é uma obra de consulta preciosa para se compreender o fenómeno que durante seis anos se abateu sobre a Europa e que, em muitos aspetos, a transformou profundamente.



150.

Na América puritana, o peito das mulheres adúlteras era marcado com uma letra escarlate, a marca da infâmia. Nesta sociedade quase totalitária, onde a vontade individual se verga ao peso da moralidade, uma mulher, Hester, será ostracizada, perseguida e vilipendiada por um crime que não é crime - amar fora do casamento. Mas ela ergue-se em todo o seu esplendor. Resiste e persiste. Indomável. Além de Hester, duas outras personagens permanecem na memória do leitor. Arthur Dimmesdale, o amante cobarde, torturado pelo peso da culpa, incapaz de assumir a sua relação. E Roger Chillingworth, o marido traído, de espírito vingativo, atormentando a vida dos amantes.
Psicologicamente denso, de uma simbologia complexa, este é o primeiro dos grandes romances americanos. Uma obra única. Uma obra imortal. Um verdadeiro monumento à literatura.


149.
Em "A Casa Assombrada" estão reunidos alguns do mais inovadores contos originalmente escritos em inglês. É certo que Virginia Woolf não é uma contista e que foi em romances como Orlando e As Ondas que sobretudo cumpriu o «insaciável desejo de escrever alguma coisa antes de morrer». Mas é em contos como «A Marca na Parede», «Lappin e Lapinova» e «O Legado» que melhor nos revela o modo como soube captar a evanescente matéria da vida, um universo feminino que os homens desfazem revelando que a marca na parede é uma lesma, recusando-se a recriar a vida de coelhos no ribeiro ao fundo da floresta ou tornando-se apenas insensivelmente desatentos.


148.
Uma terrível escuridão ameaça a Europa. À medida que Hitler implementa a «solução final», um judeu e um pastor protestante precisam de confiar nas suas capacidades e num Deus que já não sabem se existe ou não, a fim de escapar aos horrores de Auschwitz. 

Inspirado em relatos reais de presos e deportados e nas histórias dos poucos que conseguiram escapar aos campos de extermínio, A Fuga de Auschwitz é uma obra impressionante que depressa se tornou bestseller internacional. Nele encontramos os horrores escondidos por trás dos muros dos campos de concentração, a luta diária dos sobreviventes e a coragem de todos aqueles que tentaram escapar aos nazis.


147.
Kafka publicou apenas sete pequenos livros, todos incluídos em  Contos, textos publicados em vida do autor». Paralelamente escreveu dezenas de contos, uns, mais ou menos «completos», outros, fragmentários, outros ainda em versão de esboço.
O volume que aqui se apresenta traça um limite na seleção de textos que recai no ano de rutura de 1917, marcado pelo diagnóstico da doença pulmonar de Kafka, que o obriga a uma longa estada no campo (do outono de 1917 até à primavera de 1918), na localidade histórica de Zürau, numa quinta de sua irmã Ottla, e que representa uma viragem na sua produção literária.


146.
1984 oferece, hoje, uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A eletrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.





145.
A capacidade de sobrevivência do ser humano é notável e, por mais terrível que fosse a existência em Auschwitz, todos os dias se lutava para sobreviver apesar de a morte estar ao virar de cada esquina. 
O campo de concentração de Auschwitz é sinónimo do mal absoluto preconizado pelo nazismo. Foi ali que judeus e ciganos serviram de cobaias às diabólicas experiências médicas, que acima de um milhão de seres humanos foram gaseados e que mais de 200 mil homens, mulheres e crianças morreram de fome, frio e doença, de exaustão e brutalidade, ou simplesmente de solidão e desesperança. No entanto, muitos presos resistiam à total desumanização esforçando-se por manter alguma dignidade. Cuidar da higiene, ler, escrever, desenhar, ajudar alguém a sobreviver ou até a morrer eram actos que atribuíam condição humana a quem parecia ter desistido de viver. 
Esther Mucznik, autora dos livros Grácia Nasi e Portugueses no Holocausto, dá-nos a conhecer o dia-a-dia de Auschwitz através das vozes daqueles que ali acabaram por perecer e dos seus carrascos, do insuportável silêncio das crianças massacradas, das mulheres e homens violentados em bárbaras experiências médicas, mas também através dos relatos daqueles que sobreviveram para contar e manter viva a memória do horror da máquina de morte nazi. Para que ninguém possa alguma vez esquecer.


144.
Um dos maiores dramaturgos e escritores de contos da Rússia, Anton Pavlovich Tchekov (1860-1904) foi uma forma preponderante no desenvolvimento do teatro moderno. Três Irmãs (Tri sestry), encenada pela primeira vez em 1901 pelo Teatro de Arte de Moscovo, foi o penúltimo trabalho de Tchekov para o palco. Nele se exploram as vidas e os sonhos de Olga, Masha e Irena, moscovitas de nascença mas confinadas a um cidade de província da qual anseiam afastar-se. Os sonhos de uma vida mais adequada às suas sensibilidades e gostos eruditos são um contraponto para a inexorável torrente de acontecimentos comprometedores que têm lugar no mundo real.
Embora o autor considerasse a comédia como o principal vector da peça, esta é geralmente interpretada como uma análise sombria de personalidades frustradas, cuja desesperada confiança no futuro esconde, de uma forma irónica, a angústia do presente.


143.
A árvore das palavras é um retrato de Lourenço Marques, antes da guerra colonial e já depois do seu começo. É um livro sobre o fascínio de África e da cultura africana, sobre a mistura e o choque de culturas e também uma história perturbadora sobre o paraíso que se converte em pesadelo. Um livro mágico sobre a infância, à qual não se pode voltar, a não ser através do milagre da literatura.






142.
Todas as tardes, ao cair do crepúsculo, no momento em que termina a visita dos turistas à Torre da Barbela, edificada por Dom Raymundo da Barbela, com trinta e dois metros de altura e classificada como monumento nacional por ser a única torre triangular da Península, os Barbela ressuscitam, trazendo consigo ódios e amores de outras épocas.
Em volta da Torre transfigurada reúnem-se os parentes modernos e antigos da família, "primos vestidos em séculos diferentes e com bigodes conforme a época". Entre eles contam-se Dom Raymundo, poeta e primo de Dom Afonso Henriques, ao lado de quem combateu contra os leoneses; o Cavaleiro de aventuras, que percorre os montes com Vilancete, grande garrano da Ribeira de Lima, e seguido por Abelardo, o falcão que o auxilia na caça; a linda D. Mafalda, cujo formato dos vestidos copia os modelos de Watteau e Fragonard e se corresponde com Beckford; a princesa Brites, célebre no século XIX; Madeleine, "prima que veio de Paris cheia de cores"; Frey Ciro, o santo da família, e a bruxa de São Semedo.

A Torre da Barbela conta-nos as ironias de oito séculos de paixão por enguias fumadas e do amor entre o Cavaleiro mais lendário do mundo e a sua prima francesa, de pessoas que só sabem falar da véspera ou do que já passou e de um local onde é difícil fazer qualquer coisa que não esteja estabelecida há quatrocentos anos. Este romance foi publicado em 1964 e conheceu três edições em vida do autor e uma reedição, pela editora Presença, em 1983. Foi distinguido com o prémio Ricardo Malheiros, da Academia de Ciências de Lisboa.


141.
Um romance histórico psicológico em dois volumes do escritor francês Stendhal, publicado em 1830. É frequentemente citado como o primeiro romance realista. Definido no período entre o final de setembro de 1826 até o final de julho de 1831, trata das tentativas de um jovem de subir na vida, apesar do seu nascimento plebeu, através de uma combinação de talento, trabalho duro, engano e hipocrisia, apenas para se encontrar traído pelas suas próprias paixões.





140.
Um estudo inteligente e reflexivo da burguesia após a Revolução Francesa, e das duas grandes obsessões humanas - o amor e o dinheiro -, O Pai Goriot de Balzac faz parte da imortal série A Comédia Humana.
Eugène quer subir na vida. Assim, vai para Paris, onde as ruas estão repletas de vigaristas, criminosos e oportunistas sociais, todos a tentarem vencer na vida. Quando Eugène arranja alojamento numa pensão pobre, vê um plano potencial para fazer fortuna: as duas belas mulheres aristocráticas que vêm misteriosamente durante a noite visitar o velho e solitário hóspede Goriot. Será que elas poderiam dar-lhe a posição e a aceitação por que ele anseia? No entanto, na cidade nada é o que parece. Depressa Eugène se vê mergulhado num mundo de ganância e obsessão que nunca teria sequer imaginado - um mundo que só pode terminar em tragédia.



139.
Como se o mundo não tivesse Leste, escrito em 1975, publicado em 1977, reúne três textos curtos de ficção situados na última fase do período colonial. O interesse do relançamento deste livro (trata-se de uma 4ª edição ainda que integralmente revista) reside muito no facto de revelar já a presença do autor nos domínios de uma ''auto-ficção'' que só seria retomada muito mais tarde com Os Papéis do Inglês(Livros Cotovia, 2000), embora noutro dos seus livros em prosa, Vou Lá Visitar Pastores (Livros Cotovia, 1999) recorra também a essa modalidade bem como à criatividade poética. Ruy Duarte de Carvalho interveio nesta reedição procedendo a alterações, acrescentos e cortes que por certo aguçarão a curiosidade dos leitores mais atentos. Um livro que marcou e marca ainda a história da literatura africana de língua portuguesa.


138.
Um dos melhores romances da literatura cabo-verdiana. Descrevendo Cabo Verde dos anos 30, o seu interesse resulta não somente do facto de estar apoiado numa realidade que até esta altura tinha sido deixada de lado pelos escritores do arquipélago, mas sobretudo da demanda da personalidade cultural do povo de Cabo Verde. Chiquinho é também uma forte denúncia: do abandono a que foram votadas as pessoas de Cabo Verde. As secas destruíam colheitas, a fome estendia as suas garras sobre uma população indefesa e desesperada. No entanto, as personagens desta história alimentam um sonho, uma esperança, todos poderiam ser outra pessoa que não são, se ao menos a terra não fosse madrasta. É aqui que entra o mar, a miragem da América, os baleeiros para correr sete mundos, o futuro prometido para lá da fome, das secas e do sofrimento. Chiquinho é o fio condutor por onde passam todas estas personagens. É através das tribulações deste jovem, de origem modesta, mas livre num mundo desconhecido, que Baltasar Lopes se impõe como um dos principais fundadores da literatura cabo-verdiana.


137.

Que diabo, sempre dinheiro! Parece que não sabem dizer mais nada: "Dinheiro, dinheiro, dinheiro". Ah!, é a única palavra que têm na boca: "Dinheiro". Sempre a falar de dinheiro. É o ai-jesus deles, dinheiro!









136.
Não se há-de entender tanto por biografia pura e resenha de feitos pessoais como por narrativa sumária da empresa histórica portuguesa desenrolada na contemporaneidade do Infante e seus tempos mais próximos, e não menos historicamente projectada na sua figura.
Destinado a evocar a figura do Infante D. Henrique […], este livrinho mantém-se nos naturais limites de simples narrativa. De biografia tem o indispensável para reerguer o herói na memória do comum dos portugueses nessa celebração. Enfeixando os acontecimentos de que o Infante é considerado centro e principal propulsor, não pretende ser completo, mas apenas complexivo, levando o relato aos feitos que integraram a acção henriquina e se protraem até cerca da morte de D. João II.




