Um dos maiores nomes da
literatura nacional, Agustina Bessa-Luís publicou dezenas de livros,
visitando ao longo da sua carreira diferentes géneros literários, como
romances, contos, peças teatrais, livros infantis e até crónicas.
Agustina Bessa-Luís,
um dos
nomes maiores da literatura portuguesa contemporânea.
1922 – 2019
"Quando
aprendi a ler, no mundo fez-se luz e passei a compreender tudo."
O Livro de Agustina (2007)
“Penso que tenho a escrita como um dom que tenho o dever de valorizar e cultivar da melhor
maneira que consigo. Procuro explorar esse dom, de uma forma constante e
renovada sempre com o mesmo empenhamento.”
Entrevista à Ensino
Magazine Online (setembro de 2001)
“Eu tenho só uma [vocação], que é
escrever. Usar a palavra, dar-lhe vida, confiar nela para que nela vejam
verdades poderosas, como a de sermos destinados a coisas maravilhosas. Falar no
maravilhoso, hoje em dia, é um risco muito grande. Que digo eu? Um risco, não;
uma espécie de loucura. Sejamos loucos quando os sensatos falham, e vamos
pensando como encarar o maravilhoso.”
Dicionário Imperfeito (2008)
“Escrever é isto: comover para desconvocar a angústia e aligeirar o medo,
que é sempre experimentado nos povos como uma infusão de laboratório, cada vez
mais sofisticada. Eu penso que o escritor com maior sucesso (não de livraria,
mas de indignação social profunda) é aquele que protege os homens do medo: por
audácia, delírio, fantasia, piedade ou desfiguração.”
Agustina Bessa-Luís,
Contemplação
Carinhosa da Angústia
(2000)
“Querem atribuir à escrita aquilo que não
atribuem à própria vida. Os meus livros são mais reais que essa realidade
engarrafada que nos é transmitida.”
Agustina
Bessa-Luís,
Documentário para a RTP
(2005)
“O amor está
relacionado com a memória. Ama-se só o que nos recorda alguma coisa ou alguém.
A memória é um estado de afeição. Em amor, a improvisação não existe.”
"Crónica da Manhã" (outubro de 1978)
“O que mais me atrai na Literatura, julgo,
é aquilo que pode oferecer, em termos de conhecimento das outras pessoas, do
mundo e de nós próprios.”
Agustina Bessa-Luís,
Entrevista à Ensino
Magazine Online
(setembro de 2001)
“A realidade é outra coisa e acho que o
artista que rende homenagem à realidade do mundo e da vida é realmente o grande
artista.”
Entrevista ao Jornal de Letras
Entrevista ao Jornal de Letras
(junho de 2004)
“Nasce-se inocente mas com conhecimento
daquilo que se é - aquilo que depois se procura através da arte, através de
tantas manifestações humanas: de onde viemos, o que somos, para onde vamos. A
criança sabe e depois vai perdendo essas faculdades. Mas nascer adulto e morrer
criança, que é o que eu quero, isso é que é difícil.”
Agustina
Bessa-Luís,
Entrevista ao
Diário de Notícias (2002)
“Sou perigosa porque conheço
profundamente a natureza humana.”
Entrevista ao Público
(junho de 2004)
“Segundo o meu ponto de vista, o homem
necessita da crueldade porque necessita da culpa. Necessita de culpar-se para
ser um criador. Porque é que o homem é violento e gosta da guerra? Eu tenho
resposta para isso mas como não é uma resposta que tenha consolação, prefiro
guardá-la para mim.
Agustina Bessa-Luís,
Documentário na RTP (2005)
“A melhor prova duma real amizade está
em evitar os compromissos entre aqueles que se estimam. Ainda que devendo muito
aos que muito me louvam, eu não quero ser-lhes obrigada pela gratidão. Mas sim
grata porque estou com eles, devido a circunstâncias que a todos nós agradam e
são um laço mais entre nós, sem constituírem um dever.”
Agustina Bessa-Luís,
Dicionário Imperfeito (2008)

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