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O DIÁRIO DE ANNE FRANK, - Diário Gráfico,  Ari Folman e David Polonsky, Porto Editora, Porto, 2017

Amesterdão, 1942. A Alemanha nazi invade a Holanda.

Uma família judia de origem alemã - pai (Otto Frank), mãe (Edith Frank), filhas (Anne Frank, 13 anos e Margot Frank, 16 anos)-  interrompe a sua vida normal e vai viver até à sua prisão, em 1944, num anexo da empresa familiar. A eles junta-se outra família, pai, mãe e filho adolescente e, ainda, um dentista, todos eles judeus. Anne conta a uma amiga imaginária, Kitty, em forma de diário, as suas vivências antes do esconderijo e durante os longos anos que todos passaram fechados, só tendo contacto com o mundo exterior através de um número restrito de funcionários da empresa e do rádio e jornais diários.
Em virtude de uma denúncia, o anexo vai ser descoberto e todos são presos e deportados para campos de concentração. Só o pai de Anne sobrevive. É ele que vai publicar em 1947, pela primeira vez, o diário da filha.

O Diário de Anne Frank é a obra mais publicada e mais conhecida em todo o mundo sobre a perseguição nazi aos judeus.

O que tem esta nova edição de especial?

Os seus autores, um realizador de cinema e um ilustrador, revisitaram o texto e deram-lhe uma vida nova, em forma de diário gráfico/banda desenhada. O resultado é de grande qualidade. Os sonhos, os medos, as incertezas, o primeiro amor, os conflitos diários, a fome, a falta de higiene, o carácter de cada ocupante do anexo e, sobretudo, o humor, muitas vezes sarcástico, de Anne... tudo ganha nova vida através do desenho.
Aconselho vivamente a leitura desta obra. Os autores não adulteraram a história, mas enriqueceram-na com o seu cunho criativo. Partes houve em que entenderam reproduzir o texto original na íntegra, por o considerarem de tão grande qualidade, que não ousaram transformá-lo em ilustrações. A combinação do texto intacto com a “magia” da imagem dá ao leitor momentos de verdadeira evasão.


A leitura deste livro será uma boa forma de nos prepararmos para as atividades da Semana em Memória das Vítimas do Holocausto, que se vai realizar na Escola de 22 a 26 de janeiro, da responsabilidade da Associação de Estudantes, do Grupo de História e da BE/CRE.

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