135.
Geralmente considerada uma das melhores comédias de Shakespeare, pensa-se que Muito Barulho por Nada terá sido escrita em 1598-1599. A presente edição publica pela primeira vez a tradução que Sophia de Mello Breyner Andresen dela fez, e que foi levada ao palco pelo Teatro da Cornucópia. Nas palavras de Luis Miguel Cintra, «À Sophia apaixonava-a um trabalho rigoroso das palavras mas sabia como ninguém que a língua é uma coisa viva, parte fundamental do pensamento e gostava que o trabalho de fazer os acertos na tradução permitissem conversas que as próprias palavras suscitavam. Para se perceber as suas escolhas de tradutora tem de se entender a sua ideia de tradução: uma verdadeira interiorização, até musical, do texto inglês e a resposta — como se fosse um eco que falasse português e que tantas vezes parecia tradução literal, sendo no entanto o resultado de uma escolha  não a favor da fidelidade literal mas sim de outra fidelidade mais inteligentemente entendida, a fidelidade de encontrar em português uma linguagem teatral para um texto destinado a ser representado e a uma poética sua, fiel à de Shakespeare.»


134.
Considerado um dos maiores contistas, Anton Tchekhov mudou o género em si, com as suas histórias, descrições impressionistas da vida russa quotidiana do século XIX e da condição humana. Com grande moderação, os contos de Tchekhov revelam a alegria, a confusão, a insatisfação e a tristeza humanas, despertando uma profunda simpatia por todas as pessoas, onde quer que estejam, na Rússia, há mais de cem anos, ou em qualquer lugar no mundo de hoje. Neste livro estão reunidos alguns dos seus melhores contos dos principais períodos da sua vida criativa. Atmosféricos, compassivos e estranhamente sábios, os contos de Tchekhov possuem o poder transcendental de assombrar e mudar o leitor.


133.
3 de Maio de 1506: ao desembarcar em Constantinopla a, Miguel Ângelo sabe que enfrenta o poderio e a cólera de Júlio II, papa guerreiro e mau pagador, para quem deixou preparada a edificação de um túmulo em Roma. Mas como não havia de responder ao convite do sultão Bayazid, que, depois de ter recusado os planos de Leonardo da Vinci, lhe propõe a concepção de uma ponte sobre o Corno de Ouro?
Assim começa este romance, todo ele feito de alusões históricas, que se serve de um facto concreto para expor os mistérios daquela viagem.
Perturbante como o encontro do homem do Renascimento com as belezas do mundo otomano, exato e cinzelado como uma peça de ourivesaria, este retrato do artista em pleno trabalho é também uma fascinante reflexão sobre o ato de criar e sobre o simbolismo de um gesto inacabado para a outra margem da civilização.
É que, através da crónica dessas poucas semanas da História, Mathias Énard esboça uma geografia política cujas hesitações ainda hoje, passados cinco séculos, são igualmente sensíveis.


132.
Os nossos jovens colegas trabalhavam no mato, dormindo em tendas de campanha e circulando a pé entre as aldeias. Eles constituíam um alvo fácil para os felinos. Era urgente enviar caçadores que os protegessem. Os caçadores passaram por dois meses de frustração e terror, acudindo a diários pedidos de socorro até conseguirem matar os leões assassinos. Mas não foram apenas essas dificuldades que enfrentaram. De forma permanente lhes era sugerido que os verdadeiros culpados eram habitantes do mundo invisível, onde a espingarda e a bala perdem toda a eficácia. Aos poucos, os caçadores entenderam que os mistérios que enfrentavam eram apenas os sintomas de conflitos sociais que superavam largamente a sua capacidade de resposta. Vivi esta situação muito de perto. Frequentes visitas que fiz ao local onde decorria este drama sugeriram-me a história que aqui relato, inspirada em factos e personagens reais.


131.
O Amante é, em larga medida, um romance autobiográfico. A narradora vive desde a infância com a mãe e os irmãos na Indochina francesa. Tem quinze anos quando, ao atravessar um afluente do Mékong, conhece um chinês rico e experimentado nas lides do amor, por quem se apaixona. Tudo parece separá-los, a idade, a riqueza e os preconceitos, que se opõem a uma relação amorosa entre um asiático e uma europeia. A narrativa fala das incertezas de uma adolescente que tem a sua primeira experiência do amor físico, se lança na travessia dos sentidos, e procura a libertação do domínio da mãe e da asfixiante relação que esta tem com o filho mais velho.Esta paixão adolescente decorre num cenário exótico, perverso, num fundo de lentidão e meandros asiáticos. Quase tudo parece esbatido pela memória, a adolescente de rosto infantil e precoce com um chapéu de homem e sapatos de baile, ou a mãe, que luta contra a ruína familiar, ou mesmo a escandalizada comunidade branca. Nítido, só o homem jovem numa barcaça, junto da limusina e do motorista. Ele será a personagem nítida, com uma posição clara, a do amante que dá título ao livro. Publicado em 1984, "O Amante" recebeu o Prémio Goncourt e o Prémio Ritz Paris Hemingway, para o melhor romance publicado em inglês, em 1986.


130.

O seu objectivo fundamental é asseverar o princípio do dano, de acordo com o qual o estado só está justificado em interferir na vida das pessoas para evitar que se cause dano a outras.Sobre a Liberdade apresenta também aquela que é provavelmente a mais poderosa defesa alguma vez feita da liberdade de expressão - defesa que pode ser aceite independentemente de se aceitar ou não a posição geral de Mill.Trata-se de uma leitura fundamental para estudantes de Filosofia, Direito, Sociologia, Ciência Política e História das Ideias, e para todos os que queiram ter instrumentos para pensar com seriedade sobre qual deve ser a relaçao entre o estado e os cidadãos.



129.
A teoria política de Kant nunca foi objecto de uma obra global como, por exemplo, a sua teoria da ciência ou a sua doutrina ética; encontra-se dispersa por escritos de ocasião, alguns dos quais aqui se propõem. Neles se descobre como a visão do filósofo, mesmo nos problemas práticos da política, parte da sua teoria da razão – o que realça a sistematicidade do seu pensamento.






128.
Confrontado com a crise existencial que o acompanhou durante grande parte da vida, Tolstói, cuja escrita é imortalizada com "Guerra e Paz" e "Ana Karenina", refugiou-se na escrita produzindo este testemunho premente sobre a sua infância, fé, filosofia e posição social. Em "Confissão", uma súmula do pensamento de Tolstói, o leitor pode conhecer os conflitos do homem e a arte do escritor. Mais uma obra editada pela Alêtheia Editores, no âmbito da colecção de clássicos da literatura mundial, inaugurada com a publicação de "Coração de Cão", de Mikhail Bulgakov, e que conta também com a recente edição de "Cartas de Inglaterra", de Eça de Queirós



127.
Escrito por John Henry Newman em 1855, Calista, a Escultora Grega desenrola-se nos primórdios do Cristianismo, no nordeste do continente africano, perto de Cartago, cerca do ano 250 DC, durante o reinado do Imperador Decius.
A encantadora e talentosa jovem grega Calista, juntamente com o seu irmão Aristo, aplica as suas artes na loja de Jucundus, na pequena cidade de província Sicca, decorando imagens pagãs de deuses, ídolos e outros itens de adoração. Calista sente o vazio e a inoperância do mundo romano e até do mundo grego de moralidade e filosofia, e nunca acreditou nos seus deuses. É por isso tentada pela beleza do Cristianismo pelo sobrinho de Juccundus que tenta persuadi-la a casar com ele. Será, no entanto, o bispo de Cartago, S. Cipriano, e S. Lucas, cujo evengelho o primeiro lhe dá a ler quando é atirada para a prisão falsamente acusada de ser cristã, que a converterá definitivamente. Calista acaba por ser baptizada numa cerimónia na prisão, vindo a ser brutalmente martirizada pouco depois.


126.

A Década Perdida é o título de um conto de F.S.Fitzgerald mas também o título de uma coletânea de contos editada em Portugal. Este livro contém os contos: O Primeiro de Maio, O Diamante do Tamanho do Ritz, O Menino Rico, A Absolvição, Três Horas entre Dois Aviões e A Década Perdida.







125.
«O horrível e maravilhoso romance de Dickens.» Virginia Woolf «Romance gótico, história romântica, policial, crítica social, crítica moral, romance de formação; é certamente o mais abrangente dos romances de Dickens.» Angus Wilson O jovem órfão Philip Pirrip, de todos conhecido por Pip foi criado pela sua irmã que vive com o ferreiro Joe numa pequena povoação perto de Kent em meados do século XIX. Um dia Pip é convidado pela misteriosa Miss Havisham, uma velha senhora propietária da mais rica mas decrépita mansão de todo o condado. A sua missão é ser o companheiro de Estella, a jovem protegida de Miss Havisham mas a realidade é bem diferente do que aparenta: Pip é a mera cobaia para uma Estella que está a ser treinada por Miss Havisham como a derradeira vingança contra todos os homens cujo objectivo é "partir corações". Grandes Esperanças foi o maior sucesso editorial de Dickens e marcou o imaginário de gerações de leitores. Romance de formação que acompanha o protagonista Pip dos últimos anos da sua infância à idade adulta é também uma obra portentosa sobre as relações entre homens e mulheres e o ódio e o amor que as atravessam; um retrato de uma época e de uma moral que é ainda a nossa; ao mesmo tempo romance de aventuras, história romântica, meditação filosófica sobre os valores que nos regem e, acima de tudo, sobre as esperanças que temos e que de nós têm para o futuro.


124.


Poeta de verso fácil, Ovídio é um símbolo da sociedade mundana e frívola de Roma. A Arte de Amar parte de um pressuposto e de uma convicção: o amor obedece a uma técnica; e essa técnica, como todas, pode ser ensinada. A poesia didáctica, que outros haviam cultivado, com objectivos morais, literários, ou, mesmo, para ensinar os trabalhos o campo, adoptou-a ele, com um fim específico: ensinar homens e mulheres a seduzir e a fazer perdurar o amor. O ideal de beleza, masculina ou feminina, os mecanismos de sedução, os melhores métodos de obtenção do prazer e, mesmo, a arte da traição e do engano, eis alguns dos temas que preenchem este manual do amor, com mais de vinte e um séculos.


123.

Em O Rei Lear o leitor/espectador assiste ao desfile da natureza humana vestida de muitas das suas melhores virtudes e dos seus maiores defeitos e vícios: o amor filial, a devoção do súbdito, a lealdade, a abnegação em prol do amor e do dever, a bondade, a lucidez passam aos nossos olhos lado a lado com o egoísmo, o ódio, a traição, a mentira, a crueldade e a loucura (natural e fingida).





122.

«O viajante ocidental que pela primeira vez chega a Goa e Cochim enfrentará provavelmente a vertigem do caos à sua volta e dentro de si. Quando começa a familiarizar­-se com a estonteante exuberância e com as contradições coexistentes, quando julga começar a entender a complexidade das castas, dos cultos e costumes tão diferentes, quando começa a fixar nomes, imagens, atributos dos deuses, tudo lhe foge de súbito, tudo se torna de novo confuso, como se o véu de Maia voltasse a cobrir a indecifrável irrealidade da Índia real.» Almeida Faria




121.

«O ar, o próprio ar, é inspirador em Jerusalém, foram os Sábios que o disseram. Estou disposto a acreditar nisso. Eu sei que deve ter propriedades especiais. A delicadeza da luz também me afecta. Olho lá para o fundo, na direcção do Mar Morto, por sobre rochedos fendidos e casinhas com telhados bolbosos. A cor dos telhados é a do chão, e no meio daquela paisagem estranha e mortiça o ar abrasador cai sobre nós com um peso quase humano. Aquelas cores comunicam algo de inteligível, algo de metafísico. O universo interpreta- se a si mesmo perante os nossos olhos no espaço aberto do vale de rochas espalhadas que se estende até às águas mortas. Noutros locais, morremos e desintegramo-nos. Aqui morremos e misturamo-nos no todo.»


120.


