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                 DIAS DO LIVROLEITURA E LIBERDADE


Leitura de poemas em português, espanhol, inglês e francês

10:00-10:45 – 9ºB (prof. Julieta Lopes)
                       9ºE (prof. Salomé O.)
                       9ºF (prof. Susana X.)
                          
10:45-11:30 – 9ºC (prof. Salomé O.)
                      9ºD (prof. Susana X.)


Transcrevemos aqui alguns dos poemas que foram partilhados nas línguas que os alunos estudam:

AUTOPSICOGRAFIA
Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

AUTOPSICOGRAFÍA

Fernando Pessoa

El poeta es un fingidor. 
Finge tan completamente 
que llega a fingir que es dolor 
el dolor que de veras siente.

Y los que leen lo que escribe, 
en el dolor leído sienten bien, 
no los dos que él tuvo
pero sólo el que ellos no tienen.

Y así en los raíles 
gira, entreteniendo la razón, 
ese tren de cuerda 
que se llama el corazón.


Traducción: Miguel Ángel Sepúlveda Espinoza


AUTOPSYCHOGRAPHY

The poet is a faker
Who’s so good at his act
He even fakes the pain
Of pain he feels in fact.

And those who read his words
Will feel in his writing
Neither of the pains he has
But just the one they’re missing.

And so around its track
This thing called the heart winds,
A little clockwork train
To entertain our minds.


AUTOPSYCHOGRAFIE
Fernando Pessoa
Le poète est un simulateur
Il simule si totalement qu’il arrive
À simuler comme une douleur
La douleur qu’il ressent vraiment.
Ceux qui lisent ce qu’il écrit
Sentent sous la douleur qu’ils ont lue,
Non pas les deux que lui a ressenties
Mais celle qu’eux ne ressentent pas.
Ainsi les rails tourne
En rond, pour occuper la raison,
Ce petit train mécanique
Qu’on appelle le cœur.



ISTO
Fernando Pessoa
Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo, 
O que me falha ou finda, 
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda. 
Essa coisa que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir! Sinta quem lê!




ESTO
 Fernando Pessoa


Dicen que finjo o miento 
todo lo que escribo. No. 
Yo simplemente siento 
con la imaginación. 
No uso el corazón.

Todo lo que sueño o vivo, 
lo que me falla o termina, 
es como una terraza 
sobre otra cosa aún. 
Esa cosa es la que es bella.

Por eso escribo en medio 
de lo que no está cerca, 
libre de mi titubeo, 
serio de lo que no es. 
¿Sentir? ¡Sienta quien lee!




THIS
Fernando Pessoa
They say that I fake or lie
All that I write. Not so.
I simply feel
With the imagination.
I don't use the heart.
 
Everything that I dream or I pass,
That fails or finishes me,
Is like a terrace
Above another thing still.
That thing which is beautiful.
 
Because of that I write in between
What is not at my foot,
Book of my entanglement,
Serious of what is not.


CECI
Fernando Pessoa
Ils disent que je feins ou mens,
En chacun de mes écrites. Non.

C’est que moi simplement je sens
Par l’imagination.
Le cœur, jamais je ne m’en sers.

Tout ce que je rêve ou ressens,
Toutes mes failles, mes acquis,

S’élancent comme une terrasse
Vers autre chose encore.
Et cette chose-là est belle.
C’est pourquoi j’écris au milieu
De ce qui près de moi n’est pas,
Et me délivré de mon trouble,
Sérieux quand n’est pas.
Sentir ? Au lecteur de sentir!




Still I Rise
(By Maya Angelou & f.v. dust)
You may write me down in history
With your bitter, twisted lies,
You may trod me in the very dirt
But still, like dust, I’ll rise.
 
Does my sassiness upset you?
Why are you beset with gloom?
'Cause I walk like I’ve got oil wells
Pumping in my living room.
 
Just like moons and like suns,
With the certainty of tides,
Just like hopes springing high,
Still I’ll rise.
 
Did you want to see me broken?
Bowed head and lowered eyes?
Shoulders falling down like teardrops,
Weakened by my soulful cries?

...



The Road Not Taken
(By Robert Frost)
 
Two roads diverged in a yellow wood,

And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
 
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
 
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
 
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.





Recuerdo infantil

Antonio Machado


Una tarde parda y fría
de invierno. Los colegiales
estudian. Monotonía
de lluvia tras los cristales.

Es la clase. En un cartel
se representa a Caín
fugitivo, y muerto Abel,
junto a una mancha carmín.

Con timbre sonoro y hueco
truena el maestro, un anciano
mal vestido, enjuto y seco,
que lleva un libro en la mano.








Y todo un coro infantil
va cantando la lección:
«mil veces ciento, cien mil;
mil veces mil, un millón».

Una tarde parda y fría
de invierno. Los colegiales
estudian. 
Monotonía
de la 
lluvia en los cristales.















 

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