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SERES IMAGINÁRIOS

PROJETO DA DISCIPLINA DE PORTUGUÊS, 8º ANO

Zenguru
Era uma vez um canguru que vivia na floresta nacional da Austrália.
Ele chamava-se Pepe e tinha vinte anos, era alto, cinzento e gordinho. Tinha o focinho largo e as orelhas grandes. Pepe vivia com a sua família numa gruta.
Certo dia, Pepe saiu para ir buscar comida, pois era ele que sustentava a família. Andou, andou, até que encontrou um enorme e gigantesco grupo de zebras. Nesse grupo, destacou-se uma grande, elegante e lindíssima zebra. Ela era grande, magra, com riscas brancas e pretas, patas pequenas e focinho largo, olhos grandes e negros e tinha uma bela, longa e negra crina. Ela chamava-se Mar.
Pepe encontrou o seu amor à primeira vista e decidiu ir falar com ela. Falaram, falaram até que se aperceberam de que estavam os dois apaixonados um pelo outro e que faziam em belo casal.
Assim, decidiram ir viver sozinhos, para o outro lado da floresta, sem contar a ninguém, para que nunca mais ninguém os visse.
Passados dois anos de puro amor e carinho, Pepe e Mar decidiram ter um filho. Já se sentiam preparados e surgiu o momento. Uns meses depois, Mar estava grávida. Quando o bebé nasceu, tinha corpo de canguru e focinho de zebra.
E foi assim que Zenguru surgiu no planeta Terra.

Leonor Leite nº18, 8ºE



Falcuma Vs. Gato Malhado

Um dia, o Falcuma, uma mistura de um puma com um falcão que nasceu na América Central, estava a voar sobre um parque e ficou com sede. Desceu para ir beber num grande lago que havia lá em baixo. O lago estava um pouco sujo e tinha muitas algas. Lá viviam vários sapos que descansavam sobre nenúfares e alguns patos com as suas crias.
Quando acaba de beber, o Falcuma vê uma andorinha muito bonita e fica logo apaixonado, foi amor à primeira vista. Depois, começaram a conversar:
- Olá, eu sou o Falcuma, e tu?
- Eu sou a Andorinha Sinhá!
Enquanto eles estavam nesta conversa, apareceu o Gato Malhado que agora era casado com a Andorinha (porque o rouxinol morrera), e foi logo criticar:
- Agora andas com outros “gatos”?
            - Não é o que tu pensas- respondeu a Andorinha.
            - Então, explica-te!
            Nesse momento, o Falcuma aproximou-se do Gato e disse:
            - Esta Andorinha é minha!!!
            - Nem penses que a levas.- respondeu-lhe o Gato.
            - Vamos ver quem fica com ela num combate de Luta Livre.- propôs o Falcuma.
            - O.K., às três no campo perto da árvore da coruja.
            Saíram os dois, um a voar e o outro a correr. Prepararam-se muito bem para esta luta e, às três, lá estavam os dois. Havia um ringue bancadas e muito mais. Só faltava uma coisa, o árbitro. Então a Vaca Mocha foi chamar o Papagaio, pois só havia uma coisa de que ele gostava mais do que Deus e essa coisa era combates de Luta Livre. Saiu de um casamento a correr e foi para o ringue.
            Quando lá chegou, estava tudo pronto. Como o Papagaio também tratava da emissão da RPFM (rádio parque FM), teve que relatar o combate.
            - São três da tarde e o sol está a bombar aqui no parque. Temos dois grandes lutadores hoje aqui no ringue. No canto vermelho, temos o gato herói com 7 quilos, o Gato Malhado. No canto azul temos o felino da selva, o Falcuma. E começa o combate. Vai o Falcuma e dá um golpe de direita, mas o Gato responde com um golpe baixo. O Falcuma está no chão e parece furioso. Levanta-se e mete o Gato no chão e ele fica K.O.
            O Falcuma ganha e fica com a Andorinha. O gato fica sem nada outra vez. Passados alguns dias, ele volta e diz ao gato que ele pode ficar com a andorinha, porque ela é um mau partido.
Tudo está bem quando acaba bem!!!