É difícil imaginar hoje a possibilidade de, em algumas páginas, definir o pintor ou a pintura, o artista ou a arte da vida moderna, pós-moderna, contemporânea, ou como se queira chamar-lhe. Isto é, dirigir-se à actualidade, que sentimos como cada vez mais complexa, e traçar-lhe o retrato, a essa actualidade que temos cada vez mais dificuldade em convocar como realidade, em dizer como experiência, ou sequer em configurar como nome. Em 1863, Baudelaire ousou fazê-lo (ou pôde ainda fazê-lo) a respeito da arte e da vida a que então chamou «modernas». O texto O Pintor da Vida Moderna surge em três partes, em Le Figaro, a 26 e 29 de Novembro e a 3 de Dezembro de 1863, vindo a integrar mais tarde a colectânea dos escritos que Baudelaire por diversas vezes projectou e alterou, e a ser postumamente editado, em 1868, no volume intitulado L’Art Romantique. Não se tratando da primeira aparição do termo «moderno», tratou-se sem dúvida de uma das mais marcantes, inspirando inúmeros comentários posteriores, talvez pela aparição, essa sim, algo inaugural, da noção de «modernidade» e da sua tentativa de teorização, intrinsecamente associada, para Baudelaire, à missão contemporânea da arte, à sua condição e ao seu objeto.


119.

As Afinidades Electivas de Goethe é, sem dúvida, uma obra brilhante do autor onde encontramos alguns elementos característicos da novela romântica. Escrita em 1809, já numa fase de amadurecimento do escritor alemão, destaca os conflitos morais da época, as questões associadas ao matrimónio e apresenta as paixões enquanto determinantes dos nossos atos. Tudo isto tendo como ponto de partida as leis da química que afetam - de acordo com a visão de mundo de Goethe - as pessoas como se fossem elementos. Um romance que nos remete para a história de um casal cujos membros se apaixonam em simultâneo por convidados de sua casa. Um conflito entre paixão e razão que acaba por desaguar numa situação caótica.


118.

Tendo como pano de fundo o período que antecede a crucificação e ressurreição de Cristo, este livro desvenda as conturbadas circunstâncias que marcaram a Judeia no tempo de Cristo e narra o dia-a-dia dos homens e mulheres que testemunharam alguns dos momentos mais importantes da vida de Jesus.
Através da amizade entre Jesus e Lázaro, o homem que ressuscitou dos mortos num dos mais extraordinários acontecimentos narrados na Bíblia, Bodie e Brock Thoene evocam neste livro um período fascinante do nosso passado e de forma envolvente, rigorosa e inesquecível dão ao leitor um raro vislumbre do poder e do amor de Cristo.


117.


«[…] em 1554, La vida del Lazarillo de Tormes y de sus fortunas y adversidades fez um amável trabalho de escândalo […] Julio Cejador detém-se sobre o que teria sido, sob Filipe II, a sua popularidade: "Foi o livro de todos, dos letrados e dos leigos, do baixo povo e das pessoas da alta sociedade. Aventureiros e caminhantes não se esqueciam de o levar na bolsa, tal como estava na mochila de carregadores e soldados. Era visto na sala dos pajens e dos criados, e não menos na alcova das senhoras, na sala das damas e na secretária dos eruditos." O Lazarilho começava este êxito de best-seller quinhentista pelo estilo, recusando-se aos excessos verbais que os grandes nomes da literatura espanhola então afagavam; apoiava-se numa coloquialidade não conhecida ou pelo menos rara entre os escritores da época. Era, para ouvidos e sentimentos, de um realismo penetrante em linguagem de povo; uma reconhecível visão parodística da vida que então rodeava os seus leitores: visão da Espanha decadente, empobrecida com a emigração para as Américas e com as guerras, a que suscitava esta crítica de amargo humor a uma nova sociedade de burguesia a nascer, com parasitismos e ociosidades, abundância de deserdados e avessa, por descrença, aos méritos do trabalho.» [Aníbal Fernandes, Apresentação]


116. 

Nono volume da Biblioteca da Academia, o mais importante romance de José de Alencar, um dos mais conceituados romancistas clássicos brasileiros.
Com apresentação de Paulo Franchetti e posfácio de Alfredo Bosi.
Nas palavras de um crítico da época: o livro estava destinado "a lançar no Brasil as bases duma literatura verdadeiramente nacional".






115. 

Relato de incalculável valor histórico sobre o ambiente da Cadeia da Relação do Porto quando nela se encontrava preso o autor, suspeito de crime de adultério com a sua amada Ana Plácido.







114. 

1950. O período de exílio de Michael Corleone na Sicília está quase a terminar. O Padrinho ordenou a Michael que, ao regressar aos Estados Unidos, leve com ele um jovem bandido siciliano chamado Salvatore Guiliano. Porém, Guiliano é um homem envolvido numa teia sangrenta de violência e vendettas. Na Sicília, Guiliano é um Robin dos Bosques dos tempos modernos que desafiou a corrupção - e a Cosa Nostra. Agora, o destino de Michael Corleone está ligado ao do lendário e perigoso Salvatore Guiliano: o guerreiro, o amante, o Siciliano.





113.
Um homem passa a noite numa capela sobre o mar, a velar o corpo do filho, um jovem adulto, delinquente e toxicodependente. Durante essas horas, vai contando na primeira pessoa a história da sua vida e dirige-se ao filho morto, num intenso e perturbante monólogo.







112.
Publicado em 1954 no Brasil, Ciranda de Pedra junta-se aos livros As Horas Nuas, As Meninas e Verão No Aquário, já publicados em Portugal. As histórias de Lygia Fagundes Telles são marcadas por um humanismo exacerbado e sentido familiar. As suas narrativas nascem entre a realidade, os desejos e as inquietações que habitam o ser humano. No clássico Ciranda de Pedra, já considerado pelo crítico brasileiro António Cândido de Mello e Souza o marco da maturidade intelectual da autora - assistimos ao universo de Virgínia, uma menina que após a separação dos pais irá dividir o tempo a cargo de cada um, embora com um sentimento de enorme desajuste e inconformismo. Em casa da mãe, um local de pequenas dimensões, terá de saber lidar com a sua doença e aceitar o padrasto como autoridade, assim como Luciana, a governanta. Quando visita o pai, um prestigiado advogado, que ostenta uma mansão, Virgínia apenas se sente feliz junto à ciranda de anões de pedra com uma fonte, local que costuma visitar. Um livro moderno que analisa a tensão familiar, um tema recorrente nas obras da autora.

111.

Belos e Malditos foi escrito três anos antes de O Grande Gatsby e segue a vida do casal Anthony Patch e Gloria Gilbert durante aquela que ficou conhecida como «a idade do jazz». Juntos comem e bebem nos restaurantes e hotéis mais sofisticados de Nova Iorque, alugam os apartamentos mais caros e viajam em carros topo de gama. Mas, sob a atmosfera luxuosa e extravagante que os envolve, está um mundo frágil - e o amor e o casamento destes dois jovens «deuses» vai-se deteriorando lentamente até à catástrofe final. Belos e Malditos é uma reflexão sobre o amor, o dinheiro e a decadência e um estudo social dos anos que antecederam a Grande Depressão.



110.

Passado no final do século XVIII, Andreas é a história de um jovem aristocrata que parte, sozinho e confiante, a caminho de Veneza.
A dada altura, contrata um criado que vai provocar acontecimentos que corrompem a primeira experiência amorosa de Andreas. Mas a perda da inocência de Andreas acaba por acontecer em Veneza, uma cidade de trevas e esplendor, por entre becos misteriosos e palácios sombrios, com mulheres - madonnas ou prostitutas - irreconhecíveis por detrás das máscaras.


109.
Narrada de modo brilhante – Shakespeare  apresenta-nos o mouro Otelo, general que serve o reino de Veneza, e que se apaixona à primeira vista por Desdémona, a filha de Brabâncio, um dos senadores mais poderosos da cidade. O amor é correspondido e Otelo, de volta a Veneza após uma longa batalha, casa-se sigilosamente com Desdémona. O pai, ao saber do enlace dos dois, fica furioso, mas acaba perdoando a filha. Os dois parecem viver na mais plena harmonia, quando Otelo, o sábio e discernido general, acaba por ser envenenado por Iago, que o inveja em diversos aspetos.


108.

Brasileira de origem ucraniana, Clarice Lispector deixou um rasto singular na literatura de Língua Portuguesa.
«Amo esta língua», dizia. «Não é uma língua fácil. É um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve querendo roubar às coisas e pessoas a sua primeira camada superficial. É uma língua que por vezes reage contra um pensamento mais complexo. Por vezes o imprevisto de uma frase causa-lhe medo. Mas eu gostava de manejá-la - tal como outrora gostava de montar um cavalo para o levar pelas rédeas, umas vezes lentamente, outras a galope.»
Este livro reúne todos os contos de Clarice Lispector, à excepção dos que fazem parte do livro Laços de Família publicado separadamente nesta editora.

107.


As Ligações Perigosas é um romance em que mais do que a paixão se descreve o fingimento. A sua forma é a da correspondência trocada entre diversas personagens, alternando o espírito libertino e a candura, a sedução e a vertigem. O seu autor, Choderlos de Laclos, nasceu em Amiens, em Outubro de 1741. Foi militar de carreira e atingiu o posto de general pouco antes de morrer, em 1800. Escreveu As Ligações Perigosas quando estava aquartelado na Ilha de Ré e decidiu contar uma história que «ressoasse ainda na terra depois de por ela ter passado». Os privilegiados, disse Vailland, «não lhe perdoaram ter sido um revolucionário e os revolucionários inquietaram-se ao vê-lo tão bem informado dos prazeres dos privilegiados».


106. 

Clarissa Dalloway prepara mais uma de suas lendárias festas, mas começa a ser assombrada por  memórias de uma paixão da juventude.






105. 


Este livro reúne alguns dos principais ensaios de Ralph Waldo Emerson, designadamente «A Confiança em Si», «A Natureza», «A Experiência» e «A Amizade».











104. 

A obra As Flores do Mal, considerada o marco da poesia moderna, foi criada por Charles Baudelaire com versos rigorosamente metrificados e rimados, que prefiguraram o Parnasianismo. Baudelaire tratou de temas e assuntos que vão do sublime ao escabroso, investindo liricamente contra as convenções morais que permeavam a sociedade francesa dos meados do século XIX. As Flores do Mal reúnem de modo exemplar uma série de motivos da obra do poeta: a queda; a expulsão do paraíso; o amor; a morte; o tempo; o exílio e o tédio. Os poemas desta obra retratam como ninguém as mazelas do espírito humano.

103. 

O diário teve uma primeira publicação, póstuma, em 1952, mutilado de algumas partes, constituídas essencialmente por nomes de pessoas e por palavras, frases ou inteiros parágrafos de conteúdo demasiado íntimo e eventualmente chocante, em que o autor exprime em termos muito fortes, grosseiros ou mesmo obscenos, o seu profundo desespero e impotência perante os reveses da sua vida sentimental, perante a sua dificuldade de relacionamento com o sexo oposto. Todas as partes então censuradas estão incluídas na presente edição, constituída pelo texto integral, tal como Pavese o registou no seu diário.
Dado como encerrado pelo autor cerca de uma semana antes da morte, e por ele próprio assinalado pelos limites cronológicos 1935-1950, constitui, assim, a evidência da trágica decisão consciente e antecipadamente tomada (...)


102. 

Obra escrita e publicada em 1843, assinada sob o pseudónimo simbólico de Johannes de Silentio, versa sobre o conflito dramático entre ética e religião. Tradução de Maria José Marinho e Introdução de Alberto Ferreira Sören Kierkegaard (1813-1855), escritor admirável e filósofo profundo, é hoje, com Nietzsche, um dos pensadores mais influentes na cultura europeia, já desiludida de todas as formas de racionalismo crítico e utópico.





101. 


Aqui, encontra-se o mundo. Gulliver, um inocente médico inglês, transforma-se num intrépido viajante. Naufragando em paragens desconhecidas, descobre civilizações fantásticas, excêntricas, mas também a cupidez, a inveja e a intriga. Os velhos vícios da humanidade, satirizados pelo olho cirúrgico de Swift, o grande ironista, numa prosa magnífica.




100. 

Numa Ilha longínqua moram Próspero, legítimo Duque de Milão, mago de amplos poderes, e sua filha Miranda, que para lá foram levados à força, após um ato de traição política levado a cabo por seu irmão António, com a ajuda do rei de Nápoles.
Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo disforme, e Ariel, um espírito servil que se pode transformar em ar, água ou fogo.
Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se para criar uma enorme tempestade que conduz ao naufrágio do navio onde viajam os seus adversários. Próspero pretende atraí-los para a Ilha com o intuito de os enlouquecer e arranjar um potencial noivo para a filha em Ferdinand, filho do rei de Nápoles.
Será que o amor acontece entre os dois jovens?
Será que a vingança de Próspero é bem sucedida?
E será que Caliban se modifica quando conhece os poderes inebriantes do vinho?


99.


Uma obra que, logo na sua 1ª edição, em 1987, se transformou num best seller e referência incontornável no estudo da cultura árabe no território português. O autor foi galardoado, pela UNESCO, em 2008, com o Prémio Internacional Sharjah para a Cultura Árabe.








98.


Ambígua, forte, geradora de inovadores ritmos e energias, a poesia de Walt Whitaman foi razão de acesas polémicas, cujos ecos se foram extinguindo pouco a pouco, permitindo enfim o reconhecimento de quanto para os EUA, e não só, representou tão generoso canto.







97.

A vida de Ananka Fishbein nunca mais foi a mesma desde que ela decidiu explorar um enorme buraco nas proximidades do seu apartamento, em Nova Iorque. Descendo por uma imunda escada de corda até às profundezas da cidade, Ananka descobre um misterioso compartimento subterrâneo e apercebe-se imediatamente que está perante um grande segredo - mas nem ela podia imaginar as verdadeiras dimensões desse segredo nem, muito menos, as implicações de o ter descoberto!
Na verdade, Ananka não só descobre a lendária Cidade das Sombras sob as agitadas ruas de Manhattan, como acaba por conhecer a misteriosa Kiki Strike, uma rapariga que veste de negro e anda de Vespa e que parece aparecer e desaparecer como por magia. Milhões de ratazanas, um grupo de raparigas destemidas e dispostas a tudo, esqueletos, tesouros escondidos e uma cidade secreta mesmo por baixo das ruas de Manhattan, eis os ingredientes desta arrebatadora aventura repleta de acção e suspense, que deixará o leitor verdadeiramente "preso" até ao fim, sem nunca saber quem são de facto os malfeitores e aqueles que se batem pela justiça!


96.
A crueldade feminina fascina os homens. Amar uma mulher sem veneno é como jogar à roleta-russa com uma pistola fulminante. A obscura força que leva um sujeito a lançar-se da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, preso a uma frágil lona (um parapente ou um asa-delta), em direção ao imenso abismo azul, aos prédios aguçados, às areias luminosas da praia do Pepino, é a mesma que o precipita, indefeso e nu, para os braços de uma mulher. 
Quando o louva-a-deus encontra a sua deusa e esta lhe diz vem, vou-te comer, o infeliz sabe que aquilo não é uma metáfora. Mesmo assim, seguro de que depois do amor será servido ao jantar, o louva-a-deus persigna-se e vai. É o que nós fazemos - homens e mulheres -, à procura do amor, em fuga do amor, desencontrados.


95.

Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente reescrita.



94.

António Valadares, escritor, vive submerso num sonho obsessivo e recorrente, de onde não há fuga possível. Numa derradeira tentativa de encontrar um sentido naquilo que não o tem, aventura-se a escrever sobre a sua vida onírica. Tem assim início uma viagem a um mundo repleto de situações ilógicas e incontroláveis, de intrigas e contradições; um mundo onde personagens reais e fictícias convivem e se fundem. O que ele não prevê é que o seu empenho em narrar o inenarrável o aprisionará num caleidoscópio de sonhos e obsessões onde realidade e sonho, sonho e ficção já não se distinguem e o próprio espaço e tempo são subvertidos, desde a discussão com Lenine e Trotsky em plena revolução russa até às manifestações em Lisboa e à Mão Invisível que invade a vida e o sonho.

93.


Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.






92.

Originalmente concebidos como artigos para revista, estes textos ganham autonomia e atuam como breves mas indeléveis peças literárias.
Um reencontro com a escrita de Mia Couto num livro que se abre como uma aguarela das terras e das gentes de Moçambique.








91.
A odisseia de dois jovens decididos a sobreviver durante o deplorável cerco a Leninegrado, contra todas as possibilidades, e a quem é confiada uma missão em que o frio, a fome e as autoridades russas se revelam tão perigosos como as forças invasoras da Wehrmacht.Os rapazes encontram-se pela primeira vez numa cela, onde esperam a execução sumária devido a acusações de legitimidade duvidosa. No entanto, ao invés de uma bala na nuca, recebem uma terrível tarefa: numa cidade sitiada, sem quaisquer provisões, terão de arranjar uma dúzia de ovos para o bolo de casamento da filha de um poderoso coronel. Lev e Kolya embarcam assim numa missão de cinco dias em busca do impossível, que os atira das ruas caóticas de Leninegrado para os campos devastados por trás das linhas alemãs. Pelo caminho vão encontrando assassinos, guerrilheiros e, por fim, o próprio exército alemão. Uma inesperada relação de cumplicidade acaba por se estabelecer entre o adolescente sério e o seu imprevisível companheiro, um sedutor incorrigível, cuja louca, porém enternecedora, bravura poderá conduzi-los tanto à morte como ao sucesso da missão.

90.

Ela era bela, divorciada, escandinava, culta. Chegara a Lisboa em princípios dos anos 60 e Portugal era para ela o país mais arcaico da Europa. Ele era português, casado, político, primeiro-ministro. Apaixonaram-se e amaram-se intensamente, contrariando códigos politicos e sociais. Morreram ambos, abraçados, na explosão de uma avioneta em viagem para o Porto. 
Ficção, O Último Minuto na Vida de S. é a história do último grande amor português, o de Snu Abecassis e Francisco Sá-Carneiro. Cruzando um estilo ora satírico-jocoso, ora realista e apoiando-se na realidade portuguesa entre as décadas de 60 e 70 em três ou quatro factos verdadeiros, visa retratar um Portugal que já não existe, o Portugal desaparecido nas duas décadas seguintes pela voragem dos costumes europeus.


89.



Jeremy Marsh vive em Manhattan, onde a sua reputação como jornalista científico é irrepreensível. Cético por natureza, deleita-se a desmascarar falsos médiuns, cultos religiosos fraudulentos e terapias duvidosas. No dia em que chega a Boone Creek, uma pequena e pitoresca cidade na Carolina do Norte, Jeremy está seguro de que o mistério das fantasmagóricas luzes no cemitério local tem uma explicação racional.
Lexie Darnell adora Boone Creek, onde trabalha como bibliotecária. Disposta a dar a conhecer a magia da cidade, ela acompanha Jeremy nas suas investigações. Lexie e Jeremy não podiam ser mais diferentes e, contudo, os sentimentos que os unem são intensos e verdadeiros.
Jeremy sabe que a sua estadia em Boone Creek tem um prazo, findo o qual regressará à sua amada Nova Iorque. Por seu lado, Lexie sente que nunca será feliz numa cidade grande. O futuro da relação é impossível. A não ser que a realidade prove não ser tão racional assim…


88.





Persona non Grata dá-nos um relato da experiência vivida como repórter em Angola em dois períodos diferentes. Em qualquer desses períodos a metralha falava mais alto que qualquer ação reconciliadora.







87.

Nesta obra amplamente aclamada pela crítica e pelo público, David S. Landes investiga uma das mais controversas e debatidas questões do nosso tempo: por que razão determinadas nações alcançam o sucesso económico enquanto outras permanecem afundadas na pobreza? A resposta, como Landes demonstra de um modo magnificamente documentado, reside numa complexa interação de factores culturais e circunstâncias históricas. Rica em exemplos concretos e marcada por uma erudição e profundidade analítica verdadeiramente espantosas, A Riqueza e a Pobreza das Nações constitui uma das mais ambiciosas obras de história das últimas décadas. A presente edição inclui um novo epílogo, no qual o autor examina a atual crise asiática e a tensão mundial entre o excesso de confiança e a realidade dos factos.

86.


O Deus das Pequenas Coisas é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan.
Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
O Deus das Pequenos Coisas é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez.


85.


Aprender a estudar é um livro, escrito em linguagem simples, que apresenta orientações concretas que ajudam os alunos a estudar melhor.
Não há receitas milagrosas! Quem quer tornar-se um bom aluno deve trabalhar com um método eficaz. Um bom método reforça a motivação e facilita o sucesso.
Este livro é um guia prático dirigido, em primeiro lugar, aos estudantes interessados em melhorar os resultados do seu esforço. Dirige-se também aos pais que desejam acompanhar o estudo dos filhos e aos professores empenhados em promover a autonomia dos alunos no processo de aprendizagem.



84.
«O que temos aqui não é um livro mas a sua subversão e negação, o livro em potência, o livro em plena ruína, o livro-sonho, o livro-desespero, o anti-livro, além de qualquer literatura. O que temos nestas páginas é o génio de Pessoa no seu auge». 
Estas são palavras da INTRODUÇÃO à primeira edição do Livro do Desassossego publicado pela Assírio & Alvim, em 1998. Com o presente volume, vamos na décima edição desta maravilhosa e sui generis obra, agora enriquecida por alguns inéditos e, sobretudo, por dezenas de melhoramentos na leitura dos originais manuscritos, redigidos numa caligrafia notoriamente difícil de decifrar.
Esta nova edição também apresenta uma articulação aperfeiçoada de alguns trechos e inclui profusas notas que vêm esclarecer praticamente todas as referências literárias e históricas. Mantém-se, no entanto, o caráter essencialmente hesitante e fragmentário do Livro, realçando assim o que o autor chamou de «o devaneio e o desconexo lógico» da sua «expressão íntima». 
Era, com efeito, o livro de um sonhador e para sonhadores. E era - vai sendo - muitas outras coisas para todos os que entram neste vasto e surpreendente universo escrito.


83.


Um momento alto na publicação das obras do autor argentino. 
Publicada pela primeira vez em 1935, a História Universal da Infâmia foi posteriormente revista pelo autor e aumentada em quatro textos, o que deu origem a todas as edições a partir de 1954. 
Esta é uma famosa compilação que reúne muitas das personagens mais inesquecíveis de Borges: a viúva Ching, intrépida e sanguinária pirata; o inverosímil impostor Tom Castro; o atroz redentor Lazarus Morell ou o homem da esquina rosada.





82.

Juan José Millás atua neste livro como um mestre das distâncias curtas. Cada um destes textos, breves como um clarão, ilumina um segredo, revela um mistério, provoca uma pergunta. Todos, sob essa escrita rigorosa e veloz, escondem uma surpresa. Inimitável mistura de humor, pânico, ironia, nessa atmosfera entre realista e onírica que caracteriza a escrita de Millás. O misterioso espreita-nos ao virar da esquina, no interior de nós próprios. Mulheres grandes que sonham com homens diminutos. Manequins que transpiram. Frangos que vão do mercado para casa, mas que jamais aparecem na mesa. Mentiras que se transformam em realidades inexplicáveis. Fósforos velhos que iluminam salas antigas. Pequenos mal-entendidos que dão lugar a perguntas fundamentais. Delírios sensatos. Bom senso delirante… Este é o mundo de Juan José Millás.

81.