Francisco Vaz    Nº 9, 8ºE 


O bilhete de saída

Numa ilha no meio do oceano Atlântico, vivia um animal pelicular, tratava- se de uma mistura de dois animais, um bacalhau e um chimpanzé, seu nome era Chau. No outro lado do mundo, na China, vivia um animal chamado Chimpampanda, uma junção de um chimpanzé com um panda.
Entretanto, um grupo de cientistas, no Brasil, iniciou uma busca a novas espécies. Conseguiram localizar e capturar dois (os que falámos anteriormente ). A viagem até ao laboratório foi longa, dando tempo para que estes dois animais se conhecessem melhor e encontrassem mais dois animais, o Abefante, uma mistura de elefante e abelha, e o Camofante, uma mistura de camelo com elefante. Foram os quatro na carruagem e ficaram amigos. Ao chegarem, esgueiraram- se da carruagem e correram até não poderem mais. Correram tanto que perderam a noção do tempo, ficando sem saber se andaram dias ou horas, mas a verdade é que, quando deram conta, estavam num grande parque. Decidiram passar lá a noite.
Na manhã seguinte, sem saber o que fazer, tentaram encontrar a saída do parque, no entanto, depois de várias tentativas, parecia que não conseguiam encontrar saída. Até que um gato apareceu, um Gato Malhado que veio ao encontro dos quatro animais. O gato, que se chamava Gato Malhado, foi muito simpático e acompanhou-os até à saída do parque, onde encontraram a Andorinha Sinhá que os levou até um parque mais acolhedor ali perto. Quando chegaram ao parque, o cansaço era muito e a lua já ia alta, por isso decidiram fechar os olhos.
Na manhã seguinte, foram acordados por choros, mais especificamente choros da andorinha. A pobrezinha tinha um bilhete na asa e os olhos lavados em lágrimas. Ela contou-lhes tudo, o bilhete era do gato, que tinha ido ter com a cobra Cascavel, sem intenção de voltar. Fizeram-se ao caminho para tentar impedir o gato, mas depois de uma grande caminhada, até ao ninho da cobra, viram que já era tarde demais. Do gato só restavam os ossos.
Dias mais tarde, fizeram um funeral à morte do gato. O funeral foi no parque e todos os habitantes apareceram, mesmo aqueles que não gostavam dele. O funeral demorou uma hora e saíram todos em lágrimas, graças ao discurso da andorinha. A única parte positiva foi que a andorinha pôde finalmente seguir em frente.
Os quatro animais, comovidos com toda aquela história e impressionados com a beleza daquele parque, despediram-se da andorinha, agradeceram-lhe a ajuda, prometendo regressar um dia e cada um seguiu o seu caminho para casa.