"Estávamos juntos há oito meses quando decidimos partir para o outro lado do mundo. 
Após uma primeira novela juntos, embarcámos na nossa primeira grande aventura a dois e ficámos fora quase quatro meses: Tailândia, Cambodja, Filipinas, Malásia, Vietname e, ainda, um pulinho à Austrália. Levámos apenas uma mochila às costas, uma viagem de avião e uma noite de hotel marcadas. O resto deixámos nas mãos do acaso. Houve coisas que correram bem, outras nem por isso. Descobrimos uma das praias mais bonitas do mundo, dormimos num hotel de prostitutas, nadámos com um tubarão-baleia e quase nos perdemos no meio do mar. Apanhámos sustos de morte e fizemos amizades para sempre.
Nesta viagem, conhecemo-nos um ao outro, verdadeiramente, nos bons e nos maus momentos, esperando que a vida nunca nos separe."


80.

Inicia-se a 7 de Outubro de 1955 com um poema. Desarticulação, "Brinquedo com enigmas por dentro,/Desmancho-me e concentro/A minha angústia sobre cada peça...". O VIII Diário de Miguel Torga termina no Natal de 1959 e nele se inclui uma mistura de poesia, contos, memórias, crítica social e reflexões. Foi proibida a circulação e nem o abaixo-assinado de protesto assinado por nomes como Aquilino Ribeiro, Urbano Tavares Rodrigues ou Francisco Sousa Neves mudaram o seu estado.



79.


Em 1966, Mário Soares escrevia ao Presidente da República: 
" (...) Não será, decerto, novidade para V. Exª, dizer que quarenta anos de Estado Novo trouxeram ao país o mais baixo nível de vida da Europa." Foi em 1969 que Escritos Políticos, de Mário Soares, chegou ao gabinete dos Serviços de Censura e logo foi censurado. "Não se trata de matéria política de propaganda eleitoral, mas sim de um ataque ao Governo e às bases orgânico-políticas do atual sistema político-social. Tratando-se pois, como se trata, de uma obra de puro ataque político mal-intencionado e inoportuníssimo, parece-me preferível proibir a sua circulação", decidiu o encarregado na altura.












78.

Publicado primeiro no Brasil em 1961, Minha Cruzada Pró-Portugal, de Henrique Galvão, só foi publicado posteriormente em terras lusas sob o título Assalto ao Santa Maria. A obra conta a história do sequestro do luxuoso paquete Santa Maria, pelo Capitão Galvão, o próprio autor, a 23 de Janeiro de 1961. O objetivo era chamar a atenção do mundo para a longa ditadura portuguesa e denunciar o regime ditatorial franquista de Espanha. "Na primeira parte deste livro faz-se um relato da história política do regime. A segunda parte é o relato da operação. Em ambas se insulta fortemente o governo, as instituições em geral e muitas pessoas", lê-se no relatório que proíbe a circulação do livro.

77.


Corria o ano de 1964 quando Mário Cesariny de Vasconcelos, através da Editorial Minotauro, publicou Um Auto Para Jerusalém, a sua única peça de teatro. Amplamente riscado a vermelho e a azul, o relatório da censura diz que a "obrinha de um dos próceres do surrealismo português parece-me [ao Capitão José Brandão de Mello] absolutamente inaceitável, não só pela irreverência, em matéria religiosa ou de fé, como pela chocante intromissão satírico-política no tema filosófico-moral que o autor se propôs". Anos mais tarde, à TSF, Cesariny disse: "Não posso dizer que tenha sido uma grande vítima do Salazar, não fui, mas não foi nada agradável". Durante o Estado Novo, o autor esteve obrigado a apresentações regulares, foi acusado de vagabundagem e foi perseguido pela sua homossexualidade.

76.

Foi escrito em 1948 e publicado em 1950, no ano seguinte à morte do seu autor, Soeiro Pereira Gomes. Refúgio Perdido reúne um conjunto de contos e crónicas do autor, integrando também uma breve entrevista primeiramente publicada a 10 de Fevereiro de 1943. Em 1951, os Serviços de Censura requisitaram à editora responsável - Sociedade Editora Norte - uma justificação para o livro não ter sido submetido e diretamente publicado. O facto do autor ser um escritor de ficção (e não versar sobre assuntos políticos e sociais) e da obra ser uma compilação de outros materiais já submetidos a censura prévia foram as explicações dadas. Ainda assim, Refúgio Perdido foi retirado do mercado.

75.


A 18 de Julho de 1944, Phillip von Boeselager, um jovem oficial de cavalaria de 27 anos de idade, arrancou da frente oriental para a retaguarda à cabeça de 1200 homens da Wehrmacht. Só ele conhecia o objetivo: entrar em Berlim e ocupar as sedes do poder do Reich a seguir ao atentado contra Hitler que seria executado pelo coronel von Stauffenberg… 
Estava em marcha a operação Valquíria.






74.

A Lei da Proteção do Sangue Alemão e da Honra Alemã, promulgada pelo Governo do III Reich em Setembro de 1935, desencadeou — como é de todos conhecido — uma perseguição sistemática contra os judeus que ultrapassou as fronteiras do Reich e atingiu núcleos residentes no estrangeiro. Na ilha da Madeira, elementos da comunidade alemã de origem hebraica, ali estabelecidos e integrados, viram-se confrontados com insistentes tentativas de discriminação exercidas por compatriotas seus, não só através de pressões e chantagens diretas, mas também de cartas de denúncia anti-semita enviadas para Berlim, com imediatas repercussões na sua vida pessoal e profissional. É a memória desses cidadãos do mundo, do seu sofrimento, da sua resistência e da sua vitória final, que este livro recupera.

73.


É Dezembro de 1991 e, num concerto de homenagem a Mozart, em Cracóvia, a primeiro violinista impressiona o seu colega de trio com um instrumento rústico e humilde. No dia seguinte, quando ele lhe pergunta como é que ela o obteve, uma notável história se revela: A da vida de Daniel, um luthier, que sobreviveu passando por grandes dificuldades em Auschwitz, como carpinteiro e trabalhando às tardes na fábrica IG Farben. A inesperada relação com o comandante do campo e a posterior encomenda de um violino com as especificações de um Stradivarius tornaram-se dois momentos decisivos na vida de Daniel, em Auschwitz, sobretudo após descobrir o segredo por trás dessa tarefa.

72.
A Alemanha Nazi ocupava grande parte da Europa. Terra de todos e de ninguém devido ao jogo duplo de Salazar, Lisboa foi durante toda a guerra um território neutro. Num cenário de guerra e perseguição, tornou-se o paraíso à beira-mar plantado. Para além da sua beleza natural e da paz, foi uma das poucas portas de saída para os que desejavam uma oportunidade para construir uma nova vida do outro lado do Atlântico. Depois… uma noite em Lisboa, quando um refugiado olha cobiçosamente para um transatlântico, um homem aproxima-se dele com dois bilhetes de embarque e uma história para contar. É uma história perturbante de coragem e traição, risco e morte. Onde o preço do amor vai para além do imaginável, e o legado do mal é infinito. À medida que a noite evolui, os dois homens e a própria cidade criam um laço que vai durar o resto das suas vidas…

71.


É um relato de uma sobrevivente ao Holocausto e da sua luta para viver consigo mesma depois da guerra, uma homenagem a todas as vítimas que não viveram para poder contar a sua própria história e um esforço para assegurar que o legado de Anne Frank jamais seja esquecido.
Eva foi feita prisioneira pelos nazis no dia do seu décimo quinto aniversário, tendo sido enviada para Auschwitz. A sua sobrevivência dependeu de inúmeros pequenos golpes de sorte, da sua determinação e do amor e da proteção da mãe, Fritzi, que foi deportada juntamente com ela. Quando o campo de concentração de Auschwitz foi libertado, Eva e Fritzi iniciaram a longa viagem de regresso a casa. Procuraram desesperadamente o pai e o irmão de Eva, dos quais tinham sido separadas. Meses mais tarde receberam a trágica notícia de que os dois haviam sido mortos. Antes da guerra, em Amesterdão, Eva tornara-se amiga de uma jovem chamada Anne Frank. Embora os seus destinos tivessem sido muito diferentes, a vida de Eva iria ficar para sempre estreitamente ligada à da amiga, depois de a sua mãe, Fritzi, casar com o pai de Anne, Otto Frank, em 1953.

70.

Maus é a história de Vladek Spiegelman, um judeu sobrevivente da Europa de Hitler e de seu filho, um autor de banda desenhada que tenta narrar a terrível história do pai e a própria História. O processo utilizado (os Nazis são gatos e os Judeus ratos) resulta perfeito: os acontecimentos descritos chocam acordando em nós memórias relegadas para longínquos planos e levam-nos a aceder ao indizível através de simples factos quotidianos.
Situando a acção alternadamente na Polónia e em Rego Park, Nova Iorque, Maus narra duas histórias impressionantes:
A primeira apresenta o testemunho do pai de Spiegelman sobre o modo como ele e a mulher sobreviveram à Europa de Hitler e constitui-se como relato dilacerante, recheado de encontros com a morte e fugas sem esperança aos horrores do cativeiro e da traição.
A segunda revela o angustiante relacionamento do autor com o seu velho pai na tentativa de manterem uma vida normal de visitas esporádicas e questões menores, que é constantemente violentada pelos dramas do passado. A todos os níveis, esta é a derradeira saga de um sobrevivente — e também a derradeira saga das crianças que, sem se saber como, sobreviveram aos sobreviventes.
Maus conduz os pais de Spiegelman até aos portões de Auschwitz e o autor ao limiar do desespero. Ponha de lado todos os preconceitos: estes gatos e ratos não são Tom e Jerry, mas algo de bem diferente... Uma nova forma de literatura.



69.


Escrito em 1959, Rã no Pântano, de António de Almeida Santos, na altura advogado a exercer em Lourenço Marques (atual Maputo), foi proibido pelo regime de Salazar sem grande surpresa para o autor. Requisitado para censura, no relatório justifica-se que "são nove contos, sete dos quais contêm assuntos de índole imoral e anti-social, motivo por que entendo que o presente livro não possa circular no País". "O meu livro foi apreendido, se bem ajuízo, por razões de intolerância política e de intolerância religiosa. Não sei qual das intolerâncias pesou mais. Talvez a soma de ambas. Quem hoje o ler não encontrará razões para ele ter merecido tamanha honra", disse o político em 2004.

68.


Nesta obra, o leitor encontra, em romance, uma outra visão dos Descobrimentos Ibéricos, pistas sobre o provável envenenamento de D. João II, e um segredo que satisfaz incógnitas de 500 anos sobre as origens de Colombo. Segredo que inclui um documento secreto do Vaticano, da autoria do cardeal Garampi, sobre o Infante de Sagres. D. Beatriz dominou o período áureo da história de Portugal. Casada com D. Fernando, filho adoptivo do infante D. Henrique, foi sogra de D. João II e mãe de D. Manuel I. O Papa outorgou-lhe oficialmente a governação da Ordem de Cristo e o seu poder foi imenso, mas há um segredo que a perseguiu…



67.
Em breves artigos, faz-se uma síntese histórica desde a Idade Moderna à Contemporânea destacando as Mulheres portuguesas de revelo, em cada época, e a sua acção verdadeiramente empreendedora.








66.

Uma das maiores explorações do pecado, epifania e redenção alguma vez escrita, as "Confissões" de Santo Agostinho continuam a moldar as nossas ideias com a sua apaixonada afirmação do poder da fé para mudar vidas.
As "Confissões" são a sua obra de maior interesse literário, em que ele narra a sua vida, em particular a experiência espiritual que acompanhou a sua conversão.





65.

A Metafísica do Amor constitui uma peça central do sistema de Schopenhauer, cheia de intuições geniais.A vontade, que é a essência do mundo, tem o seu foco no impulso sexual; é a primeira vez na história da filosofia, com excepção de Platão, que o sexo atinge dignidade metafísica, descrita em forma de texto.







64.
Fernando Pessoa encontrou na época dos Descobrimentos a matéria da sua obra épico-lírica, na qual as figuras nacionais funcionam como símbolos da História da Humanidade.
Este volume é dedicado à análise de "Os Lusíadas" e "Mensagem", no qual as duas obras da literatura nacional são trabalhadas numa perspetiva de leitura intertextual, de acordo com o novo Programa da disciplina de Português em vigor para o Ensino Secundário.







63.





Esta análise do "Memorial do Convento", de José Saramago, apresenta orientações de leitura da obra e informações sobre o autor. No final, um bloco dedicado à avaliação, apoia a preparação dos testes e dos exames nacionais. Coleção «Estudar Português»:Uma proposta de grande interesse para professores e alunos, oferecendo auxiliares indispensáveis para o sucesso da aprendizagem.







62.
ingular diário, este, onde Adão e Eva descobrem-se pouco a pouco, e ao mundo onde vivem. Bem ao estilo de Mark Twain, é um texto cheio de humor e ironia, que transmite uma mensagem moralizadora com um agudo sentido crítico sobre os avanços tecnológicos, acompanhado de um enorme sentimento de nostalgia pela perda dos paraísos naturais devido aos "avanços técnicos" da humanidade.




61.








Na carta, que nunca foi enviada ao destinatário original, Kafka põe a nu toda a sua mágoa em relação ao pai autoritário, que ele chama, alternadamente, de "tirano", de "regente", de "rei" e de "Deus". Numa experiência virtuosística de auto-análise, além de uma belíssima peça literária, ele mostra como, a seu ver, o jugo paterno minou-lhe a auto-estima, condenando-o a uma personalidade fraca e assustada.


60.




A Morgadinha dos Canaviais 


Este romance, considerado por muitos críticos literários como o mais bem conseguido de Júlio Dinis, foi publicado em 1868. Na figura do protagonista, Henrique de Souselas, a obra ilustra uma das teses favoritas do autor: o efeito regenerador da vida rústica sobre um organismo moralmente deprimido pela vida urbana. Madalena, a Morgadinha, e a sua prima Cristina alargam a galeria dinisina de mulheres fortes, femininas e virtuosas, dispostas a contornar as barreiras sociais por amor, como acontece com Madalena em relação a Augusto. Está também presente, neste terceiro romance de Júlio Dinis, uma forte componente de crítica social, que visa o fanatismo religioso e o clericalismo hipócrita.



59.



José Francisco Coelho nasce em Mogadouro a 18 de Junho de 1861, passando a usar o apelido Trindade em 1883 após a morte do Pai. Sendo arreigado às suas raízes transmontanas, parte dos seus escritos refletem essa realidade, nomeadamente nesta obra, Os Meus Amores, um conjunto de contos em que partilha com o leitor os sentimentos mais puros e a alma do povo da sua terra natal. 
Trindade Coelho tem o condão de nos deliciar com uma linguagem simples e profundamente humana.







58.


“Sobre o sofrimento do mundo”

Influenciado pela filosofia de Kant, Schopenhauer defende que toda a acção humana é determinada, não pela razão mas pela vontade, e a sua obra constitui o reflexo da sua atitude pessimista perante o comportamento humano. "Se o alvo imediato e directo da nossa vida não é o sofrimento; então a nossa existência estará muito mal adaptada ao seu alvo no mundo.




57.






Haverá limites para o amor? Em Incesto, Mário de Sá-Carneiro faz-nos refletir sobre esta questão, através dos sentimentos de um pai que acaba por chegar à conclusão de que, por vezes, o sacrifício supremo poderá ser também uma grande prova de amor.

56.


Ressurreição tem a marca indelével de toda a prosa de Mário Sá-Carneiro: o narcisismo, ambiguidade sexual, o desejo de transgressão, a sedução pela loucura, pelo suicídio ou pelo desaparecimento misterioso.

55.





Almada corporizará o artista modernista de uma totalidade múltipla: escritor (de poesia, teatro, romance, ensaio, conto, polémica), pintor, ilustrador, caricaturista, retratista (autor dos melhores retratos de Pessoa), coreógrafo, bailarino, performer, em suma, um homem da espetacularidade e do pensamento visual.

(...) Através desta prosa experimental e provocatória, Almada, se revela a impossibilidade de ficcionalmente narrar, proclama também a urgência de pensar coisas sérias, nomeadamente «esta infâmia de Deus me ter nascido português», ele que acabará por escrever em 1926: «A Arte não vive sem a Pátria do artista, aprendi eu isto para sempre no estrangeiro».”


Isabel Pires de Lima



54. 


Memórias de Adriano tem a forma de uma longa carta dirigida pelo velho imperador, já minado pela doença, ao jovem Marco Aurélio, que deve suceder-lhe no trono de Roma (século II d.C.). Pouco a pouco, através deste serena confissão, ficamos a conhecer os episódios decisivos da vida deste homem notável. Vencedor do prémio Femina Varesco, é seguramente um dos mais importantes romances de Marguerite Yourcenar e uma das obras de referência da literatura contemporânea.


53. 



Au Secours il Veut m'Épouser!
ABÉCASSIS, ELIETTE
Livres de Poche
Idioma: Francês


-

52. 

Le crime de l'orient express
CHRISTIE, AGATHA
Le Livre de Poche
Idioma: Francês



51. 
Le meurtre de Roger Ackroyd
CHRISTIE, AGATHA
Le Livre de Poche

Idioma: Francês




50.  





The Wonderful Wizard of Oz

BAUM, L. FRANK                Transatlantic Press

                Idioma : Inglês

49. 

   

The Waves
VIRGINIA WOOLF
Wordsworth Editions
Idioma : Inglês



48. 



De Profundis, Ballad of Reading Gaol and Other Writings


-
WILDE, OSCAR 


                Idioma : Inglês

47. 


A Portrait of the Artist as a Young Man 
JOYCE, JAMES
Penguin Books
Idioma : Inglês




46.



Moon Lake 
WELTY, EUDORA 

Modern Classics, Penguin Books
Idioma : Inglês



45.



Flypaper 
MUSI, ROBERT
Modern Classics, Penguin Books

Idioma : Inglês


-
44. 


'They'
KIPLING, RUDYARD 

Modern Classics, Penguin Books

Idioma : Inglês



43. 

The Machine Stops 
E. M. Forster

Modern Classics, Penguin Books

Idioma : Inglês




42. 

Him With His Foot in His Mouth
BELLOW, SAUL 
Modern Classics, Penguin Books
Idioma : Inglês




41. 





Madame Bovary

FLAUBERT, GUSTAVE

Idioma : Inglês




40. 

Three Men on the Bummel

Jerome K. Jerome
Idioma : Inglês



39. LIVRO



The Europeans

JAMES, HENRY


 Idioma : Inglês








38. LIVRO

                               Mrs Dalloway's Party

                                                                   WOOLF, VIRGINIA

                                                                   Idioma : Inglês



37. 




Northen light the golden compass

  • PULLMAN, PHILIP
Idioma : Inglês




36. 


                                      Murder most hold                                     DOHERTY, PAUL

                                     Idioma : Inglês



35.



Second world

Idioma : Inglês











34. 

"Tal como os outros volumes desta coleção (Resumo da Matéria + Problemas Resolvidos), este livro pretende ser um auxiliar do estudante ou do leitor interessado em aperfeiçoar as suas capacidades de cálculo e de resolução de problemas. Refere matérias que correspondem ao programa pré-universitário (12º ano), do ensino oficial na área das Ciências.

O objetivo foi de, num só livro, apresentar o resumo das matérias exigidas e uma quantidade vasta de exercícios indispensáveis para uma prática desejável e necessária.
As matérias expostas seguem a ordem utilizada no ensino oficial em Portugal, para o ano de conclusão dos estudos pré-universitários:

- Cálculo combinatório e probabilidades;
- Funções reais de variável real;
- Introdução ao cálculo diferencial para funções reais de variável real;
- Funções trigonométricas;
- Álgebra no corpo complexo.

O livro tem como ponto central a prática repetida e continuada da aplicação dos conceitos, através de uma variada oferta de exercícios propostos. É considerada de grande importância a prática destes, mesmo que repetitivos, para que se possam resolver novos problemas em tempo útil. Esta aparente, mas necessária "mecanização" não deve, contudo, fazer esquecer que a matemática não é apenas uma sucessão de operações, que se realizam com o fim de resolver problemas mas, muito mais do que isso, é o conhecimento, a compreensão e a aplicação de conceitos.

Ao longo do livro procurou-se, na resolução dos inúmeros problemas propostos, fazer a ligação entre a "mecânica" da resolução e os conceitos que lhe são subjacentes. Quanto aos instrumentos auxiliares, é importante fazer referência aos formulários e às ferramentas de cálculo automático como as calculadoras gráficas e os programas informáticos. Estes constituem preciosos auxiliares de cálculo. No entanto, não sendo de enjeitar a sua utilização, adverte-se que é imperioso o que o leitor domine previamente, quer os conceitos quer a prática aplicativa dos mesmos.

Este livro inclui ainda um conjunto de testes com resolução detalhada, a partir dos quais o leitor poderá proceder a uma autoavaliação quanto ao domínio das matérias.

Finalmente, como método de utilização deste livro, aconselha-se vivamente o leitor a que, após lido os conceitos teóricos e os métodos resolutivos, tente resolver, por si, os exercícios apresentados, mesmo aqueles cuja resolução é mostrada, utilizando apenas a sua resolução como meio de confirmação. É a fazer e a errar, mesmo que muitas vezes, que irá conseguir dominar todos os conceitos e as suas aplicações." (www.wook.p
t)

33.
“Nome de Guerra”, escrito em 1925, é o romance de iniciação de um jovem provinciano proveniente de uma família abastada. Quando o tio de Luís Antunes o envia para Lisboa, ao cuidado do seu amigo D. Jorge (descrito como “bruto como as casas e ordinário como um homem”), com o propósito de o educar nas “provas masculinas”, não imaginava o desenlace de tal aventura. Apesar de, na primeira noite, D. Jorge ter ficado convencido da inutilidade dos seus préstimos, Antunes concluiu que o “corpo nu de mulher foi o mais belo espectáculo que os seus olhos viram em dias de sua vida”, decidindo-se a perseguir Judite. Esta “via perfeitamente que o Antunes não estava destinado para ela”, mas “não lhe faltava dinheiro e dinheiro é o principal para esperar, para disfarçar, para mentir a miséria e a desgraça”.Assim se inicia a história de Luís Antunes e Judite, que terminará com a prodigiosa e desconcertante frase, “não te metas na vida alheia se não queres lá ficar”.

32. 
As Naus. Os Descobrimentos como se fossem vistos do avesso, mostram a decadência de Portugal em todo o seu esplendor. Navegadores, reis, escritores, colonos, regressam à pátria. Pedro Álvares Cabral procura emprego e vive num quarto nojento de uma pensão com outras famílias de Angola, Gil Vicente é ourives, Vasco da Gama passeia no Guincho com o rei D. Manuel. D. Sebastião é esperado por um grupo de indigentes. Mesmo antes disso, A Portuguesa é executado em ritmo de pasodoble.




31. 
"Cinco belos contos que Maria Isabel Barreno oferece aos seus leitores. Este livro lê-se sem darmos conta que chegámos ao fim. Para abrir o apetite aqui fica uma passagem: «... num corpo jovem há uma alegria dos ossos, uma alegria dos músculos, uma alegria da pele. Uma alegria do movimento e uma alegria da imobilidade. Para onde se esvai toda essa alegria, tão substancial, tão essencial?»"

30. 