 Diogo Peng, Joana Peixinho e Mariana Figueiredo, Rita Silva 8.º E


PIPOCANDA: A Verdadeira História

 Num passado não muito distante, estava um panda a passear numa floresta de bambu à procura de amor até que viu uma pipoca gigante que parecia pronta para o amar, mas, quando o panda falou com ela, tudo mudou. A pipoca tentou fugir do panda, pois sabia muito bem que pandas e pipocas pertencem a mundos diferentes, mas o panda insistiu. Foi assim a tarde toda até que o panda descobriu a única maneira de ficar com a pipoca para sempre: ter um filho com ela. Obviamente a pipoca achou a ideia absurda, mas o panda conquistou-a com flores e poemas de Sophia de Mello Breyner Andersen, uma escritora que a pipoca adorava.
  Meses depois, o bebé nasceu e era lindo: cabeça amarelinha como a mãe e o corpo gordinho, fofinho, preto e branco como o pai. Era um Pipocanda e todos tinham a certeza de que ele ia mudar o mundo, mas para melhor? Foi no palácio de São Bento, no dia 11 do mês 11 às 11:11, que ocorreu o parto.
 Passadas algumas semanas, a pipoca conheceu uma nova faceta do panda: ele era um serial killer. A pipoca ficou chocada e com muito medo, tinha receio que o filho seguisse os mesmos caminhos  do pai. A pipoca foi observando os comportamentos do Pipocanda para tentar perceber se já havia algo que indicasse que ele ia ser igual ao pai, mas, por enquanto, tudo parecia normal. Até ao dia dos seus 16 anos, em que tudo mudou.
O Pipocanda começou a ter comportamentos fora do normal: dizia querer sair de casa, queria ir viver com o pai e dizia que queria ter uma vida como a do pai. A pipoca ficou extremamente preocupada, mas não havia nada a fazer. Ela tentou ter várias conversas com o Pipocanda sobre o “monstro” que seu pai era. O filho ignorou completamente a mãe e ,certa noite, saiu de casa.
 Como o tinham separado do pai à nascença, ele não fazia ideia de onde o pai se encontrava, por isso foi viajar pelo mundo à sua procura. Assim que saiu de casa e partiu para longe, começou a ter vontade de matar pessoas. Alguns dias passaram e a vontade de matar aumentava. No terceiro dia da sua viagem, acabou por ceder à tentação e matou uma mulher. Sentiu tantos remorsos que pensou em acabar com a sua própria vida. Ele queria voltar para casa, pedir desculpa à sua mãe por ter fugido, mas não arranjava a coragem necessária para tal. Viajou mais alguns dias, mas não aguentou. Teve de voltar para casa e explicar à sua mãe o que tinha feito quando estava fora.
  A sua mãe ficou muito desiludida quando o filho lhe contou o que tinha feito, mas como o amor de mãe supera tudo, ela conseguiu perdoá-lo, mas só depois de ele prometer que nunca mais o fazia.

Joana Pina n.º13 e Joana Peixinho n.º14     8ºE



O Girássaro
Era um dia normal para o João. O João tinha 13 anos e era mais novo que o seu irmão, Eurico. Tinha acabado o Natal de 2015, e iam começar as aulas em janeiro de 2016. O João estava muito entusiasmado para começar as aulas e, consequentemente, preparou tudo uma semana antes.
Logo no primeiro dia de aulas, teve Matemática, Físico-Química e acabou com Ciências. À tarde, como o João era muito maroto, entrou nas salas de laboratório e começou a observar e, de seguida, a mexer em frascos e liquídos coloridos e, de um momento para o outro, “puf”, a sala tinha ficado cheia de fumo e, por de trás do fumo, apareceu um pequeno cãozinho e …
Uns meses depois, no dia 3 de abril, o “tal” pequeno cãozinho foi levado para casa do João sem ninguém saber e, na verdade, aquele sere vivo não era cão, era uma coisa nunca antes vista, era uma espécie rara, metade girafa, metade pássaro – deu-lhe o nome de Girássaro.
Os pais nunca souberam do animal, só o irmão, que era muito bisbilhoteiro e , enquanto o João estava na escola,  descobriu o Girássaro. Ele foi um bom amigo e não contou nada. O João dava de comer ao animal, comprou-lhe uma coleira, e já nem sabia o que fazer até que um dia sem dizer mais nada, ele desapareceu. As asas de passarinho já tinham crescido e o João já sabia que este dia ia chegar.
Ele ainda se lembra dele, tinha na sua memória a girafa com o corpo de passarinho, azul arroxeado e a boquinha em forma de bico. Nunca mais se esqueceu daquele dia, 1 de Outubro de 2016, em que se despediu do seu amigo Girássaro.

Trabalho realizado por João Pinto, nº16, 8ºE

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