O livro que é um marco inquestionável na história da literatura portuguesa.
«Reescrevendo, pois, as conhecidas cartas seiscentistas da freira portuguesa, Novas Cartas Portuguesas afirma-se como um libelo contra a ideologia vigente no período pré-25 de Abril (denunciando a guerra colonial, o sistema judicial, a emigração, a violência, a situação das mulheres), revestindo-se de uma invulgar originalidade e atualidade, do ponto de vista literário e social. Comprova-o o facto de poder ser hoje lido à luz das mais recentes teorias feministas (ou emergentes dos Estudos Feministas, como a teoria queer), uma vez que resiste à catalogação ao desmantelar as fronteiras entre os géneros narrativo, poético e epistolar, empurrando os limites até pontos de fusão.»Ana Luísa Amaral in «Breve Introdução»
Novas Cartas Portuguesas - Edição Anotada de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa


29.
"Entre o homem, com a sua razão, e os animais, com o seu instinto, quem, afinal, estará mais bem dotado para o governo da vida? «Não faz sentido?» «Se os cães tivessem inventado um Deus, brigariam por diferenças de opinião quanto ao nome a dar-lhe, Perdigueiro fosse, ou Lobo-d'Alsácia? E no caso de estarem de acordo quanto ao apelativo, andariam, gerações após gerações, a morder-se mutuamente por causa da forma das orelhas ou do tufado do seu canino Deus?» «Estas considerações podiam ser tomadas como ofensivas, mas José Saramago trata de se defender: «Não é culpa minha nem do meu discreto ateísmo se em Münster, no século XVI, como em tantos outros tempos e lugares, católicos e protestantes andaram a trucidar-se uns aos outros em nome de Deus - «In Nomine Dei» - para virem a alcançar, na eternidade, o mesmo Paraíso.»«Os acontecimentos descritos nesta peça representam, tão só, um trágico capítulo da longa e, pelos vistos, irremediável história da intolerância humana», explica o autor. «Que o leiam assim, e assim o entendam, crentes e não crentes, e farão, talvez, um favor a si próprios. Os animais, claro está, não precisam.»" (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

28. 
"Quando andava a escrever as crónicas que depois reuni no volume [...] a que dei o título de Deste Mundo e do Outro, não me passava pela cabeça que um dia eu viria a escrever romances. É certo, porém, que estes não serão inteiramente compreendidos sem a leitura das crónicas. Por outras palavras: nas crónicas encontra-se o embrião de quase tudo o que depois cresceu e prosperou... Vejo agora que, de uma maneira não consciente, já estava a apontar a mim mesmo o sentido do que iria ser o meu trabalho a partir do final dos anos 70. "(José Saramago) Conjunto de crónicas publicadas, pela primeira vez, no jornal A Capital (1968-1969)


27. 
"Das coincidências ao infinito, dos origami às grandes obras de arte, o universo explicado pelos números.
É difícil simplificar matérias profundas sobre o universo e o dia-a-dia. Mais complicado é encontrar alguém que o faça com humor e irreverência, fugindo aos padrões normais da partilha de conhecimento matemático. Porém, Edward Burger e Michael Starbird conseguem-no. Em O Matemático Disfarçado, estes dois conceituados professores norte-americanos transformam grandes questões matemáticas em desafios simples e ao alcance de todos.
Um livro divertido, repleto de estranhas coincidências, caos, infinito, origamis, cadeias de DNA e de obras de arte. Virar as calças ao contrário com os pés atados ou prolongar indefinidamente um baralho de cartas para fora de uma mesa, sem cair, são alguns dos desafios colocados ao leitor. Um livro para os eternos curiosos, em que as grandes questões de tornam simples."

26.
"Inglaterra, 1914: Numa pequena quinta, forma-se uma bonita amizade entre Albert e um cavalo chamado Joey. O pequeno Albert fica destroçado quando, no início da I Guerra Mundial, o pai vende Joey ao exército para combater na guerra. Albert não consegue deixar de pensar nos perigos que o amigo corre na frente de batalha, mas ficaria muito orgulhoso se soubesse quão corajoso e leal se revela o seu querido Joey. Como cavalo de guerra, Joey conhece o pior e o melhor de que a humanidade é capaz: a destruição da guerra, mas acima de tudo a beleza da paz. A valentia do cavalo toca o coração dos soldados à sua volta, mas o seu próprio coração não esquece o jovem Albert, a quem espera rever um dia. Será a amizade entre Albert e Joey capaz de sobreviver à guerra?"


25.
Um romance que começa nas terras quentes de África, atravessa o oceano, e termina vendo renascer Lisboa dos escombros para onde a ira da terra a empurrou.

"Numa manhã fria no início do século XVI, chega a Portugal um carregamento de escravos vindos do Congo. Os melhores negros são encaminhados para a corte de D. João III, para servir a rainha D. Catarina de Áustria. Entre eles segue Imani, baptizada como Maria da Esperança pelos frades portugueses. Pela sua inteligência e natural elegância, destaca-se entre os escravos – é ensinada a ler e a aprender a religião católica. O seu mestre é o gramático Rodrigo Montalvão, um nobre de alta condição, que por ela se apaixona.

Nasce, entre ambos, um amor intenso e proibido, que é posto à prova no dia 26 de Janeiro, quando se dá o grande terramoto de 1531 que causou a morte de mais de 30 mil pessoas e a fuga de milhares de lisboetas. A maioria das igrejas e edifícios da cidade de Lisboa foi atingida pelo abalo, tornando irreconhecível aquela que era a grande capital do Império, no auge dos Descobrimentos.
É a história de uma paixão controversa, vivida numa corte de riqueza e intriga, em que uma mulher e um homem testam o valor do amor e da liberdade."

24.
José Jorge Letria reconstitui os últimos dias de uma das figuras mais poderosas e controversas da História nacional.

A 8 de Maio de 1782, pelas 18 horas, morre na sua residência de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde Oeiras e Marquês de Pombal. Afastado da corte anos antes pela rainha D. Maria I, aquele que em tempos fora uma das personalidades mais influentes da sociedade portuguesa, vivia à altura longe de qualquer glória. Para isso, muito contribuiu a ordem para a expulsão dos jesuítas do território nacional, em 1759.

Porém, a reconstrução da cidade de Lisboa após o terremoto de 1755, tornando-a, em termos urbanísticos, a cidade mais moderna da Europa e a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, faziam já parte do seu legado.
De leitura empolgante, Mal por mal, antes Pombal revisita uma época de luzes e sombras, glórias e catástrofes e os enigmas de uma figura polémica, viva, grande e contraditória.

23. 
"Quando um galdério tem uma ideia brilhante partilha-a logo com outro vadio. Coletivização intelectual. Uma grande ideia fica a secar se não for disponibilizada. E como não há dois sem três, estende-se a rede e monta-se a urdidura. Vala grande, saltar de trás. Ponderadas as valências de cada fator e os recursos disponíveis, o projeto avança, científico e inseguro.
Quando duas irmãs, já entradas na vida, sonham com teres e haveres, mundos melhores, segurança de estado e paz de espírito, o destino costuma intrometer-se, turvar os planos, rasteirar os desígnios. Dessas contrariedades é feita a literatura que se dá mal com os harpejos dos anjos nas nuvens e prefere o Diabo, sempre atrás da porta, vigilante, até a rezar.
Quando um ancião rabugento anda por aí a bengalar à solta, ocorre a alguns visionários que ele está mesmo a pedi-las."

22.

"Um encontro de culturas, uma viagem no tempo, um relato de várias paixões. O Livro dos Mosquetes é um pedaço da gloriosa História de Portugal.
Em pleno século XVI, quando o Império Português atingia o seu auge, um junco com marinheiros portugueses naufraga numa praia desconhecida. Sem o saberem, acabam de confirmar a existência de uma terra que só existia nas lendas: a Terra do Sol Nascente, o Japão. Deste inesperado contacto resulta a descoberta de um mundo tão diferente que parece arrancado dos sonhos: um mundo ordeiro e magnificamente belo, habitado por um povo cujos guerreiros – os samurais – superam em dignidade e crueldade, tudo quanto os portugueses haviam visto até então. Depois do junco português ser reparado, parte de novo para o Mar da China. Mas nada voltará a ser igual, nem para os marinheiros que partem com a notícia para o rei português, nem para João Boavida, o marinheiro que, apaixonado pelo Japão e por uma misteriosa mulher, decide ficar. Mas a maior mudança será para a própria Terra do Sol Nascente que, enfeitiçada pelos mosquetes que os portugueses trazem, nunca mais será a mesma.!"

21.

"Baruch Leão Lopes de Laguna, um dos grandes pintores da escola holandesa do século XIX, judeu de origem portuguesa, morreu em 1943 no campo de concentração de Auschwitz. Não foi o único, com ele desapareceram 4 mil judeus de origem portuguesa na Holanda, que acabaram nas câmaras de gás. No memorial do campo de Bergen-Belsen consta o nome de 21 portugueses deportados de Salónica, entre estes Porper Colomar e Richard Lopes que não sobreviveram. Em França, José Brito Mendes arrisca a sua vida, escondendo a pequena Cecile, cujos pais judeus são deportados para os campos da morte. Uma história de coragem e humanismo no meio da atrocidade. Em Viena, a infanta Maria Adelaide de Bragança também não ficou indiferente ao sofrimento, e não hesitou em ajudar a resistência nomeadamente no cuidado dos feridos, no transporte de armas e mantimentos, tendo sido presa pela Gestapo. Esther Mucznik traz-nos um livro absolutamente original, baseado numa investigação profunda e cuidada em que nos conta a história que faltava contar sobre a posição de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial."

20.
"Na sequência das invasões napoleónicas, a Portugal chegam as tropas britânicas. Do contingente faz parte Waldron Kelly, um oficial irlandês. Quando se cruzam, Ana e Waldron apaixonam-se e perante a recusa da família em aceitar esse amor, a jovem fidalga foge, deixando para trás uma vida faustosa e uma família humilhada. Juntos partem para onde a guerra chama pelo dever do jovem. Corajosa, a esposa acompanha-o, sem nunca se arrepender da escolha, nem quando a miséria lhes bate à porta e mais uma vez é desprezada pela família, levando-a, em desespero, a escrever um pedido de ajuda à Rainha Vitória. Ana Kelly - Uma Saga de Amor e Coragem é uma biografia romanceada, mas genuína e intensa, de uma mulher que tudo enfrentou e suportou em nome do amor."

19. 
"Se bem me lembro, tinha acabado de acordar de uma pequena sesta quando decidi criar o universo." Assim começa o divertido e profundo romance de Alan Lightman: a história da Criação do Universo, narrada por Deus.
Enfastiado com a vida no reluzente Vazio e incapaz de continuar a suportar as discussões entre o tio Deva e a tia Penélope, o Senhor d decide divertir-se um pouco e criar o tempo, o espaço e a matéria. E, entusiasmado, não pára. A seguir vêm as estrelas, os planetas, a matéria animada, a consciência e, por fim, os seres inteligentes com dilemas morais.
Mas mesmo os melhores planos podem ter consequências imprevistas e o "Senhor d" depressa descobre que a sua criação do espaço e do tempo gera também um diabólico rival, o misterioso Belhor. Adversário intelectual à sua altura, o irritante Belhor exige uma explicação para o inexplicável e defende a existência e necessidade do Mal. À medida que o seu universo preferido atinge a maturidade, o Senhor d começa a compreender até que ponto o ato da criação pode mudar o próprio Criador."

18. 



 um romance sobre o prazer de ler romances; o protagonista é o leitor, que dez vezes começa a ler um livro que, devido a vicissitudes estranhas à sua vontade, não consegue acabar. Tive, pois, que escrever o início de dez romances de autores imaginários, todos eles de alguma forma diferentes de mim e diferentes entre si."

17.

"Os clássicos são livros de que se costuma ouvir dizer: «Estou a reler…» e nunca «Estou a ler…»"; "Um clássico é um livro que nunca acabou de dizer o que tem a dizer"; "Os clássicos são livros que quanto mais se julga conhecê-los por ouvir falar, mais se descobrem como novos, inesperados e inéditos ao lê-los de facto"; "É clássico o que tiver tendência para relegar a actualidade para a categoria de ruído de fundo, mas ao mesmo tempo não puder passar sem esse ruído de fundo."
A partir destas e de outras definições de clássicos que nos oferece no primeiro capítulo, Calvino vai dar resposta à pergunta que dá título a este livro, numa série de brilhantíssimos ensaios que percorrem alguns dos pontos mais altos da literatura e do pensamento mundiais. A Odisseia, Xenofonte, Plínio, o Velho, Ovídio, Tirand le Blanc, Ariosto, Galileu, Robinson Crusoe, Diderot, Cândido, Stendhal, Flaubert, Tolstoi, Conrad, Montale, Hemingway, Ponge, Borges e muitos outros autores de obra definitivamente clássicas.



16.

“Uma história de amor em tempo de Guerra. Lisboa, 1941. Memórias de um espião numa cidade cheia de luz e sombras.
Numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial, os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários, atrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e atrizes, judeus e espiões.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que atuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade.
Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam «enquanto Salazar dormia», como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.”



15.
“Nesta obra a palavra está sentada no banco dos réus: será a retórica (ou a política...) apenas uma forma de adulação ao serviço do poder, sem ligação necessária com a moral e a justiça? Pode, pelo contrário, a palavra ser o cimento da construção dum ideal de realização humana? Queres discutir este assunto com Platão?”


14.
“Esta edição da Poesia de Ricardo Reis reúne as odes publicadas em vida de Fernando Pessoa nas revistas Athena (1924) e Presença (1927-1933), bem como todas as outras odes e poemas, atribuídos (ou atribuíveis) a Ricardo Reis, publicados postumamente. Dá ainda a conhecer uma ode inédita. Em Apêndice, incluem-se alguns fragmentos lapidares (prováveis futuros versos de um poema a desenvolver) e alguns poemas lacunares, cuja falta de uma ou duas palavras não inviabiliza, porém, o sentido integral. Incluem-se também, em Apêndice, vinte e quatro versões variantes de dezoito poemas.”



13.
“Estão reunidos neste volume alguns contos de Fernando Pessoa, uma parte apenas da vasta prosa ficcional que o autor nos deixou.
Contos filosóficos, ou intelectuais como Pessoa chegou a chamar-lhes, contos paradoxais quando as situações que apresentam contrariam o senso comum, contos em jeito de fábula, com uma moralidade final e ainda outros. Todos eles parte integrante do universo pessoano. Há diálogos filosóficos com enigmáticos mestres que assumem diferentes rostos de conto para conto — o mendigo, o eremita, o bêbado – transmitindo as suas máximas a quem os encontra no caminho. Um caminho iniciático até uma diferente dimensão, percorrido pelo peregrino do conto com o mesmo nome, que segue a estrada até ao fim impelido pelas palavras de um homem de preto. Outro tipo de diálogo é aquele que se desenvolve entre o marinheiro e quem o encontra, de madrugada, no Cais das Colunas, local de onde se avista uma outra margem. Estas narrativas, até aqui inéditas ou pouco conhecidas, irão surpreender os leitores de Fernando Pessoa.”

12.



“Factos e números apresentados de uma forma simples e muito invulgar, afastando as respostas geralmente mais convencionais. O senso comum dos leitores é testado em questões simples mas fundamentais. Só fazendo as perguntas certas, se podem obter resultados bem-sucedidos e apreender uma nova visão do mundo. Por exemplo, sabia que a legalização do aborto pode ter um impacto positivo na descida da criminalidade? E qual a relação entre os gangs que vendem droga e os restaurantes McDonalds? "Freakonomics" redefine a perspetiva de interpretação da realidade económica estimulando os impulsos emocionais dos leitores. Um livro inesperado, com um conceito inovador que introduz uma verdadeira revolução na forma como a economia se expressa na atualidade. «Politicamente incorreto… no melhor sentido.»”






11.

 “Uma poética mensagem de amor na origem de um encontro arrebatador entre um homem e uma mulher cujos afetos já há muito se encontravam adormecidos…”




10.
“Nicholas Sparks, o jovem autor deste inesperado bestseller, nunca esqueceu o ensinamento que a relação amorosa dos pais da sua mulher, casados há mais de 62 anos, lhe transmitiu - a possibilidade de viver em estado de paixão mesmo depois de vários anos de convívio. Foi por isso que decidiu escrever este comovente romance de amor que acompanha o enamoramento entre um homem e uma mulher, que só no final das suas vidas concretizam uma paixão arrebatadora.”




9.

«A sala onde trabalho
É um barco no mar.


Um palanque de rei


sobre sete cavalos enfeitados.


Minhas mãos


tocam a forma de todas as coisas.»


"Mário Castrim, pseudónimo de Manuel Nunes da Fonseca, nasceu em Ílhavo, em Julho de 1920, e morreu em Lisboa, em Outubro de 2002. Professor, escritor, jornalista, foi crítico de televisão desde 1965, no Diário de Lisboa e, posteriormente, no Tal e Qual. Foi ainda colaborador do 24 Horas e do Avante! e, nos últimos dez anos da sua vida, trabalhou com os Missionários Combonianos na revista Audácia, onde manteve uma crónica intitulada «O Lugar do Televisor». Criou, com Augusto da Costa Dias, o Diário de Lisboa Juvenil, que sempre considerou a obra mais importante da sua vida. Desenvolveu intensa atividade social em conferências, palestras, congressos, e manteve um contacto permanente com as crianças e professores das escolas de todo o país. “


8.
 “Esta peça de teatro para crianças e jovens (com um enredo em muitos aspetos semelhante ao de «Rei Lear», de Shakespeare) foi buscar a sua base a uma narrativa popular. Um pai decide repartir o reino pelas filhas e põe-nas à prova, acabando, contudo, por deserdar a mais nova. Esta vem a revelar-se, afinal, a única que era merecedora da sua generosidade. Vítima do próprio orgulho e castigado pela sua cegueira, o rei expia as culpas mergulhando na miséria, até ser finalmente salvo e perdoado pela filha mais nova entretanto reencontrada.”



7.
“Roménia no fim da guerra. A população alemã vive com medo. «Eram 3 da madrugada do dia 15 de Janeiro de 1945 quando a patrulha me foi buscar. O frio apertava, estavam -15º C.» O jovem narrador começa assim o seu relato. Tem cinco anos diante de si, dos quais ainda nada sabe. Cinco anos, ao fim dos quais regressa um homem diferente. Herta Müller relata experiências que marcam os sobreviventes para toda a vida. Foi a partir de muitas conversas com Oskar Pastior, e outros sobreviventes do campo de trabalho, que a escritora reuniu o material que está na base deste grande romance. «Os livros de Herta Müller desencadeiam uma torrente poética que arrebata a mente do leitor», escreveu Andrea Köhler no jornal Neue Zürcher Zeitung, «a sua linguagem é talhada numa outra cepa, diferente da plantinha mimada que caracteriza largos sectores da literatura alemã.»

6. 




"A Sombra do Vento" é um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, num crescendo de suspense que se mantém até à última página.
 Numa manhã de 1945, um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: O Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona. Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo eco se projeta através do tempo.”

5.  



“O campo de treino militar em Fort Reagan, nos Estados Unidos, recria em detalhe uma cidade mergulhada na guerra civil, com milhares de figurantes.
Neste cenário ultrarrealista40 soldados britânicos têm como missão neutralizar um regimento inteiro do exército dos EUA.
O confronto parece desequilibrado, mas o comandante tem um truque na manga: tenciona infiltrar dez agentes Cherub e jogar o melhor jogo de guerra de sempre.” 


 4.  




“Matteo responde a um anúncio de emprego. Toca à campainha e uma mulher recebe-o. Mas a mulher apresenta uma particularidade estranha. É a primeira proposta de trabalho de Matteo em muitos meses: aceita-a. Mas Matteo não suporta aquele ofício durante muito tempo. Responde a um novo anúncio. Toca à campainha e um homem abre a porta e recebe-o. De novo, a mesma particularidade estranha. Várias personagens e episódios sucedem-se como peças de dominó que vão caindo umas sobre as outras. As personagens cruzam-se e cada uma delas é abandonada quando surge a seguinte. São ligações sucessivas - até que se chega a Matteo, o homem que perdeu o emprego.”


3.
 “Um dia, no campo de concentração de Bergen Belsen, na Alemanha, Luis Sepúlveda encontrou gravada numa pedra uma frase de autor anónimo que dizia: «Eu estive aqui e ninguém contará a minha história.» Essa frase trouxe-lhe à memória toda uma galeria de personagens excecionais que havia conhecido e cujas histórias mereciam ser contadas.
Assim nasceu o presente livro, "As Rosas de Atacama". «Histórias marginais» (aliás o título da edição original espanhola), e também histórias de marginais, os relatos que compõem esta obra têm todos os ingredientes a que Luis Sepúlveda habituou os seus leitores: a defesa da vida e da dignidade humana, a luta pela justiça, o elogio dos valores ecológicos, o exotismo como afirmação de que os sonhos são os mesmos em todos os lugares da Terra. Como em todos os livros de Sepúlveda, também neste a realidade supera a ficção.”


2. 


“Este volume reúne o primeiro conjunto de histórias policiais de Fernando Pessoa, escritas entre 1906 e 1907 e em língua inglesa. Começa aqui o policial pessoano, conceito em que irá trabalhar até morrer. Se, nalguns aspetos, estes textos estão ainda ligados à juventude do autor e às experiências e leituras desses tempos, outros revelam uma surpreendente coerência em relação à escrita policial da sua maturidade. A visão que Pessoa tinha do género começou aqui a formar-se e ele manteve-se-lhe fiel até ao fim. O ex-sargento William Byng é o detetive criado, misto de genialidade e fraqueza, personificação dos poderes dedutivos, com um raciocínio abstrato que se assemelha a um número de circo de elaborados volteios. Tal como mais tarde Abílio Quaresma, das novelas policiárias, Byng é um decifrador dos mistérios do mundo e da mente humana, aparentemente transcendentes, mas possíveis de reduzir a simples charadas da vida real. O ensaio «História Policial», também ele iniciado na juventude, mas continuado e acrescentado ao longo das décadas seguintes, revela o profundo conhecimento do autor acerca de um género ao tempo pouco valorizado entre nós, mas que ele apreciava o suficiente para o desejar transformar em coisa sua. Neste ensaio é definido o princípio fundador: o policial de qualidade, produto da imaginação, deve ser sobretudo um divertimento intelectual e um exercício de raciocínio.”

1.

“Sob a égide dos 125 anos do nascimento de Fernando Pessoa e com o apoio da Antena 1 e da Casa Fernando Pessoa, a SevenMuses MusicBooks apresenta em livro e em disco a obra original Os Mensageiros, Antologia de Fernando Pessoa. Esta antologia reúne artistas portugueses e brasileiros de vários quadrantes da cultura lusófona como a música, o cinema, o teatro ou a literatura. A introdução e antologia poética são de Luís Filipe Sarmento que explana o neopaganismo do escritor em “Ser tudo de todas as maneiras” e revisita o essencial da obra poética do ortónimo Fernando Pessoa e dos heterónimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Esta edição especial tem a oferta de um CD com música original, cujo desafio foi abraçar a multiplicidade do poeta numa viagem entre a intimidade e a universalidade. O resultado são 14 composições de vários autores inspiradas na poesia de Fernando Pessoa, das quais 9 canções - interpretadas por Dulce Pontes, Oswaldo Montenegro, Fernanda Porto, Ana Laíns, Débora Rodrigues e Ângela Maria. Contêm também 5 poemas musicados - declamados por Joaquim de Almeida, Ruy de Carvalho e Lia Lobato Lopes, uma criança que tem em si todos os sonhos do mundo. Este disco conta ainda com a participação de vários músicos que habitualmente colaboram com outros nomes maiores da música. “



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·Biologia Celular e Molecular ·Bioquímica

·Conservação e Restauro ·Engenharia Geológica ·Matemática, Química Aplicada ·Engenharia do Ambiente ·Engenharia Biomédica ·Engenharia Civil ·Engenharia Eletrotécnica e de Computadores ·Engenharia Física ·Engenharia e Gestão Industrial
E aqui ficam os nossos desejos de um BOM 2015 para todos!

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27 de outubro
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